quinta-feira, 31 de março de 2011

Dias de trabalho

Esta semana, meus dias têm sido divididos entre organizar a  vinda do Alfredo para Londres e estudar na biblioteca da UCL. Preciso adiantar trabalho, já que a rotina vai mudar.

Descobri como é bom estudar na biblioteca, me concentro melhor lá do que em casa, com tantas possibilidades de distração, como fazer as unhas, lavar roupa, ficar navegando na internet, preparar algo para comer. Por outro lado, na biblioteca, sinto falta de simplesmente deixar as coisas em cima da mesa e dar uma saidinha. Até dá pra fazer isso quando tem algum conhecido, o que não é sempre.

Minha cabeça está a milhão com as questões da tese, com as leituras e com tanta coisa nova acontecendo ao mesmo tempo. Diferenças para descobrir e diferenças para administrar entre a minha cultura e a cultura local, mais os planos para o mês de abril, com o Alf, sobre os quais contarei detalhes conforme eles forem acontecendo. Posso adiantar, porém, que dá trabalho procurar lugar pra morar por algumas semanas nessa cidade e é caro.

O que fiz de diferente foi, na terça participar da festinha de despedida da Rebeca, uma doutoranda brasileira que está voltando para o Brasil e jantar, hoje, num restaurante grego. Por sorte, não faltam oportunidades de socializar.

No restaurante grego, comi muito, mas não lembro dos nomes dos pratos, infelizmente. Podia ter pedido um cardápio só para poder contar aqui. As comidas são servidas em pequenas quantidades e é possível montar o próprio pedido ou pegar um combinado pronto, que poupa trabalho. Foi o que fizemos, tinha espetinho com frango, troxinha de folha de parreira recheada com arroz e algo como nozes, uma pasta de peixe e queijo cremoso deliciosa, um pão parecido com o pita, mais molhadinho, pq cheio de azeite de oliva, batatas cozidas com casca, feijão gigante com molho de tomate, salada de alface picadinha...e mais coisinhas que nem lembro. Humm, fazia tempão que não comia tão bem. Não é baratinho, mas tb não é caro pela quantidade de comida que vem - 12 pounds por pessoa, fora a bebida.

Preciso ficar mais atenta ao orçamento!

Amanhã novo dia de trabalho.

Desta vez, post sem fotos. Nem sempre consigo fotografar meus pensamentos...

terça-feira, 29 de março de 2011

Depois de uma ensolarada Paris, volta para uma cinzenta Londres

Cheguei ontem à noite. Estou na maior tensão procurando Studios para receber o Alfredo, no próximo dia 8 de abril.
E o trabalho? Bom, preciso recomeçar...
Em Paris ainda fui conhecer o Palácio de Versailles, mas não por dentro, pois chegamos muito tarde. Andamos muito pelos jardins infindáveis. Morando lá, impossível que os Luizes não se achassem os donos do mundo! É impressionante a grandiosidade do lugar. Foi uma aula de história muito interessante.
Não tem fim...
Segunda, fiquei na casa da Be estudando e pesquisando pela internet, pela manhã. À tarde, fui encontrar a Isabela. Passeamos de ônibus um pouco a mais do que devíamos, pois perdemos o ponto onde descer, devido ao papo animado. Fui conhecer o apartamentinho onde ela mora. Voltamos pra casa da Be, mais papo animado, regado a chá, enquanto embalava minhas coisas para pegar o trem de volta.

A arvorezinha está cheia de brotinhos...acho que ela será mais rápida que eu!

domingo, 27 de março de 2011

Dia de conhecer lugares da bibliografia

A gente lê sobre os lugares e depois fica morrendo de curiosidade.

Ontem, o que fiz foi matar esse tipo de curiosidade. Há um ano, li o livro "Faire ses courses", uma etnografia das compras em Paris que começa com a descrição de alguns compradores ou consumidores passeando pelo Le Bon Marchè e por La Grande Epicerie, fala sobre os motivos que os levam até esses lugares, o que fazem enquanto estão por lá, etc. Era uma descrição tão interessante e inspiradora para meu trabalho de pesquisa que não poderia perder a oportunidade de conhecer.

Le Bon Marchè é uma loja de departamento, com roupas, bolsas, sapatos, perfumes, tudo das mais afamadas marcas.É organizada por setores e também por marcas e qualquer um pode passar muitas horas lá dentro, olhando, tocando,cheirando. Ao contrário do que o nome quer dizer, não tem bons preços (do meu ponto de vista, claro). É tudo bem caro. Até o que está em promoção tem preços "inacessíveis"...Mesmo assim, Be e eu circulamos pela loja, olhamos bolsas e roupas, no melhor estilo "to só dando uma olhadinha". Divertimo-nos experimentando chapéus. Cada modelo mais louco que o outro, mas até eu que não fico bem de chapéu encontrei algumas coisas que me caíram bem.
Manobristas do La Grande Epicerie (chique!)

