quarta-feira, 30 de outubro de 2013

As diferenças culturais não param de me surpreender

Já estou no Rio de Janeiro há um ano e meio e as diferenças culturais não param de me surpreender.
Em alguma medida, o estágio de 18 anos em Florianópolis me ajudou a chegar um pouco mais aberta a elas, uma vez que já tinha experimentado a sensação de ter que me adaptar.

São algumas diferenças: as filas no supermercado, as moças dos caixas mal humoradas, as pessoas que abandonam seus carrinhos no meio do corredor, o falar alto nas ruas, a sujeira no centro, o "vamos fazer alguma coisa juntos" que nunca acontece. As diferenças sociais tão marcadas. Tem as legais também: os seguranças da escola de dança e da clínica na minha rua que fazem questão de cumprimentar quando a gente passa, entre outras coisas muito agradáveis desta cidade "maravilhosa".

Porém, conforme o tempo passa, adaptada às mais visíveis diferenças, começo a me deparar com aquelas mais sutis. Não vou enumerá-las aqui. Mas posso dizer que estou envolvida em algum sofrimento para aprender a lidar com elas, conforme os insights vão surgindo.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Que ano este!

É só o que consigo pensar lendo as notícias que chegam do Brasil e do mundo.
Tá difícil viver, manter-se informada, sem cair em tristeza. O povo nas ruas, e os mandantes fazendo o que querem e bem entendem. É uma guerra de resistência. Os que querem manter e os que querem mudar.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Do nordeste ao sul em menos de uma semana...

Fui pra Salvador participar da SBS e depois para Floripa, participar do Fazendo Gênero.
Fantásticas experiências acadêmicas! Nos dois casos, fui na posição de "chefe". Adorei!
Preciso voltar às duas cidade. A primeira para conhecer de verdade, a segunda para rever, matar a saudade...

 

sábado, 7 de setembro de 2013

Lá fui eu, turistar ou residir no Rio de Janeiro

Ando tão mergulhada no trabalho que me dei conta de que minha vida tem sido trabalho-casa, casa-trabalho e trabalho em casa. De repente, percebi que não estava vivendo a cidade, nem vendo o que ela tem a oferecer para turistas e moradores, tão atucanada, preocupada, agoniada que ando com meu desempenho profissional. Ainda bem qeu percebi. Nem só de trabalho vivemos nós e quanto mais aproveitamos e observamos e fruimos o que está a nossa volta, melhores profissionais seremos, né não?
Por isso, ontem (sexta-feira), depois de dar aula na ESPM, decidi almoçar no centro e circular pelas exposições do Paço Imperial, do Centro Cultural dos Correios e do CCBB.
Comecei almoçando no Bistrô do Paço. Comida gostosinha, mas cara pra caramba (não dá pra almoçar no centro sempre, meu salário não banca esta extravagância). Depois visitei a exposição que está lá, "Meu bem", da Beatriz Milhazes. Bonito trabalho, mas não me tocou, não me emocionou. Gosto de ver exposições que emocionam. O trabalho dela é colorido, com técnicas interessantes, mas não me parecem valer o que o mercado da arte diz que vale (boa discussão: quem determina o valor social da obra de arte? para isso, é bom ler o Bourdieu).
Como fiquei insatisfeita com a exposição, precisava de algo que me tirasse do centro, que me levasse para outras pairagens, afinal a fruição da arte é isso, resolvi dar um pulo no Centro Cultural dos Correios. Como sempre faço quando vou até lá, subi de elevador até o último andar e, depois de ver o que está exposto lá, ir descendo as escadas e perambulando por todas as salas.
Ali encontrei a exposição das obras de Alfredo Andersen, um norueguês que viveu no Brasil no início do século XX, em Curitiba, e pintou muitas paisagens e cenas cotidianas da cidade, das praias e dos campos. Paisagem não me toca muito, mas cenas do cotidiano, com gente e objetos em uso, sempre me emocionam (é esse meu pé nos estudos da cultura material). Com Andersen consegui viajar no tempo e no espaço e saí da sala com um sorriso no rosto. Na sala ao lado, obras de fotógrafos noruegueses. Um deles, especialmente, me fez também viajar: Rune Johansen. Novamente, retratando gente, objetos e construções. Olha a riqueza desta foto, da pra ficar horas identificando objeto por objeto, imaginando a relação entre armas, tatoos e pessoas...



