terça-feira, 31 de maio de 2011

Foto novela do dia...nem falta drama!

Alugamos um carro e passeamos pela ilha. Tudo lindo... é muito tranquilo dirigir na ilha. Quer dizer, não posso afirmar, afinal tive motorista particular. Be tomou conta do volante "animadona"

Começamos o passeio por Kamari...linda prainha com um astral Jurerê. Um pouco mais organizada, mas com pedrinhas pouco confortáveis..
Subimos o morro até o sítio arqueológico...estradinha bem difícil..
Praia Vermelha - Parada para banho de mar e banho de sol. Ontem alguém comentou da "difícil" trilha para chegar na praia...haha quem comentou nunca foi no Matadeiro...se a trilha do Matadeiro é fichinha, essa, então, era moleza!
Vinhedos...O vinho de Santorini é um dos orgulhos da ilha e as parreiras crescem rasteiras...queria ver com uvas, mas não estamos na época certa.
Farol. A vista daqui para o mar é linda. como em todos os lados da ilha.
Caminho para Black Beach. O único de chão que pegamos durante o dia todo. Muitas vezes, nosso passeio por Santorini me fez lembrar aventuras pelo litoral do Brasil. Esse pedaço me trouxe a lembrança dos tempos em que não havia asfalto para a Armação da Piedade e de um passeio que fiz de moto perto de Recife.

Casinhas construídas na rocha, em Black Beach. A praia é pura pedra...Bem linda e menos explorada por turistas. Com menos infra, também. só tem um bar que é tb construído na rocha e uma bagunça!
Perissa...aqui o astral é um pouco mais Canavieiras, melhor, claro. Amanhã vamos pegar praia aí. A praia é de areia...preta, mas areia! ufa! meu tornozelo machucado agradece!

Bar em Perissa...Tocando Raggae...adivinha onde nos sentimos? E o dono ainda contou que tem um CD de música brasileira, que ele toca toda a noite para atrair a brasileirada..

à noite, jantamos num restaurante perto do hotel. Os garçons se esforçam para falar português. Uma graça! Um deles, Aris, recitou o que sabia: "obrigado", "dinada", "cerveja bem gelada". Apesar disso, tomamos um vinho de Santorini, branco e doce...médio!

E o drama? Meu tornozelo esquerdo está inchado e dolorido. Ainda tenho muitos dias de caminhada pela frente. Hoje tentei poupá-lo o máximo que pude e à noite passei uma espécie de gelol e enfaixei. Se não desinchar amanhã, vou partir para algo mais radical: tomar um anti-inflamatório para aguentar a dor e continuar caminhando!

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Um dia inteiro em Santorini

Correção:  no post anterior eu disse que tinhamos caminhado até Oia. Não confere. Hoje que entendi que caminhamos até outro povoado perto de Fira, ontem. Oia, ou Ia, seria uma caminhada inviável naquelas alturas do campeonato...

No mais, o dia de hoje foi de passeio de escuna, caminhada em vulcão, banho de mar em hot springs, almoço em Thirassia e por do sol em Ia (Oia)- dizem que é o mais bonito do mundo, mas vou dar a real, já vi mais lindos no Guaíba!

 Um dia de muitas caminhadas, subidas e descidas.

Descendo de Cable Car para o porto...

Marão azul

Vulcão. Em dia de muito calor deve ser insuportável
É lindo para todos os lados, apesar da falta de vegetação
Cintia, a brasileira que conhecemos na Escuna...tinha um casal do Canadá muito simpático também.
Dupla na escuna...vida boa!
Direito a aprender dancinha grega.
Subi a pé. Fiquei com medo do burrinho. Mas vejam que atrás da Betina, um senhor de 86 anos não teve o mesmo medo que eu...

Festa armada nas ruínas do castelo para ver o por do sol.
Não nos convidaram...

Ia (Oia)...esperando o por do sol

O terminal, trânsito em Atenas e Santorini – Mochilão na Grécia

Cá estamos, Betina e eu, em Santorini...