La Grande Epicerie - este é um supermercado de produtos alimentícios finos. Muitos tipos de chás diferentes, biscoitos variados, carnes, frutas, tudo o que tem num supermercado, mas com um quê de exótico  - grandes variedades de temperos, marcas e origens dos produtos. Havia promotores de vendas no local. Experimentamos um biscoito japonês que tinha uma massa verde por fora com chocolate branco por dentro, mas não era gostoso. Depois, experimentamos um chá ou um "Chai". O promotor do chá, um senhor, era muito simpático, falava inglês e francês e, provavelmente, a sua lingua natal, que não perguntamos qual era. O chá, uma delícia. Acabamos comprando uma latinha para cada uma e mais os biscoitos que ele oferecia junto com o chá. Por termos comprado, ganhamos, de brinde, cada uma, 40 filtros de chá descartáveis: uma forma de fazer o chá direto na xícara (ou chávena). Fizemos mais umas comprinhas por ali enquanto eu escrutinava o comportamento das pessoas na loja e os seus detalhes, como a organização das gôndolas, a iluminação, o som (não tinha música também, mas as geladeiras eram muito barulhentas).

Não sei pq, mas eu tenho mania de sacolas retornáveis. Talvez por tê-las discutido em artigos acadêmicos. Resolvi comprar uma da La Grande Epicerie, pra fazer charme quando for ao supermercado no Brasil (já tenho algumas do Monoprix, que tinha encomendado à Betina no ano passado).

Bom, saindo dali almoçamos e depois fomos a uma farmácia que vende cremes de todas as marcas possíveis por precinhos acessíveis. Estava abarrotada de gente, as pessoas quase se pisoteando, carregavam  enormes sacolas de borracha fornecidas pela loja, cheias até a borda com cremes, maquiagens, e outras coisas do tipo. Ficamos imaginando se as pessoas iam até ali para comprar e revender. As ofertas eram tão boas que perdi a linha! Toda a economia (?) que vinha fazendo foi para o saco...o saco de cremes que comprei...Anti-rugas, protetor solar, corretivo...no caixa levei um susto, mas não tirei nada do pacote!Tá, agora vamos à justificativa: comprei o protetor solar, o creme e o sabonete que o dermatologista me receitou no Brasil e que, lá, é muito mais caro. Assim fico com estoque. Mas comprei também uns que não tinham sido receitados, vamos ver se funcionam! :)
Felicidade é ter filha e sobrinha por perto!

Cansadas, caminhamos até o Jardin de Luxembourg. Estava lotado! Muito bonito, apesar do céu já nublado. Escolhemos duas cadeirinhas e sentamos para esperar a Isabela, minha sobrinha. O encontro foi muito gostoso. Ela continua lindona e alegre como sempre foi, talvez até mais, mais mulher, mais madura. Essas duas, Betina e Isabela, são pra lá de especiais! Viemos todas para a casa da Be para tomarmos chá e comermos biscoitos comprados na La Grande Epicerie, mais cookies que eu trouxe de Londres. Julien estava aqui e nos serviu frutas cortadinhas - quiwi e manga.

E à noite, para completar, conheci mais um lugar da literatura: um legítimo Chambre de Bonne. Eu li o texto da Carmen Rial sobre esse tipo de acomodação em Paris e sempre tive muita curiosidade de conhecer. São os quartos de empregada, que ficam no último andar dos prédios, são mínimos, em geral sem elevador e sem baheiro privativo e que as pessoas alugam por preços mais altos do que alugariam um lugar maior fora de Paris porque preferem ficar no centro. Fomos jantar num desses ontem. Entramos num prédio com uma entrada chique e caminhamos até a entrada de serviço, subimos por uma escada bem menos bem tratada do que a recepção do prédio até o sétimo andar e caminhamos em um corredor cheio de portinhas até encontrar a portinha da amiga das meninas. Dentro, diferente do ar antigo de escadas e corredores, tem um quartinho todo bem conservado, moderno com uma cozinhazinha e um box para ducha (no qual eu não caberia). O vaso sanitário fica no corredor. É para uso de todos os moradores do sétimo andar. Éramos 6 no quartinho ontem, conversando, comendo queijos e tomando vinho.

O Chambre de bonne

Da Janelinha se vê...

sexta-feira, 25 de março de 2011

Em Paris

To me achando!