Desci um andar, e está lá parte da exposição "Nunca aprendi a pousar" de Cai Guo-Qiang. Emoção pura na sala das Pipas iluminadas, no trabalho feito com pólvora...eu nem ia até o Centro Cultural Banco do Brasil, onde a parte principal das obras está, mas a passada nesta sala me estimulou.
Lá fui eu e foi uma experiência e tanto!

Que bom que me motivei a passear e fruir. Voltei pra casa revigorada. Renovada. Com vontade de criar!

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

o que é que a gente faz pra se livrar de um ouvido entupido?

Acordei do jeito que passei a semana temendo ficar: com o ouvido entupido.
Achei que estava resfriada, mas meus sintomas nunca são os sintomas normais de resfriado.
Um super cansaço, é certo. Mas justificado pela quantidade de trabalho.
Alguns espirros, mas nada de nariz escorrendo ou febre.
Uma tosse chata, que bem pode ser resultado do mau hábito (vício).
E assim foi a semana passada inteira...Água, preciso beber água.
Remédio no nariz antes de dormir.
E mais cuidado algum.
Resultado: agora terei que ver um médico para acabar com esse entupimento que dói.

 

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Passeio a Buzios

Há tempos que Cora nos convidou para passar um final de semana na sua pousada, em Buzios. Finalmente, aproveitamos que estou em quase férias e era meio de feriado e fomos. Jogo rápido, fomos no sábado pela manhã - chegamos á uma da tarde - e voltamos no domingo à noite. Não dava para ficar muito tempo fora por conta do Frederico e não dava para pedir à Evelise (que sempre me salva na hora de viajar) que viesse fazer companhia ao gato, pq ela mora no Leme e, com o papa em Copacabana, ela nem deve ter saído de casa - estava impossível chegar ou sair de lá.

Bom, mas deixa eu falar de Buzios um pouco. O passeio serviu para matar a saudade de Florianópolis - incluindo o lado norte e o lado sul da ilha, bem como de Garopaba e das temporadas que passava na casa da Ana Nardi.
Bem mané, né não?

 
Mas não foi só de Santa Catarina que eu me lembrei enquanto estava por lá. Viajar, mesmo que para pertinho, é bom pq além de viver o passeio atual, a gente lembra de outros que já fez. E não é que, no meio da caminhada, tinha um lago com patos e gansos que conduziram minha imaginação para paisagens menos litorâneas?



Serra, Europa, inverno...
 

A Pousada, Amazon House, é uma graça. São sete "casinhas" equipadas com cozinha completa, cama, televisão, num terreno super bem cuidado com um lindo jardim. Embora fique muito proxima da Rua de Pedra, é silenciosa. Perfeita para fugir do barulho da Rua das Palmeiras. Fazia tempo que eu não dormia tão bem e até tão tarde. (não fiz foto da pousada, mas, procurando na internet, dá para ver como é lindinha e bem tratada. A Cora é uma arquiteta, super caprichosa). http://www.buziosamazonhouse.com/

Programação:

Sábado à tarde - caminhada pela orla, subimos morros e descemos até a praia (não lembro o nome agora, mas dava para ir a pé), observando tanto a vista para o mar (linda, meio nublado, meio ensolarado, com raios de sol refletindo na água, chuva no horizonte, e um ventinho fresco para frio), quanto as pousadas, negócios, casas antigas e novas que compõem a paisagem.

Sábado à noite, depois de um delicioso atum preparado pela Cora, fomos caminhar no centrinho (Rua de Pedra e adjacências). Tinha muita gente na cidade. Realmente, uma muvuca. Eu adorei, pq era tudo novidade. Alfredo ficou um pouco abalado com as transformações e Cora, moradora local, preferia nem ter saído de casa. Acabamos no cinema, assistindo Minha Mãe é uma Peça. Comédia bem divertida e bem feita. Deu para rir e distrair.

