sexta-feira, 15 de maio de 2026

Na França, sendo avó, primeiros dois dias desta viagem.

Magali, Monica, Cascão e todos os personagens da turma fazem o maior sucesso aqui na casa dos meus netos, na França.  Povoam as brincadeiras. Passei um dia inteiro sendo a Magali que seguia a Monica (Clarisse) que fazia "planos espertos" para que o Cebolinha/Cascão (Gaspar) não pegasse o Sansão., Claro que ela aproveitou a personagem para usar o boneco que fazia o Sansão com força contra o Cebolinha/Cascão. 

Lemos muitos gibis. Gaspar já sabe ler, só não se deu conta disso. Junta as letrinhas e faz o som de todas as onomatopeias. 

Lemos livros, também, alguns dos 6 quilos de livros que trouxe do Brasil.  

Os dois pequenos estão falando português com alguma desenvoltura. Pergunto "Quem quer?", Clarisse responde: "Mim!" Não dá pra corrigir. Tem que deixar rolar. E faz sentido! Se em Francês é Moi, em português é Mim. 

Foi uma delícia a chegada. Os gêmeos correram em minha direção gritando "Vovó!". Abraços, rolar no chão, tudo o que tinha direito.

Hector, com quase 10 anos, já não foi tão efusivo, não me derrubou, mas me abraçou longamente e me abraça toda vez que cruza comigo. 

Betina me contou que ele ficou entre os 100 melhores num concurso de matemática para crianças de toda a França. Uns 30 mil participaram. A vó foi às lágrimas.

Com Betina jogamos canastra, fiquei assistindo enquanto ela cortava a grama do jardim. Eles continuam na reforma da casa e na trabalheira. 

O passeio de bicicleta que estava previsto não rolou. Está muito frio e chove. As crianças não sentem frio, parece. Saem pra rua de bermuda e casaco impermeável, no caso do Gaspar. Clarisse ama vestidos. 

Ontem à noite, voltando pra minha casa, comecei a sentir dor de garganta. Acordei sem conseguir engolir. Dá-lhe vapor, lavagem no nariz e, finalmente, um ibuprofeno (é o que tenho de analgésico). Melhorou, mas a dor ainda tá aqui. É de sinusite ou seja lá que nome tem isso. Frio, falar muito/ler alto, conversar, tudo empurra a secreção para o nariz e os ouvidos. Espero não precisar de médico, nem de corticoide. Mas vai saber.

quinta-feira, 19 de setembro de 2024

E no Centro de Saúde do Pantanal não tem farmacêutico

Na terça-feira passada fui ao centro de saúde para iniciar um tratamento anti-tabagista. Depois de ser bem atendida, recebi a receita de uma medicação controlada que deveria retirar na farmácia local. Chegando na farmácia, me disseram que aquele tipo de medicamento só o farmacêutico poderia entregar. "Ele não está aqui agora. Só vem na quinta, das 8h às 13h."foi o que me informou a atendente. Ok, respondi. Volto na quinta. Pois bem, cheguei lá na quinta (hoje) às 8h30 e, adivinha: o farmacêutico não estava lá. Argumentei que tinham me informado que ele estaria, me disseram até o horário. O atendente me disse que realmente estavam com um problema de falta de farmacêuticos. Um mesmo profissional atende vários Centros de Saúde. Me deu um abaixo assinado, me chamou para participar do Conselho Local de Saúde e me disse para fazer uma denúncia na ouvidoria. Peguei o telefone da ouvidoria: uma longa gravação, do tipo que é feita para a gente desistir de denunciar, me informa que devo fazer a denúncia pela internet. Claro que fiz a denúncia pela internet. Descrente na possibilidade de que isso vá mudar alguma coisa, mas fiz. Continuo sem o remédio. Amanhã terei que ir a outro centro de saúde, torcendo para que tenha farmacêutico! Mas uma certeza eu tenho: Topazio nem pensar! A responsabilidade é da prefeitura que deixa a população desassistida! 

sexta-feira, 13 de setembro de 2024

E uma virose me acordou

Hoje vou escrever sobre mim, menos reflexivamente e mais concretamente. Vou falar da minha saúde.

Depois de semanas ou meses trabalhando arduamente para o CENETI, trabalho que se fosse remunerado valeria um salarião, acordei numa segunda-feira me sentindo exausta. Depois de terminar a tarefa a que tinha me proposto naquela segunda, dormi. Dormi a tarde toda. Atribuí o cansaço ao trabalho dos últimos meses. Chegou a terça. Fui para meus compromissos com a sensação de cansaço ainda pesando sobre mim. Tudo muito esquisito: preguiça de falar tudo o que tinha que falar, caminhar era um esforço. Na quarta, um desarranjo ocupou a minha manhã (pra não dizer diarreia, que acho feio heheh) e à tarde eu precisava falar em público. Fui, cumpri minha missão, mas com uma enorme preguiça mental. Me dei conta de que não disse tudo o que tinha para dizer. Me senti culpada. Neste mesmo dia, uma pilha de roupas se acumulava no meu quarto, puxei uma e o resto da pilha caiu no chão e ali ficou. Eu olhava para a pilha completamente sem energia para recolher e guardar. Lá veio mais culpa, mais auto xingamento: que relaxada! Na quinta, uma dor de cabeça ao acordar, fui assim mesmo para meu compromisso. Ventava, senti dor de ouvido e dor de garganta. Contei para a Marialice, minha amiga, que contou para o Zedu, seu marido e pediatra. Imediatamente, uma mensagem dele me fez entender os sintomas: é uma virose. Está em toda a cidade. Ufa! Não é preguiça, não é vagabundagem. É doença mesmo. 