A viagem começou no sábado pela manhã. Acordamos em Paris, saímos para comprinhas necessárias: sandálias, uns presentinhos que Be queria mandar por mim para o Brasil e, também, uns passeios por Paris. Fomos ao topo da Galeria Lafayete para tomar um café com vista para a cidade de Paris. Voltamos pra casa, arruma malas, etc...saímos as 8h da noite em direção ao aeroporto. Pegamos o avião em direção a Atenas.


Chegamos em Atenas às duas da manhã. Ficamos no aeroporto esperando a hora de pegar o ônibus em direção ao Ferry que nos levaria para Santorini.

Betina rapidamente localizou uns bancos onde poderíamos deitar para esperar. Foi uma experiência e tanto, tipo o filme O Terminal. Deitamos sobre nossas mochilas e ficamos por três horas. Falando sério, não é por ser minha filha, mas essa guria é rápida. Quando saímos da sala de embarque para comprar os bilhetes, ela sabia até para que lado do aeroporto deveria ir! Orgulho! Ela até que dormiu no aeroporto. Eu não...só fiquei  tentando descansar...

O caminho do aeroporto até o Ferry leva 1 hora de ônibus. Acreditávamos que seria tranquilo, por ser cedinho de manhã. De repente, o maior engarrafamento. Saída das diversas baladas qeu tem numa avenida à beira mar cujo nome ainda não sei. 

Nosso primeiro contato com a Grécia, através das janelas do ônibus, então, foi no meio do agito. A paisagem lembrava um pouco a Beira Mar, de Floripa, mas claro, em proporções muito maiores. Ainda estava meio escuro, não dava para ver direito.

A viagem de Ferry Atenas Santorini leva sete horas. Sentamos em uma mesa o mais perto da borda possível para poder apreciar a vista. São duas paradas nas ilhas de Paros e Naxos. 

O sol brilhou forte a viagem inteira. Foi tranquila, porém longa e com muito vento, portanto não dava para ficar muito na borda do barco...ler e olhar as ilhas conforme passávamos por elas e admirar o azul marinho foram os passatempos da viagem. Betina deu umas dormidinhas com a cabeça encostada na mesa. Eu não consegui dormir. Fiquei ligada nas mochilas, "velando o soninho" da minha filha.

Chegamos finalmente. Lugar lindo. Be na maior empolgação. Mil fotos das vistas. O carro do hotel estava nos esperando. Aliás, como Santorini vive de turismo, cada chegada de Ferry parece mais um mercado. Com gente com cartazinho de nome de hotel para levar os que já tinham reservado e mais aqueles que querem hospedar turistas despreparados. 

Nosso hotelzinho fica no centro de Fira, no meio do movimento de turistas pelas ruelinhas e comércio local. Saímos para uma caminhadinha e acabamos fazendo uma caminhadona até Ia (Oia), local do mais famoso por do sol. Não deu para esperar o por do sol, eu estava com frio e super cansada da maratona que foi a chegada até aqui. Nem prestei muita atenção ao comércio. Olhando mais a lindas vistas para o mar, para a caldeira, para as casas brancas e o ar...

Eram oito e meia da noite quando deitei e dormi até as 9h da manhã de hoje. Amanheceu ensolarado. Tomamos café com vista para o outro lado da ilha e para o mediterrâneo. 

Nosso mochilão na Grécia começou e bem. Lá vamos nós para um passeio de barco até o vulcão e hot springs. 

O próximo post vem com imagens, prometo...não to conseguindo publicar nada agora!!

sexta-feira, 27 de maio de 2011

À deriva em Paris - grosserias e gentilezas

Bem que eu queria, sair em grupo, à deriva, por Paris, como faziam os Situacionistas. Mas não foi bem isso que fiz, quer dizer, quase isso, pois saí de casa com o objetivo de comprar as cordas de violão que me foram encomendadas pelo Daniel. Assim que, até chegar a Rue Victor Massè, eu segui as indicações do Google Maps. É perto da casa da Betina. Com uma parada num restaurante chinês para o almoço, fui direto às cordas.