De Londres para Paris via Eurostar. Cheguei ontem à noite. Privilegiada: meu genro Julien foi me buscar na estação e ainda por cima preparou o jantar para nós.

Antes de vir, porém, trabalhei um pouco, desta vez, na British Library, pq a UCL estava em greve. Na verdade, nem tentei ir até a biblioteca da UCL, já que estava há horas para conhecer a British. É enorme, chega a ser assustadora. Tem umas burocracias para se registrar e poder consultar o acervo. Além do passaporte e comprovante de residência, é preciso ter a lista do material que se está querendo pesquisar. Acabou que só me registrei pra usar o wifi e vou deixar para preparar a lista em casa, pelo site do acervo da biblioteca. Mas vou confessar, não me apaixonei pelo lugar, grande demais.

A entradinha da British Library

Já o dia de hoje, em Paris, foi dedicado a caminhar muito. Ana Lima e Alessandra me falaram do Musèe L'Orangerie. Resolvi ir até lá. Consultei o google maps para saber o caminho e parti. Fui andando pelas ruas, entrando em lojinhas, na Galeria Lafayete e outras paradinhas, na maior flanerie até chegar à Champs Elisèes, como mandava o mapa. Ali, pra variar, errei o caminho. Ou melhor, o google maps não foi claro. Rodei, rodei, rodei em torno da Place de la Concorde até finalmente perguntar a um motorista de ônibus onde era o tal museu e descobrir que era dentro do Jardin des Tuileries. Comi um crepe caro e ruim (essas coisas para turista são quase sempre roubadas) e fui ver o museu. Valeu a caminhada longa. O museu é muito gostoso, pequeno, não chega a cansar. Adorei ver as obras do Monet no andar de cima, mas amei, mesmo, foi lá em baixo, a coleção do mecenas Guillaume. Picassos, Cezannes, Renoirs, entre outros em obras nem tão badaladas.

Picasso

Bom, já que tava no jardim, andei por ele, sentei na graminha como todo mundo que tava lá. O dia estava quente e o jardim cheio de gente lagarteando nas cadeiras e no gramado. Fui até o outro lado - o Louvre. Atravessei uma ponte (acho que é a dos namorados) que eu já tinha atravessado antes, mas não tinha reparado nos cadeados...casais colocam cadeados com seus nomes na "mureta" da ponte e, com o sol batendo, o brilho fica intenso. Bacana, né, simboliza a união, por outro lado, parece mandinga, ficar "cadeada" ao outro desse jeito. Me deu uma certa agonia!

Pura mandinga!
Voltei pra casa por volta de 16h30min, almocei e comecei a procurar apartamento pra alugar em Londres, no período que o Alfredo vai estar lá. Me distraí tanto nessa tarefa que qdo vi já eram oito horas da noite...
Agora são nove, estou esperando a Betina aparecer para vermos o que vamos jantar. A fome tá batendo!

Primavera em Paris

terça-feira, 22 de março de 2011

Matei o trabalho e fui passear

Gente, os dias têm sido agitados aqui.

No domingo, a Alessandra quis ir na Ikea. Foi um programa de índio, por um lado. Por outro, foi muito divertido. Aquilo lá é como a Tok&Stok, mas muito maior. A gente só não se perde, pq o caminho é planejado. Mas no fim, já está até tonta de tanta coisinha bonitinha pra comprar e olhar. O engraçado é que fomos enchendo o carrinho com todos os objetos que desejávamos. A Alessandra dizia: "põe no carrinho, depois a gente decide". Quando chegamos na fila do caixa, começamos a seleção. Fomos largando mercadorias pelo caminho, até que cada uma ficou com uma quantidade mínima (eu menos do que a Alessandra, já que ela vai ficar aqui até dezembro e eu já já volto pro Brasil). O problema da Ikea é a distância. A loja é praticamente fora de Londres, em uma vizinhança não muito simpática. Deu até um certo medinho. Ainda por cima, na volta, perdemos o Shuttle bus que leva até a estação e tivemos que pegar um busão mesmo. No ponto, conversamos com uma indiana que estava toda paramentada, quer dizer, vestida de indiana, porque tinha ido a uma cerimônia num templo hindu ali perto. Ela nos convidou a visitar o templo quando quiséssemos, nos deu folhetos e falou da religião. Mora em Londres há 30 anos, é policial, mas não abre mão da identidade hindu.

Segunda, me enfiei na biblioteca e produzi como em nenhum dia anterior tinha produzido. À noite, fui à reunião dos doutorandos do Danny na casa dele. Discutimos um paper bem mais ou menos de uma das orientandas, comemos pasta al pesto e experimentamos os doces que os judeus comem no Purim, que tinha sido no dia anterior, com direito a ouvir Danny e Rickie contarem a história da origem da festividade. Quem sabe a história da Rainha Esther?

