terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Relatos do Uruguai

Puxa, amei Colonia del Sacramiento.Não vou descrever muito pq tem pilhas de blogues que falam do lugar, basta um Google. Mas devo dizer que daria para passar mais tempo por lá, só para relaxar, pq a cidade oferece tranquilidade para um veraneio. Um dia é suficiente para caminhar pela cidadevelha e conhecer um pouco. O calor é que estava para arrasar. A proposta era passear mais um pouco hoje, só que choveu pra caramba e decidimos vir para Montevideo.

O Uruguai está caro para brasileiros duros como nós. uma lástima... Mas em pouco tempo já dá para observar as políticas corajosas do governo uruguaio. Cigarros, por exemplo, não podem ser nem exibidos nas lojas e custam muito mais caro do que no Brasil. A palavra "light" não pode constar nas marcas e as imagens chocantes que, no Brasil, vão no verso, aqui ocupam praticamente toda embalagem. Parabéns aos uruguaios, embora eu seja fumante.

Nosso hotel em Montevideo é muito interessante. Antigo, o elevador é daqueles com porta pantográfica de ferro trabalhado. Os quartos, decorados com móveis antigos lindos, têm chão de madeira acho que original, pé direito alto e portas que dão para pequenas sacadas. Prédio antigo,como de resto são os prédios do centro da cidade.

O café é ruim - pelo menos todos os que provei até agora.

Com os preços altos, não sei se teremos a chance de comer verdadeiramente bem por aqui!

Por outro lado, os uruguaios têm sido mais simpáticos do que os portenhos. Em Bs As fomos mal atendidos na maior parte dos estabelecimentos (a sorveteria Daniel, emPalermo foi uma exceção). Aqui até os turistas conversam mais e, por falar neles, tem muitos brasileiros por aqui. Vi franceses e nórdicos também.

Ao jantar agora!

domingo, 11 de janeiro de 2015

Dia de passeio em Buenos Aires

Fomos ao Puerto Madero e a San Telmo. Dia tranquilo de muita caminhada e muito calor. Nada de mais. Acho que a viagem começa mesmo amanhã, quando partimos de Buquebus para o Uruguai.
Mesmo assim, foi bacana passear com Alfredo e Felipe, olhar coisinhas na feira, tomar café na loja dos alfajores Havana, tirar fotinhos no metrô, cujos trens são antiguinhos, sem ar condicionado. As plataformas estreitas, as estações azulejadas. Bem diferente do metrô carioca.

Algumas observações: não está caro vir a Bs As. O câmbio nos favorece. Porém, vale lembrar que passamos muitos dias em família e, por isso, não gastamos muito com alimentação.

A ideia de ficar em uma apartamento alugado pelo airbnb também foi bem legal. Todos os dias, tomamos café em casa, o que nos permite economizar. A diária do apto, para 3 pessoas, foi de 152 reais. Super bem localizado, perto do metrô, dá para caminhar para Palermo Soho, Hollywood, Viejo. Mas o próprio entorno aqui na Sinclair com Cervino tem todo o conforto, com restaurantes legais, modernos e tradicionais. Fica pertinho da Santa Fé, com comércio bem variado. Aliás, adorei a vizinhança. Boa de caminhar a qualquer hora do dia.

Os restaurantes que escolhemos também tinham preços bons, pois não eram os mais "indicados" para turistas - por 130 pesos por pessoa se come um bom bife de chorizo com vinho em alguns lugares. Mas tb consumimos choripans e medialunas para "enganar" o estômago quando a fome batia.

 Taxi é bem barato e metro, então, nem se fala. Não fiz grandes compras - só uma bolsa para dar de presente para a Betina. Em verdade, estamos fazendo uma viagem do tipo econômica, como sempre.

Como não sabemos se se pode tomar a água da torneira (há controvérsias demais), estamos consumindo água mineral. Mas o sabor não é muito bom e tem sódio demais. Bebemos e a sede continua.

Cerveja, na Argentina, sempre foi e continua tão cara quanto vinho. Mesmo assim, algumas Quilmes cruzaram nossos caminhos. Compradas no mercadinho ao lado - um litro a 28 pesos (sete reais), ou então para refrescar nos intervalos dos passeios - a latinha mais cara que pagamos foi 40 pesos (10 reais!). Assim que, se quiser tomar cerveja, melhor fazer isoporzinho em Buenos Aires.

Composição floral no metrô portenho

A festa estava linda e o dia seguinte em família foi bem agradável

Então, finalmente rolou a festa. O tempo ajudou e todos estavam bem contentes com os 90 anos da Tia Delia - eu nem tanto, afinal Paulinho morreu antes de completar 70. Vida bandida, Vida louca. Mas fui à festa mesmo assim.
A comemoração foi na casa de Veró, prima em segundo grau do Alfredo.
A casa: da rua, é um prédio de 4 andares. A gente entra pelo prédio e do corredor da planta baja se tem acesso a uma porta que leva à casa de dois andares com jardim. Uma sala grande abrigou os 70 convidados.
Bom, seguindo os relatos, no dia seguinte voltamos à casa para consumir o que sobrou. A família da Tia Delia é composta por quatro filhos, dos quais 2 vivem na Argentina, um em Israel e uma em Barcelona. Porque se encontram todos muito raramente, parecia não quererem desgrudar-se. Assim como a presença dos primos do Brasil fazia com que a família apertasse laços. Por isso, depois de passarmos a tarde toda na casa da Vero, acertaram uma Parrilla na casa de Adrian, filho mais velho da Tia Delia Eu adorei a ideia! Estava com vontade de comer assado feito em casa. O resultado foi que experimentamos a melhor Parrillada de Buenos Aires. O encontro prolongou-se até as 3h da manhã - para nós, pelo menos, pois depois de sairmos eles ainda continuavam lá.
Nossa estada por aqui foi marcada mais por eventos familiares do que passeio turístico. O que não me incomodou. Família unida é sempre divertido. São todas parecidas, ao mesmo tempo em que são diferentes. Me pareceu que as relações entre filhos e pais nesta família é mais leve do que na minha família.



