segunda-feira, 29 de julho de 2013

Passeio a Buzios

Há tempos que Cora nos convidou para passar um final de semana na sua pousada, em Buzios. Finalmente, aproveitamos que estou em quase férias e era meio de feriado e fomos. Jogo rápido, fomos no sábado pela manhã - chegamos á uma da tarde - e voltamos no domingo à noite. Não dava para ficar muito tempo fora por conta do Frederico e não dava para pedir à Evelise (que sempre me salva na hora de viajar) que viesse fazer companhia ao gato, pq ela mora no Leme e, com o papa em Copacabana, ela nem deve ter saído de casa - estava impossível chegar ou sair de lá.

Bom, mas deixa eu falar de Buzios um pouco. O passeio serviu para matar a saudade de Florianópolis - incluindo o lado norte e o lado sul da ilha, bem como de Garopaba e das temporadas que passava na casa da Ana Nardi.
Bem mané, né não?

 
Mas não foi só de Santa Catarina que eu me lembrei enquanto estava por lá. Viajar, mesmo que para pertinho, é bom pq além de viver o passeio atual, a gente lembra de outros que já fez. E não é que, no meio da caminhada, tinha um lago com patos e gansos que conduziram minha imaginação para paisagens menos litorâneas?



Serra, Europa, inverno...
 

A Pousada, Amazon House, é uma graça. São sete "casinhas" equipadas com cozinha completa, cama, televisão, num terreno super bem cuidado com um lindo jardim. Embora fique muito proxima da Rua de Pedra, é silenciosa. Perfeita para fugir do barulho da Rua das Palmeiras. Fazia tempo que eu não dormia tão bem e até tão tarde. (não fiz foto da pousada, mas, procurando na internet, dá para ver como é lindinha e bem tratada. A Cora é uma arquiteta, super caprichosa). http://www.buziosamazonhouse.com/

Programação:

Sábado à tarde - caminhada pela orla, subimos morros e descemos até a praia (não lembro o nome agora, mas dava para ir a pé), observando tanto a vista para o mar (linda, meio nublado, meio ensolarado, com raios de sol refletindo na água, chuva no horizonte, e um ventinho fresco para frio), quanto as pousadas, negócios, casas antigas e novas que compõem a paisagem.

Sábado à noite, depois de um delicioso atum preparado pela Cora, fomos caminhar no centrinho (Rua de Pedra e adjacências). Tinha muita gente na cidade. Realmente, uma muvuca. Eu adorei, pq era tudo novidade. Alfredo ficou um pouco abalado com as transformações e Cora, moradora local, preferia nem ter saído de casa. Acabamos no cinema, assistindo Minha Mãe é uma Peça. Comédia bem divertida e bem feita. Deu para rir e distrair.

No domingo, nosso programa foi pegar o carro e conhecer (eu, pq o Alfredo obviamente já conhecia) as prainhas e os morros e as lindas vistas do litoral recortado da Península. Mas é bem chocante a quantidade de construções e mansões que ocupam os morros. Algumas lindas, outras verdadeiros monstrengos que estragam a paisagem.

Jantamos crepes no Chez Michou, tradicional creperia local, enquanto o Alfredo assistia o Fluminense perder para o Grêmio.

Tem muitos restaurantes charmosos em Buzios, tenho que voltar para experimentar alguns.

foi um passeio rápido, a estrada não estava lotada nem na ida nem na volta, mas é longa para ir num dia e voltar no outro. De qualquer maneira, valeu cada quilômetro rodado, com a infalível ajuda da Gilda.


Gilda, querida.
 


Amo viajar!
 
 
 

domingo, 14 de julho de 2013

Tempos agitados...

As manifestações que acontecem pelo Brasil deixaram todos perplexos. Eu também!
Durante três semanas, não consegui sair da frente do computador, lendo tudo o que caia no meu facebook e fora dele também, para tentar entender o que estava acontecendo. Em verdade, só vamos entender daqui a um tempo mais. São forças demais em jogo, resistências e pedidos de mudança. Alguns deles, muito focados em manter tudo no mesmo. Outros clamam por mudanças radicais. ´Mudanças no sistema, mudança nos valores.
Junto com este foco nas manifestações, vem o foco no trabalho. Amanhã vou dar um curso "in company" pela primeira vez na minha vida. Estou apreensiva. Medão de errar. Passei umas duas semanas ou mais mergulhada na preparação do curso. Perdi o sono duas noites por conta das apreensões. E tem ainda a disciplina nova para o próximo semestre, que também me deixa apreensiva. Terei que estudar muito. Não é a minha área.
Acabei deixando de escrever aqui. Parei de passear, de ver as  belezas cariocas, para mergulhar no mundo do trabalho, das tensões, da vida moderna propriamente dita (pós-moderna, moderna radical, sei lá).
Fiquei com saudades, muitas saudades do tempo do doutorado: tempo que passava mais devagar, com menos pressões, com foco.
Hoje vou tentar tornar o tempo menos agitado.