Estava eu super animada com o trabalho que evoluiu ontem, quando João me convidou para ir com ele e Alessandra mais um casal de amigos (Guto e Amélia) a Greenwich, hoje. Ah, como perder a oportunidade de passear e ainda por cima com guias, já que Guto e Amélia moram aqui há dois anos? Encontrei-os as 10h na Holborn Station e partimos para um dia super legal, num parque lindo, com direito a companhia divertida e vistas maravilhosas da cidade.

Greenwich com Canary Wharf no fundo
Vimos tantas coisas: o museu marítimo; passamos na frente da faculdade de música - dava para ouvir as pessoas estudando canto e diversos instrumentos -; entramos na casa da rainha cheia de quadros de batalhas navais pintados ao longo dos séculos; na igreja linda; no antigo refeitório da escola naval com afrescos mandados pintar pelo Duque de Orange; caminhamos até o observatório onde daria para pisar de um lado e de outro do meridiano de greenwich demarcado no chão não fosse o fato de cobrarem 10 pounds só pra isso!

Subida para o Observatório de Greenwich
Depois fish and chips em um pub, passeio por lojinhas - incluindo um brechó onde encontrei um blazer pro João de cinco pounds e a Alessandra só dizia: "cavoca mais aí!"Mas não encontrei nada para nós.

Dali uma passadinha em Canary Wharf e uma visita ao O2 (uma arena enorme para shows).

Grupinho animado - Amélia fotografando.

Literalmente, matei o trabalho e fui passear!
Afinal, é primavera...

domingo, 20 de março de 2011

almoção em "família"

Sabadão de sol, lindo!

Marcamos um almoço na casa do João e da Alessandra, em Belsize Park.

Por volta de meio dia, peguei o ônibus 168 em direção à casa deles.

Fui lá para o segundo andar, sentei bem na frente e curti o visual, pois o percurso é super interessante. Passa por parte do caminho que faço a pé para a UCL, depois por Camden Town, até chegar no destino.
  
A UCL fica logo atrás da praça.
Meu caminho de todo dia


Camden Town, meio dia...lotada!
No banco ao lado do meu, sentaram duas crianças, irmãs. Um menino de uns seis anos e uma menina de 4. Cada um carregava um balão que tinha ganhado no McDonalds. Os pais sentados no  banco atrás deles. Eles brincavam o tempo todo. Passando por Camden Town, cada um escolheu um lado da calçada e discutiam "a minha calçada está mais cheia..." Legal que eu entendia tudo o que diziam. De repente, o balão da Abigail estourou. Ela ficou muito triste, baixou a cabeça e ficou em silêncio. Seu irmão ficou chateado e dizia: I know how you feel...repetiu isso duas vezes e nada da Aby se animar. Ele, preocupado, chamou a mãe: Mom, Aby is really upset! Tão carinhoso! Babei no menino!

Belsize Park, que eu tinha  conhecido à noite, é uma graça durante o dia, especialmente com sol (o sol, aliás, traz outra cor pra essa cidade - onde não, né?). Fotografei a igreja linda onde assissti aquele concerto de piano, fotografei as pessoas nas ruas, uma delícia.


Pra variar, fui a primeira a chegar na casa de nossos anfitriões. Isso que fiquei fazendo hora pra sair, justo pra tentar não ser a primeira. Eles ainda estavam organizando a  casa. Começamos a tomar vinho, comemos uns petiscos, pois eram Juliano e Thais que estavam trazendo os ingredientes do almoço. Carré (é assim que se escreve?) com ervas assado no forno, salada verde e risoto.

No meio da tarde, com todos os convidados lá e a carne ainda em preparo, a ameaça da falta de vinho nos levou a um passeio até a lojinha atendida por um brasileiro ali perto para comprar mais! Éramos sete pessoas e foram 9 garrafas de vinho...até que a média tá boa, uma garrafa e um pouquinho por cada!

Sem palavras...

Hummm, a sobremesa: brigadeiro de colher.
Foi um sábado ótimo, leve, divertido, bem acompanhada por João, Alessandra, Juliano, Thais, Clarissa e Luiz Gabriel, papos dos mais variados, desde questões acadêmicas de cada um, até fofocas, cortes de cabelo, comprinhas, comidas...Adoro isso!

sábado, 19 de março de 2011

Fim de Term - Festa dos pós-graduandos

Ana Lima tem razão. Essa minha universidade é uma festa!