Hoje vamos passear por San Telmo. Eu acho!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Férias em Argentina e Uruguai...

Finalmente, viajando. Estava com tanta vontade de sair de casa, variar os ares, ver coisas diferentes. A vinda à Argentina estava programada desde meados do ano passado. Aniversário de 90 anos da tia do Alfredo. Aproveitamos a oportunidade para programar um pequeno tour pelo Uruguai. 5 dias em Buenos Aires (estamos no terceiro), um dia em Colônia do Sacramento, 3 dias em Montevideo e o resto do tempo no litoral uruguaio - 15 dias de viagem ao todo.

Antes de virmos, como todo o tempo de final de ano, tivemos programação intensa, com visitas, festas, confraternizações e etc. Foi um período legal, com meu filho e o filho do Alfredo em casa. Com o Gustavo, meu sobrinho, e o Marcus no Rio de Janeiro, senti-me acarinhada pela família.

Ainda neste período, pós-natal, recebi a notícia de que meu cunhado estava hospitalizado. Fez uma cirurgia bem complicada na véspera da minha viagem, e no dia da viagem, outra cirurgia. Assim que parti para cá já preocupada e envolvida em pensamentos positivos e torcidas pela melhora dele. Mesmo assim, procurando aproveitar a estada em Bs As da melhor maneira possível.

Está quente pra caramba aqui e caminhar pela cidade é mais um suplício do que um prazer. Por isso decidimos pegar o ônibus de turismo e passar pelos pontos principais. Descemos apenas no Estádio do Boca Juniors - Alfredo desejava intensamente conhece-lo e, depois, caminhamos até El Caminito, onde comemos um choripan e tomamos uma Quilmes. Foi um dia bem agradável.

Tinamos marcado um happy hour com o Caco, querido amigo de Floripa. Ele viria até nosso apartamento e daqui partiriamos para algum lugar. Ele não apareceu (ou apareceu, mas não tocou a campainha acreditando que nós tinhamos combinado o encontro lá em baixo). Esperamos hora e meia e decidimos sair para comer alguma coisa. Estávamos cansados e frustrados pela ausência do Caco. Acabamos entrando num restaurante com cara de típicamente portenho, que estava cheio de  gente - o que seria um indicativo de que era bom. Fizemos o pedido, e esperamos horas pela chegada do ojo de bife. O mau humor foi crescendo, o sono, o cansaço. Alfredo chamou a garçonete e deu um ultimato. A comida veio. Mas o bife estava queimado por fora e cru por dentro. Puto, com razão, Alf devolveu e disse que pagaria o vinho e a água que tomamos. De repente, uma gritaria na cozinha. O dono do restaurante estava dando um esporro no cozinheiro e todos os fregueses ouvindo. Pelo jeito, não foi só no nosso pedido que ele errou, demorou e fez caca. O dono, quando quisemos pagar, não cobrou. Disse que o erro era dele e que era o que podia fazer para se desculpar.

Voltamos para casa, com fome e cansados. Alf passou numa delicatessem, comprou uma torta salgada e trouxe para casa. Chegando aqui, recebo o whatsapp da Paula informando a morte de meu cunhado. Perdi a fome, perdi o rebolado, perdi o chão. Vou ou não vou? Procura voos, o mais barato custava em torno de 1000 reais, e chegava em Porto Alegre Às 23h. Seria depois do enterro. Sofrimento por mim, sofrimento pelos meus sobrinhos e pela minha irmã que perdeu o companheiro de uma vida inteira.

Para completar, esperávamos o filho do Alfredo que tb veio para o aniversário da tia. Ele demorava demais para vir da rodoviária até o apartamento. Se eu estava agoniada pela morte do cunhado, Alfredo estava agoniado pela chegada do filho. Quando, finalmente, Felipe chegou, conta que o taxi em que estava atropelou um homem e ia fugir. Felipe e outros carros fizeram o cara parar para socorrer a vítima que, doidão, pegou uma garrafa e arremessou sobre o taxi. Foi tudo o que Felipe contou. Disse que ele viu o cara atravessando e o motorista não. E que estava meio traumatizado, não queria falar do assunto.

Hoje acordei cedo,chovia pra caramba. Fui providenciar o envio de uma coroa de flores para o meu cunhado, o mínimo que poderia fazer, embora quisesse estar lá para a despedida. Agora o sol abriu, já estou há horas em casa, sem vontade de sair. Combinamos de visitar o Malba. Acho que é o que faremos.

Espero que a energia mude e que eu possa curtir a viagem.