Aí, como já estava pertinho da Sacre Coer, resolvi ir até lá. Fui subindo, subindo...eu e um monte de turistas, encantados com os artistas de rua, sendo assediados por tipos esquisitos querendo vender bobagens. Até que entrei na igreja bem na hora de uma missa.A missa em si, não me disse muito, pois além de eu não ser religiosa, era falada em francês. Mas tinha uma freirinha cantando com uma voz tão bonita que decidi ficar ali e apreciar o espetáculo por alguns minutos.

Depois de sair da Sacre Coer, caminhei por Monmartre, observando (eu e todos os outros milhares de turistas) os artistas de rua - músicos e pintores. Dos primeiros se ouvia vários tipos de música - de rock a musiquinhas bem francesas, e dos segundos , sentia-se o cheiro da tinta a óleo...

Caminhei até o Moulin Rouge, passando pela frente daquele monte de estabelecimentos sexuais...(como chamar isso?)

Fui vítima de grosserias e gentilezas nas lojas e cafés por onde andei. Por sorte, mais gentilezas do que grosserias...no restaurante chinês e na loja de instrumentos musicais, só gentilezas. Todos com paciência para me explicar, em francês e devagarinho, os detalhes dos pratos e as diferentes marcas de cordas de violão.

Num café e numa loja de sapatos, achei que ia apanhar! No café, era um senhor italiano que estava atendendo. Pedi o café e veio um "corto". Eu queria que ele colocasse mais água...mas não deu nem tempo de tentar me fazer entender. Ele gritou: "cosa voglie?Machiatto?" e atirou na minha frente uma leiteirinha. Nem tentei explicar que era água, botei o leite no café e bebi pra sair correndo dali. Já na sapataria, tentei pedir informações sobre modelos e números de tênis e as respostas eram em tom seco: no! no! no! Saí correndo!

Foi uma derivadinha, pois depois de sair da igreja, fui entrando nas ruelas, mas sempre com alguma noção do caminho de volta...
Andando pelas ruas de Paris, dá pra entender melhor os livros sobre  consumo cotidiano franceses e as lojas da vizinhança.  Em uma mesma rua, várias fruteiras, peixaria e açougue. Coisas que não se vê em Floripa.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

O tempo voa!

Está chegando ao fim minha última semana em Londres como estudante. Quer dizer, não deixo de ser estudante, mas o período da bolsa está terminando. E essa reta final é meio estranha,  com vários sentimentos misturados. Por um lado, a vontade de arrumar a mala e ver se tudo vai caber direitinho - 4 meses morando em um lugar dão oportunidade para um grande acúmulo de novos objetos -, por outro, a vontade de não mexer em nada, deixar tudo como está para que o tempo aqui não termine.

Estudar de manhã e passear de tarde tem sido a rotina desta semana. Na segunda, nada de mais. Apenas fui até a UCL devolver livros na biblioteca. Ontem decidi que não ia ficar "sofrendo" em casa pela mala por fazer. Até porque eu ainda vou viajar um pouco, depois volto para Londres, para, daí sim, voltar para Floripa.

Então, ontem, resolvi ir na Tate Britain, local onde eu ainda não tinha ido. Andei pelas salas da galeria, olhando as obras nas paredes. Nada me chamou muito a atenção. Quer dizer, e me xinguem os amigos fruidores da arte do final do século XX, mas preferi olhar os quadros dos séculos XVII, XVIII e XIX..No final do XX tem muita coisa que eu me pergunto "porque isso está exposto numa galeria?", tipo: uma prateleira de vidro com um copo d'água...hein? Ou uma tela cheia de embalagens velhas de produtos váriados colada em desordem..e, novamente, me pergunto: hein? Fotos de vários ângulos de um mesmo fiat velho...hein? Bueno, não entendi o conceito, vai ver. Claro que tem coisas boas no século XX...