Desta vez foi a festa dos pós-graduandos que agitou a sexta-feira. Quando falaram em festa, imaginei som e dança. Nada, era só uma reunião lotada de gente com drinks quentes: vodka com vinho, ou gim tônica. Todo mundo falando ao mesmo tempo. Se Juliano não tivesse insistido, talvez eu nem tivesse ficado. Ando meio jururu, apesar das festas, e estava cansada por ter passado o dia todo nas bibliotecas. Mas fiquei e acabei encontrando outros estudantes de Phd do Daniel.

Separação hierárquica: os estudantes de doutorado vão às festas da pós-graduação, conversam um pouco com os de mestrado e logo se organizam para ir para outro lugar. Só me dei conta dessa distinção quando chamei o Juliano pra ir junto pro Bowling (um lugar grande, com pistas de boliche, salas de karaokê e uma área de bar) e ele disse: não, isso é coisa pros doutorandos.

Bom, como sou doutoranda e estava com vontade de conhecer pessoas, lá fui eu pro Bowling comer pizza e tomar cerveja. Sentei numa mesa que tinha duas estudantes gregas e duas italianas. Aliás, como no Brasil, os homens são minoria entre estudantes. Das 20 pessoas que saíram,juntas, 3 eram homens. Outro ponto interessante: a esmagadora maioria dos, ou seria melhor dizer das, estudantes são estrangeiras. Gente da Romênia, da Grécia, da Itália, da Bélgica, dos EUA, do Brasil, claro, Libaneses, países africanos...uma infinidade de sotaques muito divertida.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Hoje é St Patricks day. O povo sai todo pra beber, mas até que nem vi tanto bêbado na rua. Talvez por ser uma quinta-feira e eu não ter andado muito por lugares de night.

Passei o dia na universidade. A manhã na biblioteca, no horário do almoço assisti uma palestra sobre o twitter bem mais ou menos, mais menos do que mais, depois conversei com o João por umas duas horas e fomos para a aula do Daniel. Foi a última aula do term e sem pub, pq como é St. Patricks, o pub arrumou uma desculpa esfarrapada para cancelar a reserva.

O auditório da palestra..em sentido horário: João, Cosimo, Juliano.
Depois da aula, fui beber com a turma num lugar dentro da ucl mesmo. Aliás, não comentei aqui, mas vendem bebida alcoolica nos bares da universidade. Esse lugar era tipo um centro acadêmico. Quer dizer, era um lugar de socialização para estudantes, com um bar, mesas de sinuca, sofás, mesas e cadeiras, tudo isso no andar de baixo. Então, lá fui eu tomar Guiness com a galera por um precinho especial - 2 pounds. Em pub, custa quase 4.

No andar de cima estava rolando uma palestra ou debate sobre o mundo árabe ou egípcio ou sei lá...daquelas  bandas. Muito louco, pq em cima papo sério, desce as escadas, sonzeira e confusão. Estava divertido.

Em cima palestra ou debate..desceu, festerê
De lá, fui no pub com João encontrar Alessandra e Rebeca, bebemos mais um pouco e fomos comer pizza a 3,50 pounds antes de voltar pra casa. Foi um dia cheio. Bem legal...

P.S. Aya, dicas de compra: olhei os preços e comprei o mais barato! hahahah

terça-feira, 15 de março de 2011

Passou a vontade de comprar...comprei!

É gente, saí hoje de tarde pra ir pra Primark, queria comprar!

No caminho, na Tottenham Court Street, passei por uma loja de eletroeletrênicos - tem  várias delas por ali - em que estive outro dia olhando netbooks. Não resisti! Comprei um. Aí, nem precisei ir pra Primark, minha vontade de comprar foi satisfeita! Agora tenho brinquedinho novo,  bem lindo, e o vendedor ainda me deu a capa de presente.

Esse grandão aqui, tão querido e de excelente qualidade, agora fica em casa. O outro é pra levar pra passear. Esse aqui é pesado demais pra carregar por aí. Levei duas vezes pra UCL e fiquei com dor nas costas e com medo de que a mochila caísse e estragasse o computador (da-lhe desculpas pra justificar uma compra!).

Ah, comprei uma cafeteira também. Mas essa foi baratinha: 5 pounds. Agora já posso passar café sem ofender a natureza.

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Dois posts sem fotos...prometo ilustrar o próximo!

segunda-feira, 14 de março de 2011

Vontade de passear, vontade de comprar - Charity não é a solução!

Desde que cheguei aqui que  falam das tais charity shops. São brechós de entidades beneficentes que vendem tudo, de bom e do melhor, mas usado, a precinhos muito acessíveis...é o que dizem! Hoje resolvi visitar uma aqui perto.

