Pois então, depois de algumas semanas de correria, desmontando um apartamento, parece que já dá para ver um período de calmaria pela frente. Curto, é certo. Depois dessa primeira mudança, virá mais uma e realmente significativa. A calmaria que posso avistar diz respeito ao período entre mudanças.
Estou cansada, é certo também. Tenho bastante trabalho intelectual para retomar e não consegui encontrar, ainda, o ânimo necessário para me dedicar aos 5 textos que devo escrever até o final do mês. Aos poucos, também, vou entrando no ritmo da produção acadêmica de novo. Espero.
O apartamento da Cesar Seara ainda não está totalmente vazio. O prazo é esta semana. Todos os dias vou pra lá e vejo mais um pedacinho da história da minha vida ir-se pela porta. São só coisas, mas, sendo humana, impossível deixar de significá-las. A máquina de lavar, de 1983, ano em que a Betina nasceu, é emblemática da mudança. Dói vê-la partir. O segredo, porém, é deixá-la ir para novas e interessantes coisas entrarem pelas portas da vida...ui, filosofia auto-ajudática a essas alturas, Maria?
Essa função toda de mudança, mais o qeu vi e vivi no Rio com os pais do Alfredo e o desmonte do apto lá, acrescidos da visita à minha mãe em Porto Alegre, que agora vive em uma residência para idosas, me faz pensar muito sobre as coisas. Ainda não consegui colocar em palavras os sentimentos e as percepções sobre o tema, mas ele segue me "atormentando".
Em PoA, enquanto passeava com minha mãe pelos jardins de seu novo lar, olhava para dentro dos quartos da mulheres lá hospedadas. Olhar para aqueles quartos cheios de coisas - mesas, fotos, microondas, cama, colchas, cadeiras, abajours, cadeiras, poltronas, me lembrou o livro do Danny: The Comfort of Things. Até que ponto aquelas coisas todas dão às idosas o conforto necessário para enfrentar o dia a dia?
Talvez "hospedadas" não seja a palavra certa para definir o status das mulheres, elas são moradoras de lá! Não é porque estão no fim da vida que seus quartos devam parecer quartos de hotel. Não devem ter aparência de temporários. Os quartos lá, são como as casas que montamos durante a vida: definitivos. São lugares para viver, não lugares para esperar pelo fim.
Mudanças são isso: são momentos em que montamos espaços definitivos que, muito provavelmente, terminarão em um determinado momento para montarmos um novo espaço. O importante, digo sempre para o Daniel (meu filho), é montar um lugar onde vamos viver bem, vamos comvidar os amigos, vamos ter prazer e um sentimento de conforto.
Estou cansada, é certo também. Tenho bastante trabalho intelectual para retomar e não consegui encontrar, ainda, o ânimo necessário para me dedicar aos 5 textos que devo escrever até o final do mês. Aos poucos, também, vou entrando no ritmo da produção acadêmica de novo. Espero.
O apartamento da Cesar Seara ainda não está totalmente vazio. O prazo é esta semana. Todos os dias vou pra lá e vejo mais um pedacinho da história da minha vida ir-se pela porta. São só coisas, mas, sendo humana, impossível deixar de significá-las. A máquina de lavar, de 1983, ano em que a Betina nasceu, é emblemática da mudança. Dói vê-la partir. O segredo, porém, é deixá-la ir para novas e interessantes coisas entrarem pelas portas da vida...ui, filosofia auto-ajudática a essas alturas, Maria?
Essa função toda de mudança, mais o qeu vi e vivi no Rio com os pais do Alfredo e o desmonte do apto lá, acrescidos da visita à minha mãe em Porto Alegre, que agora vive em uma residência para idosas, me faz pensar muito sobre as coisas. Ainda não consegui colocar em palavras os sentimentos e as percepções sobre o tema, mas ele segue me "atormentando".
Em PoA, enquanto passeava com minha mãe pelos jardins de seu novo lar, olhava para dentro dos quartos da mulheres lá hospedadas. Olhar para aqueles quartos cheios de coisas - mesas, fotos, microondas, cama, colchas, cadeiras, abajours, cadeiras, poltronas, me lembrou o livro do Danny: The Comfort of Things. Até que ponto aquelas coisas todas dão às idosas o conforto necessário para enfrentar o dia a dia?
Talvez "hospedadas" não seja a palavra certa para definir o status das mulheres, elas são moradoras de lá! Não é porque estão no fim da vida que seus quartos devam parecer quartos de hotel. Não devem ter aparência de temporários. Os quartos lá, são como as casas que montamos durante a vida: definitivos. São lugares para viver, não lugares para esperar pelo fim.
Mudanças são isso: são momentos em que montamos espaços definitivos que, muito provavelmente, terminarão em um determinado momento para montarmos um novo espaço. O importante, digo sempre para o Daniel (meu filho), é montar um lugar onde vamos viver bem, vamos comvidar os amigos, vamos ter prazer e um sentimento de conforto.