Bom, o legal da Tate Britain é que ela vai contando a história e as mudanças culturais e sociais a partir dos quadros expostos. E, vamos combinar, quando a gente está na Europa, está pisando, esbarrando, vivendo e aprendendo história em todos os momentos. Você vira pra um lado e tem um castelo, vira para outro tem um pub que funciona desde 1500 (um pub tão velho quanto o Brasil!). Bate uma emoção difícil de descrever.

Na Tate, ainda, tomei um Cream Tea...Delícia!! Na reta final de uma viagem como a minha, ou o tempo todo, tem que curtir as coisas do local e Cream Tea é bem típico daqui - Um bule de chá acompanhado de um scone (já falei dos scones aqui), creme de leite e geléia...Quando a Lu, minha irmã, e a Ana Paula, minha amiga, vierem em junho, vou leva-las para provar. E, quando chegar ao Brasil, vou tentar fazer scones em casa, vi a receita e é bem simples!

A vida em Londres: ao mesmo tempo que é um corre corre, não tem parque sem gente sentada no gramado ou admirando a vista...as pessoas correm, mas as pessoas param também.

Parliament...passei por ali.

Olhei ali do outro lado do rio e tinha um castelo...
Depois encontrei o Juliano na UCL, jantamos em um restaurante japonês e fomos para um desse pubs que funcionam desde 1500, bem pertinho aqui de casa, para umas pints de pré-despedida. Hoje tem mais pré-despedida.

The Mitre Tavern - Estabelecido em 1546! Aqui do lado, no interior de um quarteirão, no centro de Londres..
E o Obama tá aqui...perdi de ir até o Palácio de Buckingham ver as manifestações. Nos contou um inglês simpático que puxou assunto no pub que estava o maior agito. Parece que hoje tem mais, mas vou pra UCL. Tem seminário do Danny.

Amanhã vou pra Paris e de lá....conto depois.

domingo, 22 de maio de 2011

Aniversário do Scooby Doo e mais "aventuras" de sábado.

O dia de ontem terminou com Thaís e eu "bicando" a entrada do que acreditamos ser a festa de aniversário do Scooby Doo...já já explico.

De manhã trabalhei mais um pouco no texto pra SBS. Até que tá ficando bom.

Depois fui até a UCL encontrar Thaís. No caminho, vi que em Broomswick, um shoppingzinho em céu aberto por onde sempre passo, tinha uma feira de alimentação étnica - coisa muito comum em Londres -, com uma barraquinha brasileira. Parei para assuntar com o Carlos, dono da barraquinha, sobre o brazilian salmon strogonoff que ele servia. Falei que nunca tinha provado esse prato no Brasil. Ele respondeu: "tem que ser criativo". Brasileiros: saibam que temos um novo prato típico!

Carlos me disse que viu uma receita mais ou menos como essa (strogonoff de salmão) na Ana Maria Braga e que, por isso, pode ser chamada de típica do Brasil. Lembrei tanto da Vivi e suas dissertação e tese.
Bom, mas enquanto eu conversava com ele, sentia o cheiro da feijoada. Humm, que saudade! Não da feijoada propriamente dita, mas do tempero menos spicy brasileiro (ou melhor, um spicy condizente com o meu paladar). Fui encontrar Thaís prometendo que voltaria para comer a feijoada. Dito e feito. Cheguei lá e todos estavam saindo do evento sobre tecnologia para almoçar. Sugeri voltarmos à feirinha. Delícia. Companhia agradável: Juliano, Thaís, Lida (Grega), Susanna e Cósimo (Italianos) e - me deu branco - mais um menino brasileiro, muito querido que já encontrei três vezes e não consigo lembrar o nome, meu companheiro de feijoada.