Vou explicar: trouxe dois casacos pra Londres, um bem quente e o outro bem menos. Cheguei a conclusão de que preciso um meio termo e achei que teria sorte numa dessas lojas.

Chegando lá, não tinha casacos! Droga. E no mais? Brechó é brechó! Nunca consigo achar nada de interessante para mim em brechó. Tem sido difícil até em lojas com roupas novas. Perdi o jeito, se é que um dia tive, de comprar roupa. Acho que nem sei mais quem sou, ou melhor, qual o meu estilo.

Além disso, nessa lojinha que fui, nem os preços eram tão mais acessíveis assim.

Meu sonho de consumo: personal stylist! hahahah

Bom, mas o interessante é que fui para uma região que ainda não tinha ido: a Upper Street, em Islington. Fica a uns 25 minutos de caminhada daqui. Mas como, pra variar, errei o caminho e quando vi estava praticamente de volta ao lugar de onde saí sem ter chegado ao lugar onde queria ir, peguei o busão. O que também é bom. No começo, eu tinha medo de pegar busão errado. E se o lugar não estivesse em obras, seria um lugar bem interessante.

A verdade verdadeira é que eu devia ter ficado trabalhando em casa em vez de ir passear. Mas a vontade de passear foi maior. Esta semana, aliás, comecei com vontade de passear todos os dias, com vontade de viajar pelos interiores da inglaterra e visitar lugares não visitados em Londres.

Na quarta e na quinta, vou pra UCL, mas amanhã, depois de trabalhar de manhã, quero passear de novo e quero comprar (nem que sejam meias!). Ai ando com tanta vontade de comprar...

domingo, 13 de março de 2011

Relatos de um sabadão.

Ontem eu caminhei! Alessandra e eu caminhamos. Encontramo-nos na estação de South Kensington para ir ao Victoria and Albert Museum. Muito legal!
O tempo esquentou, abandonei o casacão. Ufa!
E a sacola é de blusinhas que comprei antes de pegar o metrô.
De todas as salas que visitamos, que não foram todas as salas do museu, a que mais curti foi a Modern. Cheia de objetos super conhecidos nossos. Os móveis com design do início dos 1900 são ilustrativos de que o que a gente acha "muderno" hoje em dia, é, na verdade, moderno do século passado. Dá, às vezes, a sensação de que nada de novo em cadeiras, mesas e até roupas pode surgir de verdade. Tipo, já esgotou, né? Mas em seguida aparecem outros objetos que provam que ainda não esgotou, como a cadeira feita de papel como as lanternas japonesas. Ela até resiste a uma sentada, mas tá lá cercada de vidro pra evitar que se desmanche.

Era meu estado de espirito ontem.
Comprei as blusinhas pq precisava me sentir alive
Divertida foi a reação da Alessandra ao ver um walkmen virado em peça de museu. Ela vibrou!
O que será que faz a gente  vibrar ao ver, em museus, peças conhecidas e usadas por nós? Vai ver que é a sensação de entrar pra história. Sei lá.

Bom, depois de três horas perambulando por objetos antigos e nem tão antigos, decidimos passear um pouco pelas ruas de South Kensington. E como não estávamos cansadas de ver objetos, entramos nas lojinhas de design que tem por ali. Coisas lindas, mas da categoria "unafordable". Gostosas de ver.

Para os amantes dos gatos.
(o que a gente não pode ter, a gente fotografa!)
Já eram seis da tarde quando Ale ligou pra uma colega italiana do curso de inglês e marcou de encontrar na frente da National Gallery. Lá fomos nós, pegamos o 14 (ônibus), em frente à Harrods, descemos em Picadilly Circus, comemos em um japonês pra lá de baratinho e fomos encontrar Maria e seu namorado Marco para uma cerveja num pub em Covent Garden.

Pint e meia depois, "vamos embora!". Eu cheia de razão, tranquilizei Alessandradizendo que sabia como leva-la até a estação de Holborne. Fiz um raciocínio ao contrário e demos uma enooooooooooooooooooorme volta passando por Charing Cross. Gente, eram 10 e tanto da noite e o movimento nas ruas era igual ou maior do que durante o dia. Curtimos mais essa uma horinha de caminhada até chegarmos, finalmente, ao ponto.

sábado, 12 de março de 2011

E a arvorezinha?

Seguindo no projeto arvorezinha, como chamou a Marina, devo dizer que meu trabalho está evoluindo. Tenho ido à biblioteca, lido bastante e tido insights interessantes. Na cabeça a tese já têm uma forma. Não muito clara, mas dá para ver os contornos.


