O dia de ontem terminou com Thaís e eu "bicando" a entrada do que acreditamos ser a festa de aniversário do Scooby Doo...já já explico.
De manhã trabalhei mais um pouco no texto pra SBS. Até que tá ficando bom.
Depois fui até a UCL encontrar Thaís. No caminho, vi que em Broomswick, um shoppingzinho em céu aberto por onde sempre passo, tinha uma feira de alimentação étnica - coisa muito comum em Londres -, com uma barraquinha brasileira. Parei para assuntar com o Carlos, dono da barraquinha, sobre o
brazilian salmon strogonoff que ele servia. Falei que nunca tinha provado esse prato no Brasil. Ele respondeu: "tem que ser criativo". Brasileiros: saibam que temos um novo prato típico!
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| Carlos me disse que viu uma receita mais ou menos como essa (strogonoff de salmão) na Ana Maria Braga e que, por isso, pode ser chamada de típica do Brasil. Lembrei tanto da Vivi e suas dissertação e tese. |
Bom, mas enquanto eu conversava com ele, sentia o cheiro da feijoada. Humm, que saudade! Não da feijoada propriamente dita, mas do tempero menos
spicy brasileiro (ou melhor, um
spicy condizente com o meu paladar). Fui encontrar Thaís prometendo que voltaria para comer a feijoada. Dito e feito. Cheguei lá e todos estavam saindo do evento sobre tecnologia para almoçar. Sugeri voltarmos à feirinha. Delícia. Companhia agradável: Juliano, Thaís, Lida (Grega), Susanna e Cósimo (Italianos) e - me deu branco - mais um menino brasileiro, muito querido que já encontrei três vezes e não consigo lembrar o nome, meu companheiro de feijoada.
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| Lida, Cósimo e Susanna |
O povo voltou para o evento e Thaís e eu partimos em direção a uma lojinha que vende lenços. Eu queria comprar alguns para levar de lembrancinha para o Brasil. A loja estava fechada. E agora? O que faremos? Paramos no ponto de ônibus, olhamos os trajetos dos que passavam por ali e decidimos rumar para St Paul's, apesar da minha resolução de só ir a lugares que ainda não conhecia.
Foi uma experiência diferente naquela região. Primeiro, chegamos na catedral e tentamos entrar - 14 pounds. Nem pensar! Vimos um cartazinho chamando para o serviço das 5h, com coral e tudo. Perguntamos se seria necessário pagar para entrar. Não! Ótimo. Faríamos um tempinho e voltaríamos para assistir.
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| A caminho da ponte, uma noiva e um noivo orientais faziam pose para foto...cadê os convidados e a família? Pareceu que eles estavam curtindo só os dois e a fotógrafa o seu casamento. |
Atravessamos a Millenium Bridge em direção ao Globe Theatre. Thaís comprou dois ingressos para assistir uma peça de Shakespeare no Globe. 5 pouds cada, para ficar em pé, no yard, por duas horas e meia!! (ah, a juventude!). O Globe é uma réplica do teatro onde Shakespear encenava suas peças. Sempre visitei por fora. Isso não mudou.
Saímos dali e, perambulando, encontramos uma placa que convidava para conhecer o Rose, teatro de 1500 e alguma coisa, for free. Lá fomos nós. Muito legal! são as ruínas do que antes era um teatro, que foram encontradas quando da construção de um prédio moderno, na década de 1980. Assistimos um video que contava a história do teatro, levantada através de mapas de diferentes épocas e de documentos que estão espalhados pela Inglaterra. O bacana de assistir esse vídeo não foi só saber a história do Rose, mas também mais um pouco da história de Londres, com a superposição de mapas que eles fizeram. O
bank side, por exemplo, onde o Rose foi construído, era um lugar de baixo meretrício, bêbados e etc. Assim, para os moradores do outro lado do rio, ir para lá era atraente.
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| Outro casamento, esse tradicional. Pose para a foto com família e convidados na escadaria do Globe. |
Bom, saidas do Rose, fomos para St Paul's assistir ao serviço com o coro. Não sou religiosa, como todos sabem. Mas foi bonito, apesar da guardinha que não parava de falar perto de nós, o que atrapalhou um pouco a fruição do coral. Os sermões e falas dos padres foram engraçados, rezaram pelas Nações Unidas, pelas nações de todos ali presentes e especialmente pela Rainha e pela Inglaterra. Rezaram para Santa Helena, cuja história foi contada e mais outros blablablas...Rezaram pela igreja católica e pela igreja anglicana, me colocando em dúvida sobre a religião a que estavam ligados os padres, pastores ou ministros. O importante é que saí do serviço nem tão espiritualizada, mas calminha calminha.
Caminhamos mais, no estilo: "olha aquela rua, vamos ver?" e lá íamos nós caminhando meio em zigue-zague e olhando coisas bonitas e diferentes até voltarmos para a beira do rio. Entramos num pier flutuante que tinha um barco-bar com precinhos acessíveis. Sentamos para comer um
choripan e tomar uma cerveja (eu) e uma cidra (Thaís).
Foi então que começou a festa de aniversário do Scooby Doo - conclusão a que chegamos, já que foi o primeiro a chegar e ficou na porta do barco marcando na lista os convidados conforme se apresentavam. Nos divertimos observando as fantasias e fotografando o que desse para fotografar até que o barco partisse, levando seus bizarros convidados...
Esfriou. Pegamos o metrô de volta para casa.
Passear com Thaís é bom pq ela é historiadora. Vai completando as lacunas nos meus parcos conhecimentos de história da Inglaterra e torna os lugares vistos muito mais interessantes.
Tem escurecido cada vez mais tarde e clareado cada vez mais cedo. Os dias são longos na primavera inglesa. 10 da noite e ainda é crepúsculo. 4 da manhã e já está claro...menos sono pra mim. O que é bom. Aproveito os dias em quase toda a sua extensão.