Lida, Cósimo e Susanna
O povo voltou para o evento e Thaís e eu partimos em direção a uma lojinha que vende lenços. Eu queria comprar alguns para levar de lembrancinha para o Brasil. A loja estava fechada. E agora? O que faremos? Paramos no ponto de ônibus, olhamos os trajetos dos que passavam por ali e decidimos rumar para St Paul's, apesar da minha resolução de só ir a lugares que ainda não conhecia.

Foi uma experiência diferente naquela região. Primeiro, chegamos na catedral e tentamos entrar  - 14 pounds. Nem pensar! Vimos um cartazinho chamando para o serviço das 5h, com coral e tudo. Perguntamos se seria necessário pagar para entrar. Não! Ótimo. Faríamos um tempinho e voltaríamos para assistir.

A caminho da ponte, uma noiva e um noivo orientais faziam pose para foto...cadê os convidados e a família? Pareceu que eles estavam curtindo só os dois e a fotógrafa o seu casamento.
Atravessamos a Millenium Bridge em direção ao Globe Theatre. Thaís comprou dois ingressos para assistir uma peça de Shakespeare no Globe. 5 pouds cada, para ficar em pé, no yard, por duas horas e meia!! (ah, a juventude!). O Globe é uma réplica do teatro onde Shakespear encenava suas peças. Sempre visitei por fora. Isso não mudou.

Saímos dali e, perambulando, encontramos uma placa que convidava para conhecer o Rose, teatro de 1500 e alguma coisa, for free. Lá fomos nós. Muito legal! são as ruínas do que antes era um teatro, que foram encontradas quando da construção de um prédio moderno, na década de 1980. Assistimos um video que contava a história do teatro, levantada através de mapas de diferentes épocas e de documentos que estão espalhados pela Inglaterra. O bacana de assistir esse vídeo não foi só saber a história do Rose, mas também mais um pouco da história de Londres, com a superposição de mapas que eles fizeram. O bank side, por exemplo, onde o Rose foi construído, era um lugar de baixo meretrício, bêbados e etc. Assim, para os moradores do outro lado do rio, ir para lá era atraente.

Outro casamento, esse tradicional. Pose para a foto com família e convidados na escadaria do Globe.
Bom, saidas do Rose, fomos para St Paul's assistir ao serviço com o coro. Não sou religiosa, como todos sabem. Mas foi bonito, apesar da guardinha que não parava de falar perto de nós, o que atrapalhou um pouco a fruição do coral. Os sermões e falas dos padres foram engraçados, rezaram pelas Nações Unidas, pelas nações de todos ali presentes e especialmente pela Rainha e pela Inglaterra. Rezaram para Santa Helena, cuja história foi contada e mais outros blablablas...Rezaram pela igreja católica e pela igreja anglicana, me colocando em dúvida sobre a religião a que estavam ligados os padres, pastores ou ministros. O importante é que saí do serviço nem tão espiritualizada, mas calminha calminha.

Caminhamos mais, no estilo: "olha aquela rua, vamos ver?" e lá íamos nós caminhando meio em zigue-zague e olhando coisas bonitas e diferentes até voltarmos para a beira do rio. Entramos num pier flutuante que tinha um barco-bar com precinhos acessíveis. Sentamos para comer um choripan e tomar uma cerveja (eu) e uma cidra (Thaís).

Foi então que começou a festa de aniversário do Scooby Doo - conclusão a que chegamos, já que foi o primeiro a chegar e ficou na porta do barco marcando na lista os convidados conforme se apresentavam. Nos divertimos observando as fantasias e fotografando o que desse para fotografar até que o barco partisse, levando seus bizarros convidados...






Esfriou. Pegamos o metrô de volta para casa.

Passear com Thaís é bom pq ela é historiadora. Vai completando as lacunas nos meus parcos conhecimentos de história da Inglaterra e torna os lugares vistos muito mais interessantes.