Tem mais folhinhas! Como a minha tese.

sexta-feira, 11 de março de 2011

Supermercados em Londres x Supermercados no Brasil

Tenho ido muito a supermercado, como cliente, para abastecer a minha dispensinha e minha prateleira da geladeira com  comididinhas que sustentem meus longos períodos em casa estudando.

Mas, como no Brasil, vou ao super tb para pensar. Pq sim, supermercado tb serve para pensar!

Comecei a observar diferenças:

Aqui, a fileira de caixas não forma uma aparente barreira entre o lado de fora e o lado de dentro, entre compradores potenciais e ex-compradores de um lado e compradores efetivos do outro. A gente entra por uma porta e sai por outra. As pessoas formam filas para todos os caixas, como as dos caixas rápidos.

Não tem aqueles caras engravatados, com cara séria e um rádio na mão, que olham pra todo mundo que entra na loja com cara de quem pode ser um potencial ladrãozinho. Isto é, a segurança não é ostensiva.

Não tem música!! Gente, é um silêncio tão gostoso pros meus ouvidos pouco dados à barulheira.

A distribuição das gondolas é diferente...nada de corredores centrais com vários corredores paralelos. São ilhas, como dizer? tipo: sabem aqueles pisos de parquet que são colocados 5 tabuinhas na horizontal, 5 na vertical, formando um desenho? pois é, é tipo aquilo se fosse visto de cima.

Não tem padaria com fila. Os pães e doces estão lá, expostos, com saquinhos de papel e pegadores. A gente só precisa passar e pegar o que quer.

Também não tem açougue.

As ofertas são muito claras.  coladas nos produtos etiquetas anunciam 3 por 4 libras e, na prateleira está bem claro o preço unitário...fica beeeeeeeeeeeem mais fácil de calcular. Não vi nenhuma tentativa de "engodo". E são efetivamente vantajosas, tanto que me dói  comprar uma embalagem só de alguma coisa quando está em oferta. Mas o que eu vou fazer com mais quantidade de saladas se não vou dar conta de tudo. Para os sucos embalados, sempre aproveito as ofertas.

As sacolas aqui não são cobradas, diferente do resto da Europa que eu conheço.

Tem uma enorme variedade de comidas prontos que não são caras. E as sobremesas? arroz doce em potinhos! ai, delícia!

bom, chega de contar pq eu preciso ir ao supermercado.

Voltei do supermercado pra dizer que, peço desculpas, mas há outras opções de sabonete. Eu que, sem conhecimento de causa, não vi sabonetes antes. Mesmo assim, são poucas variedades. Como de xampu. Pelo menos, no Waitrose que fui. Melhor, pq escolher xampu é uma das coisas que me deixa mais confusa no supermercado.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Sabonete em barra é coisa do passado....

Sou antiga! Para tomar banho prefiro o sabonete em barra ao sabonete líquido. O que trouxe do Brasil acabou e lá fui eu ao supermercado buscar mais. Tem poucas possibilidades. Ficam na prateleira mais baixa do setor de higiene pessoal. Em geral, os poucos que tem são embalados em quantidades de dois ou quatro, ou seja, impossível comprar um só para experimentar.

O único embalado unitariamente é de glicerina, neutro, bem gostosinho. Comprei um desses que acabou muito rápido. É caro, custa quase dois pounds a barra. Resolvi comprar uma embalagem com quatro de um sabonete mais barato. Chegando em casa, abri a embalagem para cheirar o sabonete - banha! Eca! Nauseante!. Deixei os quatro ali guardados e fui comprar mais. Encontrei um outro, com cheirinho mais ou menos, numa embalagem de dois. Comprei e usei. Me deu alergia. Sabonete colorido não é bom e este é de um amarelo forte, nojentinho no visual e também na sensação sobre a pele. Lá fui eu, novamente, comprar sabonetes. Agora estou com dois da marca Dove para experimentar. No Brasil, não gosto do Dove, mas vai que aqui é diferente. Se não der este, vou voltar ao de glicerina mais caro, pois não tem alternativa.

Danny, em uma de suas aulas, contou o caso do sabonete Lux em Trinidad e perguntou aos alunos: alguém ainda usa sabonete Lux hoje em dia? Realmente, aqui, sabonete em barra é coisa do passado.

As opções que encontrei no supermercado, só falta o de glicerina.

quarta-feira, 9 de março de 2011

terça-feira de carnaval? Não, Shove Tuesday

Então, nada como morar um tempinho nos lugares para aprender algumas tradições.

Na Inglaterra, ou talvez em todo o UK, a terça feira de carnaval é marcada por Panquecas! Sim, todo mundo faz panqueca e se entope  de panqueca. Humm...delícia!

