Pois então. Desde o dia 29 de janeiro estou no velho mundo. Vim especialmente para ver minha filha. Havia 2 anos que não nos tocávamos. O virtual é útil, aproxima, mas o toque e o convívio fazem toda a diferença.
Nos encontramos em Lisboa para 3 dias de passeio. Eu já tinha estado em Lisboa, ela não, mesmo que seja uma moradora da Europa. Dizem que Portugal e Espanha não são a Europa... Solange foi também,
Os trës dias foram fantásticos. Passeios, vinhos, comidas, e muito prazer em estar com a Betina. Mãe boba e coruja eu sou e sempre serei. Deu para ter um gostinho da cidade, mas, como sempre quando a gente viaja, fica a vontade de mais. Fomos na Baixa e no Bairro alto, fomos a Belem - torre, pasteis, nada faltou -, fomos ao museu do azulejo, fantástico! Mesmo assim, faltou tempo para ir a Sintra e outras atrações em Lisboa mesmo.
De Lisboa, viemos para Paris. Betina tem que trabalhar e eu estou curtindo a sensação gostosa de ser moradora, entre aspas, da Boulogne-Billancourt, uma cidade ao lado de Paris, onde ela mora e perto de onde trabalha.
Assim, na primeira segunda-feira e hoje, fui lavar roupas na lavanderia automática aqui em baixo. Depois supermercado para colocar alguma comida em casa e preparar uma sopa - há uma semana e agora. Os outros dias da semana foram ocupados em passear a fazer campo da pesquisa de doutorado da Solange, em Paris - ou seja, caminhar por uma Paris que é turística, mas fora das principais atrações turísticas da cidade. Andamos muito pela Place d Italie e suas redondezas. Fomos entrevistar uma americana qeu tem um café por ali, o La Oisive du Thé, depois entrevistamos uma brasileira que mora aqui, de 28 anos, que veio estudar e não quer mais voltar. Fui com Solange até a Ecole, onde ela está fazendo o pós-doc, etc...
A cidade continua linda. Os prédios de altura limitada dão uma uniformidade especialmente prazerosa para quem caminha por suas ruas. Olhar não cansa.
Na quinta-feira, fiquei pela vizinhança. Fui ao museu dos anos 30, uma coleção divertida de objetos de design e obras de arte deste período, mas não só. Fui no oficio de turismo da cidade para ver o que há por perto. E há muito para ver.
Hoje fiquei em casa, praticamente o dia todo. Além de fazer o serviço doméstico. Mas amanhã já tem programação e eu quero aproveitar a semana para visitar os outros atrativos turísticos de Boulogne-billancourt.
Mas especial, mesmo, foi o final de semana que passou. Fomos para Morteau, ou próximo, numa cidade chamada Les Fins, para que eu conhecesse os pais do Julien, companheiro da Betina. Assim, além de especial por questões familiares, foi especial pq tinha muita neve, cenas de cartáo de natal, ou de cartão postal. Curti demais e nem sei bem como descrever. Caminhamos de raquete pela neve e comemos muita comida típica da região que é, segundo a família, uma região pouco importante da França, uma região que *ninguém quer*, O que é impressionante, pois é linda demais, ao lado da Suiça! Eles até me levaram para dar uma voltinha por lá. Assim, visitei mais um país, mesmo que rapidamente. No domingo, fomos conhecer Besançon, na região também. Uma cidadezinha medieval, com o ar de todas as cidades européias em seu centro histórico - ruas estreitas, construções de pedra enormes. Extremamente charmosa. O rio que atravessa a região é o Dou e, como as cidades européias, Besançon gira em torno do rio.
Ah, a família se desdobrou demais para nos receber. Eu não falo frances, a mãe não fala ingles e, obviamente, não fala portugues. O pai arranha no ingles e se esforçou para puxar assunto. A Betina foi quem cansou, pois teve que dar uma de tradutora, embora não muito pq a mãe fala tanto que não dava tempo para traduzir. Acabou que meu ouvido ficou um pouco mais acostumado ao frances e algumas partes da conversa eu entendia, embora não pudesse falar. Divertido foi ser testemunha da pressão por um neto homem que dë continuidade ao sobrenome da família. Conservadores e interioranos, eles carregam alguns valores interessantes, bem diferentes dos meus. Mas são gente boníssima!
Confesso que o final de semana foi bastante emocionante e acabei o domingo chorando. Feliz pq minha filha é bem recebida em uma família francesa, triste por saber que ela vai ficar longe do Brasil por muito tempo, só aparecendo para visitar. Feliz por ter visto tanta neve, triste pq logo eu vou embora e não vou poder abraçar minha menina de 31 anos do jeito que gostaria de continuar sempre abraçando. Estou ficando velhinha, preciso dos meus por perto, mas não posso exigir isso.