Tem escurecido cada vez mais tarde e clareado cada vez mais cedo. Os dias são longos na primavera inglesa. 10 da noite e ainda é crepúsculo. 4 da manhã e já está claro...menos sono pra mim. O que é bom. Aproveito os dias em quase toda a sua extensão.

sábado, 21 de maio de 2011

De como somos dependentes de uma câmera fotográfica: Tower Bridge e Torre de Londres

Só depois de quase 4 meses e, por acaso, fui conhecer dois pontos turísticos básicos de Londres.

Foi assim: de manhã, trabalhei em casa no texto da SBS. Tá quase pronto, apesar de meia  boca. De tarde, fui pra casa do João e da Alessandra para scanear uns capítulos de livros que não vou conseguir ler aqui. Livros da biblioteca, livros emprestados pelo Danny, enfim.

Ale estava num congresso, então, depois que terminei as tarefas, fui com João encontrá-la na frente do castelo da Torre de Londres. Adorei!! Acho que li muitos contos de fadas qdo criança, pq adoro castelos. Passeamos por cima da ponte, passando para o outro lado do Thames. Na saída da ponte, vimos uns pubs que mais pareciam os botecos brasileiros. Me deu saudades de entrar num boteco e tomar cerveja!  Caminhamos pelo footpath dali, passando por um shopping lindão na beira do rio, que agora não lembro o nome, algo como Hail. Pegamos o metrôe e fomos jantar num restaurante japonês - o mesmo em que jantamos com Danny no primeiro encontro que tivemos com os estudantes de doutorado.

A parte chatinha foi que, pela primeira vez, saí sem a câmera fotográfica. Estava tão imbuída das tarefas que esqueci meu lado turista... e a sensação de não ter a câmera comigo é muito estranha, eu olhava o castelo e a ponte com a sensação de que os esqueceria em breve. Sem a câmera era como se eu estivesse sem memória. Isso dá uma tese benjaminiana.
Pepinão - Final do Século XX
Castelo - Final do Século XIII
no meio, muita história.
Deixei de fazer uma foto lindinha, na chegada à casa deles. Pelo menos umas duzentas crianças, de uns 4 anos de idade, vinham subindo a rua pela calçada e atravessando na faixa de segurança, em pares, de mãos dadas. Todas uniformizadas e com o mesmo chapeuzinho branco. Coisa mais lindinha. Interromperam o trânsito por uns 15 minutos. Mas todo mundo na rua parou para ver a cena, enquanto as mães as aguardavam aplaudindo.

 Por sorte, tanto Ale qto João tinham as suas e eu peguei carona nas fotos turísticas.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Quarta-feira bem agitada

De manhã, fui pra UCL para assistir o seminário do professor Lane: BeiDou, GLONASS, Galileo: Locating the Subjetc in Satelite Cultures. Titulozinho complicado!

Era sobre rastreamento de pessoas por satelite e suas consequências (essas menos tratadas). Acredito que a pesquisa está no início, pois a fala dele foi mais centrada em explicar as diferentes tecnologias, usando o GPS como base, já que as outras, que estavam no título, são menos populares ou ainda inoperantes.

Professor Lane falou também das disputas entre governos sobre as formas de rastreamento e as possibilidades de uso desse tipo de tecnologia. Mostrou um par de tênis, com GPS, usado para que os pais façam o rastreamento de seus filhos adolescentes e, também, o comercial de uma companhia de telefonia celular vendendo a possibilidade de saber onde seus amigos estão. Um tanto assustador!

O que me causou estranheza foi a ausência de discussão teórica sobre a "sociedade do controle". Um pouco fico pensando se os ingleses não são muito auto-centrados e, por isso, evitam citar franceses...Talvez.

De qualquer maneira, o seminário foi interessante, apesar da ausência dos sujeitos rastreados.