De tão mal que estava naquela semana, e com muita culpa por não me cuidar corretamente (ainda não consigo escrever o que isso significa), marquei um cardiologista. Na mesma quarta em que estava com diarreia fui à consulta. Claro que ele me pediu uma montoeira de exames, que eu corri pra fazer. Estou com todos eles prontos: sangue e urina - que beleza de resultados! Cardiológicos - todos bons. Tomografia de pulmão - aí a vaca foi pro brejo e vou ter que me cuidar muito. Ainda estou processando tudo isso. Mas, graças a uma virose, acordei e caí na real!



quinta-feira, 8 de agosto de 2024

Atualizando um pouco o post anterior

 Fui navegar o site da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa e lá está a interseccionalidade. Pra quem se interessa sobre velhice, vale ir lá ver o que o Ministério dos Direitos Humanos anda fazendo. Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa

quarta-feira, 7 de agosto de 2024

Reflexão acerca das "Pessoas idosas" e identidades - aprendendo sempre

 Tenho refletido, sem método, sobre o envelhecer e, principalmente, sobre o que se fala e os significados do que se fala e se define sobre o tema. Hoje, na análise, Oscar me perguntou: por que não escreves sobre isso?  Respondi que já tenho escrito aqui meus soltos pensamentos e que já penso em colocar um método nos meus escritos. Para isso preciso ler, preciso aprender o que se tem falado sobre o envelhecer, sobre a velhice, sobre a pessoa idosa. Já encontrei algumas coisas, a Simone de Bauvoir, a Guita Debert, alguns blogs e artigos na internet. Preciso organizar os lidos e os aprendidos (muito poucos ainda). E preciso organizar minhas questões. 

Dos lidos e aprendidos, por enquanto vale destacar o fato de que, para variar, são a medicina e o mercado que influenciam diretamente nosso modo de envelhecer, tornando a velhice uma responsabilidade quase exclusiva do sujeito que envelhece, como se não fosse um processo natural. Assim, se aparece uma nova ruga na face, a culpa é do sujeito que não cuidou da pele, se aparecem doenças e dores específicas do envelhecer, a culpa é do sujeito e da vida que levou antes de chegar à velhice. 

Já as políticas públicas com relação ao envelhecer, das quais ainda sei muito pouco, embora sejam um ganho para a sociedade, são ainda baseadas no conhecimento médico/biológico e em definições arbitrárias de tempo/idade. Eu quero ir além, mas ainda não sei como, nem se dá. 

Vou dar um exemplo: a expressão melhor idade caiu, pois se sabe que de melhor não tem nada. Assim como a expressão terceira idade. Acabe-se com os eufemismos! O que é muito correto. Substitui-se por "pessoa idosa", que é inclusivo! Legal, bacana, fantástico! Mas aí me coloco a pensar: quem é a pessoa idosa? É tudo e é nada. São homens, mulheres, população LGBTQIAPN+, pobres, ricos, remediados, brancos, negros, amarelos e marrons...

Ao colocarmos tudo no mesmo balaio - pessoas idosas - fica tudo misturado ou homogeneizado - gênero, classe, raça e esquece-se das especificidades das diferentes velhices. Nos movimentos de gênero - Feminismos, LGBTQIAPN+, há uma afirmação de identidades, mas onde está a interseccionalidade desses movimentos com relação à velhice e, se há, como essa interseccionalidade ganha visibilidade? 

Se alguma das poucas leitoras desse blog souber, me ajude. Estou só começando a procurar. 



terça-feira, 16 de julho de 2024

Te amo, Bodega

 Acho que ainda não falei aqui da minha amiga e do meu amigo Marta e Luiz que têm um sítio na serra, em Bom Retiro onde plantam uvas e produzem vinho da marca Bodega do Paraíso. Então vou falar! Eu adoro aquele lugar. Vou de vez em quando, já levei várias amigas e amigos lá para passar o final de semana. Já ajudei a colher uva e a engarrafar vinho. É um lugar lindo demais, com muito verde em volta e uma casinha de hóspedes que parece casa de boneca. No verão, dá pra tomar banho de rio e no inverno dá pra curtir a lareira da casinha. Além do mais, como é de amigos, sempre rende bons papos e muitas risadas.

Ai, claro que eu só compro vinho da Bodega. Especialmente este ano, que é da safra 2022 que eu ajudei a colher! Mais um motivo pra dizer que esta safra tá muito boa. É um vinho fácil de beber. 

Hoje, depois de um dia de chuva, sem botar o nariz pra fora da porta, mas cheio de trabalho pela internet, estava tensa e abri um bodega. Depois do primeiro gole, comecei a cantar "Te amo, Bodega. Te amo, Bodega. Pra quê chorar, te amo." Claro que no ritmo de Te amo espanhola. Mas é isso, o Bodega do Paraíso é um vinho para amar, o casal e o lugar são para amar!

Depois eu volto aqui pra por umas fotos do Paraíso da Serra e do vinho. Agora tô é curtindo beber.