No domingo, nosso programa foi pegar o carro e conhecer (eu, pq o Alfredo obviamente já conhecia) as prainhas e os morros e as lindas vistas do litoral recortado da Península. Mas é bem chocante a quantidade de construções e mansões que ocupam os morros. Algumas lindas, outras verdadeiros monstrengos que estragam a paisagem.

Jantamos crepes no Chez Michou, tradicional creperia local, enquanto o Alfredo assistia o Fluminense perder para o Grêmio.

Tem muitos restaurantes charmosos em Buzios, tenho que voltar para experimentar alguns.

foi um passeio rápido, a estrada não estava lotada nem na ida nem na volta, mas é longa para ir num dia e voltar no outro. De qualquer maneira, valeu cada quilômetro rodado, com a infalível ajuda da Gilda.


Gilda, querida.
 


Amo viajar!
 
 
 

domingo, 14 de julho de 2013

Tempos agitados...

As manifestações que acontecem pelo Brasil deixaram todos perplexos. Eu também!
Durante três semanas, não consegui sair da frente do computador, lendo tudo o que caia no meu facebook e fora dele também, para tentar entender o que estava acontecendo. Em verdade, só vamos entender daqui a um tempo mais. São forças demais em jogo, resistências e pedidos de mudança. Alguns deles, muito focados em manter tudo no mesmo. Outros clamam por mudanças radicais. ´Mudanças no sistema, mudança nos valores.
Junto com este foco nas manifestações, vem o foco no trabalho. Amanhã vou dar um curso "in company" pela primeira vez na minha vida. Estou apreensiva. Medão de errar. Passei umas duas semanas ou mais mergulhada na preparação do curso. Perdi o sono duas noites por conta das apreensões. E tem ainda a disciplina nova para o próximo semestre, que também me deixa apreensiva. Terei que estudar muito. Não é a minha área.
Acabei deixando de escrever aqui. Parei de passear, de ver as  belezas cariocas, para mergulhar no mundo do trabalho, das tensões, da vida moderna propriamente dita (pós-moderna, moderna radical, sei lá).
Fiquei com saudades, muitas saudades do tempo do doutorado: tempo que passava mais devagar, com menos pressões, com foco.
Hoje vou tentar tornar o tempo menos agitado.

sábado, 25 de maio de 2013

Bem coisa de carioca...

O Rio de Janeiro é uma cidade especial. Linda à primeira vista, encantadora pelos recortes do litoral, a cor do céu e do mar em contraste com as cores da vegetação que sobrevive exuberante nos morros que cercam a zona sul.

Mais de perto, porém, como qualquer lugar, tem lá seus problemas. Alguns eu já falei aqui: como ser uma cidade sem lei, uma cidade suja, uma cidade difícil, apesar da fácil sociabilidade de seus habitantes.

O lixo, por exemplo, é um grande problema na cidade. Pelo tamanho, por ter sediado pelo menos duas grandes conferências sobre o futuro do planeta, deveria ter já encaminhado a questão da coleta seletiva do lixo. Qual nada! A gente separa o lixo em casa e depois ele vai todo para o mesmo caminhão. E do caminhão para o lixão, para ser catado por personagens de novela...

Aquela anedota já clássica de que o carioca convida você para a casa dele mas não dá o endereço é meio verdadeira. E a gente vai aprendendo a pedir o endereço e, objetivamente, marcar a data da visita.

Mas a "coisa de carioca" que eu queria evidenciar hoje, que me parece bastante instigante, é o quanto, aqui, se sentem o centro do Brasil. Efetivamente, durante muito e muito tempo, o Rio foi a capital do Brasil, império e república. Daí a origem deste entendimento de centro. "Natural" que seja assim. Além disso, a maior rede de comunicação do país, orgulho entre cariocas, mesmo que a critiquem, tem sua sede aqui e dissemina para o mundo o jeito carioca, a cultura carioca, os problemas cariocas, as favelas cariocas e os cariocas como síntese do Brasil.

Esta centralidade se revela nas falas dos habitantes, mesmo os mais esclarecidos. O que é feito e pensado por gente daqui é que é importante e digno de reconhecimento ou leitura. E como pode alguém (de fora do Rio) não conhecer algum carioca famoso? Este que não conhece é um "ignorante". Em verdade, mal prestam atenção à existência de outros "brasis".