E eu fiquei pensando na nossa experiência com a Gilda, a GPS, e o quanto senti que ela sabia onde estávamos, mas nós não. Faltava sempre um mapa analógico pra que eu pudesse me entender nas distâncias e direções. O seminário também me fez pensar em como usamos essas tecnologias sem nos aprofundarmos nos significados e origens delas. O GPS é controlado pelo Departamento de Defesa Americano e eu, simples mortal, permito que eles saibam onde estou!

Depois do seminário, como sempre na UCL, foi oferecido um lanchinho para os alunos: sanduíches e sucos. Acabei não almoçando direito. Passei na biblioteca para pegar mais um livro. Sete em uma semana era pouco pra mim! haha

Voltei pra casa decidida a estudar bastante, até cansar. Preciso escrever o texto da SBS antes do fim da semana que vem! E até que deu para avançar nas leituras, não no texto.

Duas horas depois de chegar em casa, recebi um email da Alessandra chamando para a despedida da Maria, a italiana, que volta para a Itália na sexta-feira. Fiquei animada, especialmente porque o encontro estava marcado para uma estação que eu ainda não conhecia - Golders Green.  O fato de estar chegando ao fim meu período em Londres me faz querer ir só a lugares que não fui ainda. Valeu a pena, a região é bem gracinha, pena que já tinha pouca luz para fotografar. Tà, não é uma atração turística, mas é interessante observar que, apesar de parecerem iguais, cada local em Londres tem uma atmosfera diferente que se percebe logo ao sair da estação do metrô.

Em Golders Green, fomos a um restaurante taiwanese. Eva, a taiwanesa, nos orientou nos pedidos. A comida taiwanesa é difeente da chinesa. O meu prato, por exemplo, era formado por carne de costela preparada em um molho de soja, gengibre e outros temperos (escolhi não spicy. Aliás, o tema do spicy dá um post específico), arroz branco nem tão empapado, um vegetal que não consegui identificar, usado para diminuir o efeito da gordura (informação da Eva) e sopa. Todas tomamos um chá com leite, meio doce demais, pro meu gosto, que vem com umas bolinhas chamadas pearls, que parecem um sagu maior. Mais bonito no copo do que gostoso. A forma de descrever as pearls usada pela Eva: são como ovos de sapo.


Silvia, Eva, Maria, Eu e Alessandra
 Depois do jantar, fomos para Hampstead encontrar Alessandra para uma esticadinha num pub. Novamente lamentei ser de noite, pois o pub fica num entroncamento entre duas ruelinhas lindas, estreitinhas, com casas antigas. O próprio pub é original, com várias salas, todo de madeira por dentro, altíssimo astral! Nem parece Londres, considerando que não há sequer um item moderno na instalação. Chama-se Holly Bush e eu recomendo uma visita.

Às 11h o pub fechou e voltamos para nossas casas.

Para quem queria se concentrar no trabalho, a quarta-feira foi bem agitada!

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Santa boca - Santos dedos

No último post, falei dos livros que ficarão por ler....santa boca, ou melhor, santos dedos!

Hoje tive reunião com o Danny. Mandei para ele mais de 30 páginas em inglês - meio tosco, baseado no google translator e no meu conhecimento da língua. Ele leu tudo e fez comentários. O que foi ótimo! Saí da reunião realizada. Porém, e sempre tem um porém, a leitura fez com que ele pensasse em várias opções de bibliografia. Resultado: eu tinha passado na biblioteca antes de falar com ele, trouxe três livros e ele me emprestou mais quatro!

Considerando que tenho pouco mais de uma semana antes de partir para a próxima etapa, que acontece antes de voltar ao Brasil, penso que terei que passar os próximos dias e noites lendo tudo isso!! Acumulou! Um trabalho para escrever, sete livros para ler e mais organizar minhas coisas para a viagem...

Eu já esperava por algo do tipo. Sempre acontecem coisas assim quando o período está chegando ao fim.