Agora, para curtir Paris de verdade, ou meio, é preciso muito dinheiro. Cidadezinha cara! Se comparada com Lisboa, então, nem se fala! E, vou dizer, para turista, Lisboa tem muito a oferecer em termos de atrações e de boa comida!
Nos encontramos em Lisboa para 3 dias de passeio. Eu já tinha estado em Lisboa, ela não, mesmo que seja uma moradora da Europa. Dizem que Portugal e Espanha não são a Europa... Solange foi também,
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| Lanchinho primeiro dia em Lisboa. Solange e eu no Mercado do Campo de Ouriques, O destaque foi o queijo de Azeitão. |
De Lisboa, viemos para Paris. Betina tem que trabalhar e eu estou curtindo a sensação gostosa de ser moradora, entre aspas, da Boulogne-Billancourt, uma cidade ao lado de Paris, onde ela mora e perto de onde trabalha.
Assim, na primeira segunda-feira e hoje, fui lavar roupas na lavanderia automática aqui em baixo. Depois supermercado para colocar alguma comida em casa e preparar uma sopa - há uma semana e agora. Os outros dias da semana foram ocupados em passear a fazer campo da pesquisa de doutorado da Solange, em Paris - ou seja, caminhar por uma Paris que é turística, mas fora das principais atrações turísticas da cidade. Andamos muito pela Place d Italie e suas redondezas. Fomos entrevistar uma americana qeu tem um café por ali, o La Oisive du Thé, depois entrevistamos uma brasileira que mora aqui, de 28 anos, que veio estudar e não quer mais voltar. Fui com Solange até a Ecole, onde ela está fazendo o pós-doc, etc...
A cidade continua linda. Os prédios de altura limitada dão uma uniformidade especialmente prazerosa para quem caminha por suas ruas. Olhar não cansa.
Na quinta-feira, fiquei pela vizinhança. Fui ao museu dos anos 30, uma coleção divertida de objetos de design e obras de arte deste período, mas não só. Fui no oficio de turismo da cidade para ver o que há por perto. E há muito para ver.
Hoje fiquei em casa, praticamente o dia todo. Além de fazer o serviço doméstico. Mas amanhã já tem programação e eu quero aproveitar a semana para visitar os outros atrativos turísticos de Boulogne-billancourt.
Mas especial, mesmo, foi o final de semana que passou. Fomos para Morteau, ou próximo, numa cidade chamada Les Fins, para que eu conhecesse os pais do Julien, companheiro da Betina. Assim, além de especial por questões familiares, foi especial pq tinha muita neve, cenas de cartáo de natal, ou de cartão postal. Curti demais e nem sei bem como descrever. Caminhamos de raquete pela neve e comemos muita comida típica da região que é, segundo a família, uma região pouco importante da França, uma região que *ninguém quer*, O que é impressionante, pois é linda demais, ao lado da Suiça! Eles até me levaram para dar uma voltinha por lá. Assim, visitei mais um país, mesmo que rapidamente. No domingo, fomos conhecer Besançon, na região também. Uma cidadezinha medieval, com o ar de todas as cidades européias em seu centro histórico - ruas estreitas, construções de pedra enormes. Extremamente charmosa. O rio que atravessa a região é o Dou e, como as cidades européias, Besançon gira em torno do rio.
Ah, a família se desdobrou demais para nos receber. Eu não falo frances, a mãe não fala ingles e, obviamente, não fala portugues. O pai arranha no ingles e se esforçou para puxar assunto. A Betina foi quem cansou, pois teve que dar uma de tradutora, embora não muito pq a mãe fala tanto que não dava tempo para traduzir. Acabou que meu ouvido ficou um pouco mais acostumado ao frances e algumas partes da conversa eu entendia, embora não pudesse falar. Divertido foi ser testemunha da pressão por um neto homem que dë continuidade ao sobrenome da família. Conservadores e interioranos, eles carregam alguns valores interessantes, bem diferentes dos meus. Mas são gente boníssima!
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| Christof, Fabienne, Lucas e Betina |
Agora, para curtir Paris de verdade, ou meio, é preciso muito dinheiro. Cidadezinha cara! Se comparada com Lisboa, então, nem se fala! E, vou dizer, para turista, Lisboa tem muito a oferecer em termos de atrações e de boa comida!
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| Amo demais essa mulher! (Eu penso esta menina, mas...) |