Continuo amando a cidade, mas entendo um pouco como minha responsabilidade mostrar que há vida inteligente e interessante fora do Rio de Janeiro.
 

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Bem que eu pensei em fazer deste espaço um diário

O diário de uma mudança. Cidade nova, novos conhecidos. Desafios.

Mas percebi que seria falar por demais de mim mesma, de coisas talvez pouco interessantes até para mim. O dia-a-dia que é igual e diferente para todo mundo.

Talvez eu tenha facilidade de adaptação. Não que eu me sinta uma carioca já. Longe disso. A cidade ainda é um grande mistério. Conheço relativamente bem meus caminhos cotidianos, mas qualquer passo para fora do trajeto e já estou eu perdida, olhando para os prédios, as calçadas e as pessoas com aquela cara de turista curiosa e assustada. Mesmo nos trajetos mais comuns, ainda me pego admirando coisas da cidade grande: as facilidades do bairro, o metrô, os serviços disponíveis a poucos metros de casa.

Talvez, ao contrário de facilidade de adaptação, eu tenha uma facilidade de abstração, de negação, sei lá. Simplesmente não penso muito no que deixei lá atrás. Cultivo os amigos, por certo, mas as coisas, o cotidiano e a última cidade passam a ser pouco visitados pela minha memória.

Quando, de repente, essas coisas vêm à tona, eu sinto nostalgia. Invade-me a dúvida, a pena (qual poderia ser uma palavra melhor para isso?), o sentimento de perda por ter abandonado uma vida para começar outra em outro lugar. E ainda me surpreende que a vida seja isso, essa eterna impermanência, o desejo do novo e o desejo do conhecido convivendo e disputando a minha preferência o tempo todo.

Sinto falta da cerveja do Iega, do luar no Sufoco's, dos almoços de domingo em casa de amigos. Sinto falta de coisas ainda mais distantes no tempo, como os domingos, na cama, com meus filhos pequenos abraçados em mim.

Então eu sigo, pq não dá para voltar atrás, pq não quero voltar atrás, pq não perdi, só acumulei.

 

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Saudaes do Oscar

Já falei isso lá no facebook. vou explicar até onde eu mesma consigo entender.

(Já que este é um diário online e que eu escrevo aqui para me tratar. Não é um blog que venha a interessar a alguém além de mim mesma. Exceto de vez em quando)

Ontem saí com Alf e amigos para comer pizza e tomar chope. Tem dias que o chope não faz bem, apesar de descer redondo. Acabei me envolvendo numa discussão boba em que os três da mesa ficaram contra mim. Não gosto desta sensação. Parece sempre que eu estou vendo as coisas de forma equivocada. Ou, então, que sou mesmo uma alienígena, por ter valores diferentes dos dos outros. Fui dormir chateada com a situação, com a minha reação, chateada comigo mesma na verdade. Me perguntando, o tempo todo, as razões para a minha opinião a respeito do tema da discussão, e para a minha reação final que foi largar uns palavrões "p! c!, eu só disse que..." Não gosto de terminar assim qq situação, especialmente pq fico sempre com a sensação de que o mundo vai deixar de gostar de mim.

Sim, estou carente. Sim, estou com medo. Sim, sim... Vem da falta de dinheiro, vem de estar em uma cidade estranha, vem da falta dos meus amigos de anos do meu lado. Vem da mudança de vida que fiz e que, em geral, me parece positiva, mas muitas vezes me deixa atordoada, preocupada com o futuro. Será que eu faço tudo sempre errado? Será que eu penso errado?

Tá, tudo não. Faço muita coisa certa, outras vezes erro. Sou humana, afinal. Mas esse oito ou oitenta me atrapalha! hahahaha Rio de mim mesma. Penso demais! Temo demais! Vejo consequências funestas em todas as minhas atitudes!

Preciso de trabalho! Preciso de dinheiro! Começo, semana que vem, a dar aulas. Estou com medo também. Medo dos alunos não gostarem de mim. Medo de não fazer direito. Ai, ai, ai.