Little Venice, Camden Town e Regent's Park - urgência para ver muitas coisas ainda

Sábado trabalhei pela manhã e à tarde fui fazer umas comprinhas na Oxford Street, já no processo de organização do fim do período em Londres. O tempo passa muito rápido. Tanta coisa nessa cidade vai ficar por ver, tantos livros da biblioteca ficarão por ler...


Little Venice
Por isso, ontem, domingo, fui visitar Little Venice, uma região de canais em Central London pouco explorada por turistas. Desde que saí da Warwick Station percebi um ar diferente em Maida Vale, onde fica Little Venice. É um lugar calmo, amplo, as pessoas caminham mais devagar do que nos outros lugares da cidade por onde andei.

Água dá tranquilidade (pelo menos em dia sem temporal). Andando pela beira do canal, me deu vontade de alugar uma casa  barco e experimentar esse tipo de residência. Uma semana seria o tempo ideal para essa experiência. Segundo me informou Marcus, depois, o sistema de canais de Londres segue até perto de Bath, passando por Oxford. Muitos estudantes, nas férias mais curtas, alugam um barco e passam a semana de Pub em Pub na beira dos canais.


Jardim bem cuidado no pequeno espaço

Enquanto passava pelos  barcos, ficava tentando adivinhar seus conteúdos. Alguns deixavam uma janela (escotilha) aberta e dava para ver o movimento lá dentro: cozinha, carrinho de bebê, oficina completa...outros, eu observava só por fora, pela decoração do convés, também tentando adivinhar o perfil de seus moradores.


Peguei o barco-ônibus em direção a Camden Lock (Camden Town), 50 minutos de passeio pelo canal. Dentro do barco, a gente fica quase na altura da linha da água, uma delícia (apesar da água suja na aparência, não era fedorenta). Lá fui eu, na maior turistagem - só o que tenho feito aqui quando passeio - tirando fotos em mais fotos de tudo que eu via. O tempo não estava muito bom para fotos, o dia nublado e escuro, mas deu algumas legais pra contar a história.

Alugar um barco para uma festa, ficar subindo e descendo o canal o dia todo.
Deve ser legal.

Esse barco não sai do lugar! :)
Em Camden, comi um fish and chips. Estou com saudades de bife, até tem uma barraca de argentinos que serve  bife, mas pensei: meu tempo aqui está terminando, preciso comer as coisas daqui, e aprendi a apreciar o prato mais típico da inglaterra. Dei uma volta pelo outro lado do mercado, onde nunca tinha ido.


Coisas estranhas: 18 pounds pra ficar com os pés no aquários por 10 minutos
enquanto os peixinhos comem as pelinhas e sujeririnhas dos pés.
 De lá, voltei para o canal e fui até o Regent's Park, por onde caminhei um monte, observando flora e fauna (aí considerados também os frequentadores do parque e seus picnics - famílias inteiras reunidas no parque).


Gordo, mal consegue caminhar.

É uma boa ideia fazer uma festa no parque!

Caminhei até a Baker Street onde peguei o metrô para casa. Antes passei pela loja dos Beatles, comprei umas bobaginhas, olhei por fora o museu do Sherlock Holmes e outras lojinhas da famosa rua, que além de endereço do Sherlock e estar também no título do livro do Jô Soares (essas são as minhas principais referências), foi onde nasceu o Danny Miller que fala com orgulho de ser o único que ele conhece a ter nascido ali, o que lhe dá o privilégio de ser legitimamente londrino, "born in central London".

Lembrei de tanta gente nessa loja...mas é tudo meio caro.
Assim terminou meu domingo: cheguei em casa por volta de seis e meia, deitei e dormi até quase onze. O que me fez perder o sono depois. Fiquei lendo um livro da Jane Austin, que baixei no Kindle. Aliás, desde que comprei o Kindle do Daniel (meu filho), que sonhava em andar de metrô lendo, como fazem muitos por aqui. Ontem, finalmente, experimentei a sensação. E sabe que é boa. Vou sofrer para me separar do brinquedinho quando chegar ao Brasil.