Eu sou crítica demais comigo mesma! Isto me paralisa! Vem das críticas que passei a vida recebendo. Dos julgamentos que me fizeram e que eu incorporei. Dura, muito dura!

Saudades do Oscar! Muitas!

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

que saudades de fazer campo!!

Que saudades de pesquisar!!!

Preciso, preciso, preciso muito voltar a fazer pesquisa!!

Quem haverá de me remunerar??

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Trabalhar em equipe

Desde que cheguei ao Rio, tive a oportunidade de participar de dois trabalhos feitos em equipe, coordenadas por pessoas diferentes.

Como todo trabalho, ambos tiveram seus momentos de estresse, ruídos de comunicação, mudanças de rumo no meio do trabalho e todas as dificuldades inerentes ao trabalho em equipe.

Mas houve significativas diferenças entre os dois trabalhos. Tanto na distribuição das tarefas e no que se esperava que cada membro fizesse, quanto na forma de coordenação dos grupos.

Ambas coordenadoras apresentaram dificuldade de objetivar o que, exatamente, era o trabalho. A primeira, porém, foi bem melhor do que a segunda.

Ambas realizaram reuniões periódicas. A primeira para corrigir rumos do trabalho, a segunda para desfilar seus conhecimentos repetitivos sobre o tema do trabalho, pouco ou nada objetivava do que se deveria fazer.

Nos dois grupos, havia momentos de digressão nas reuniões. O que, por si só, não é problema. A diferença entre a primeira e a segunda foi que, para a primeira, quando qualquer membro da equipe trazia o tema de volta ao rumo, ela voltava, já a segunda - dona do campinho e competindo com a equipe - não permitia que ninguém assumisse o papel de coordenador, mesmo que por alguns instantes.

A primeira deixou claro qual era a tarefa de cada um. A segunda apenas delegou a função de compilação de cada documento a ser entregue ao cliente para cada membro (na verdade, nem foi ela quem fez isso) e colocou a responsabilidade de criar os documentos sobre o coletivo - e aí, senhoras e senhores - o coletivo tem um problema, pq quando não dá certo, alguém terá que ser culpado. E o culpado acaba por ser aquele que ficou com a responsabilidade de compilar.

Os membros da equipe mais experientes em trabalhar com a segunda pegaram os seus documentos e coordenaram (não só compilaram). Aqueles menos experientes (que não conheciam a figura, como eu, mas não só eu), ajudaram nos documentos dos outros, pensando no coletivo. Por diversas vezes, trazendo o tema de seus próprios documentos para a reunião, porém sem conseguir fazer com que a equipe parasse para discuti-los, já que aquela que deveria coordenar preferia falar sem parar repetindo chavões a respeito da sexualidade e do gênero. Quer dizer, na hora de todos trabalharem nos documentos dos ingênuos que colaboraram com os outros, os outros (incluindo a coordenadora) tiraram o corpo fora.

Resultado: o bom trabalho foi aquele em que todo mundo participou, os outros, aqueles que todo mundo tirou o corpo fora, não ficaram como ela queria (mas como ela queria, mesmo? Em nenhum momento ela disse, mesmo quando perguntada. Apresentava-se a proposta e perguntava-se "é isso" e não vinha resposta, apenas mais um caso sobre a Africa subsaariana ou sobre as mulheres japonesas) e a culpa é de quem?

Trabalhar em equipe não é fácil. Coordenar equipe também não. Mas há que ter um mínimo de autoridade, objetividade e responsabilidade sobre a equipe e nunca, nunca mesmo, deixar as coisas estourarem. Um(a) bom (boa) coordenador(a), mantém todas as tarefas em mente e o cronograma também, não apenas o deadline, mas as tarefas a serem executadas para chegar ao deadline. Um(a) bom (boa) coordenador(a) não compete com a equipe. Não fica se vangloriando em reuniões. Ele ou ela trabalha junto com a equipe, corrige rumos, lê a produção dos outros, sugere alterações, reconhece o trabalho dos indivíduos e, acima de tudo, assume a responsabilidade quando algo não funciona! E nunca, nunca mesmo, desqualifica os membros da equipe que ele ou ela escolheu.

era isso. um grande desabafo!