Por isso, ontem Daniel convidou todos os alunos brasileiros para irem na casa dele comer...Panquecas!


David, o panquequeiro
David, o filho do Danny, preparou com muito carinho panquecas e um ratatuille delicioso para recheá-las, apesar de que, conforme manda a tradição, as panquecas devem ser comidas  com lemon and sugar.

A cozinha da casa estava uma verdadeira festa. Todo mundo circulando, uns preparando caipirinha, outros só jogando conversa fora, enquanto o menino, concentrado, fritava panquecas que cheiravam muuuuuuuuito bem. David, aliás, já tinha sido elogiado pelos pais como um cozinheiro de mão cheia. E é, viu? Vê-se que tem prazer nisso.


A pilha dobrou de tamanho!
Consumidas as panquecas salgadas, eis que surgem panquecas recheadas de creamcheese com passas, recém saídas do forno, que são servidas junto com uma nata doce...ai, de dar água na boca só de contar como eram.

Totalmente satisfeita, ainda provei a tradicional com lemon and sugar, e como não tinha lemon, foi com lime mesmo. O interessante é que o que chamamos de lemon (limão), aquela fruta verde e azedinha que usamos para fazer caipirinha é que é lime. Lemon eu ainda não descobri o que é, desconfio que seja limão siciliano.


E ainda teve pão do Danny com pastinhas para complementar a festança.

 Depois do jantar, homens e algumas mulheres foram assistir ao jogo Arsenal x Barcelona. Eu fiquei, junto com a Alessandra, conversando com a Rickie sobre o trabalho dela.

No intervalo, vem Thais e comenta: é uma experiência etnográfica assistir futebol com os ingleses. Ninguém grita! Nem um palavrãozinho...

O Arsenal, time da casa, perdeu o jogo, mas ninguém ficou de cabeça inchada por isso.

A casa deles é muito bacana. Data de 1906 e foi comprada praticamente original. Pelo que entendi, até a mobília veio junto.

Assim, minha terça feira de carnaval, ou shove tuesday, foi divertida. Depois de passar o dia trabalhando em casa, uma panquecada com companhia animada.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Hummmm Café...

Aqui em casa, os meninos não tomam café. Quando têm vontade, saem e compram um café com leite - caffe latte - to go. Por isso, para o café da manhã, comprei nescafé e misturo com o leite.

Mas eu andava com saudades de um café passado na hora...Aí ontem, no supermercado, descobri um produto que é ótimo! Porções de pó na quantidade exata para preparar uma xícara (meia taça) de café, colocadas em um saquinho filtro, que vem, cada uma, em um porta filtro.São 10 portafiltros com saquinhos de café para passar na hora. O preço das 10 porções é o mesmo do que o de um café com leite no modelo to go e mais barato do que se vc resolver beber na própria cafeteria, em xícaras de porcelana.
Pra quem tava com saudades, o café é bem bom!

Digamos que a natureza não fica muito agradecida. A cada xícara de café uma certa quantidade de plástico vai para o lixo. Mas a natureza também não fica agradecida ao café to go vendido nas diversas cafeterias de rede (Nero, Costa, Starbucks, Paul) e não rede (da universidade, por exemplo) da cidade. São milhares de copos de papel com tampas de plástico que vão para o lixo todos os dias. Arriscando uma estatística furada, acredito que a cada dez pessoas que vejo andando nas ruas, três portam um copo de papel com tampa plástica de café ou chá.

O café to go, como eu disse, é mais barato do que o café para tomar no lugar, servido em xícaras laváveis. Isto porque demanda o trabalho de lavar que tem que ser remunerado pelo dono da cafeteria.

Paga-se mais caro, mas a sensação de tomar o café na xícara é diferente.

Tanto discurso verde e tanto lixo sendo produzido nesta cidade. Como o discurso do Pret a Manger. A comida é orgânica, mas embalada em papel (reciclado) e plástico. As embalagens, em quantidades exorbitantes, vão para o lixo. Quantas vezes é possível reciclar papel? Ou o arroz doce que comprei no supermercado, orgânico, mas embalado em potes plásticos com tampa em papel alumínio grosso, como os potes de iogurte... Não seria mais coerente que a embalagem to go e as embalagens de plástico e papelão custassem mais do que o que, teoricamente, respeita a natureza?

Pois é, mas dá para entender o discurso verde que nasce no solo europeu e se espalha para os outros continentes. Eles realmente desperdiçam e, pior, continuam desperdiçando e querendo que a gente, lá no sul, se preocupe com a preservação do planeta!
Tem seu charme "hollywoodiano" sair pelas ruas carregando um copo de café.
Cena de filme, pra mim...hehhe

domingo, 6 de março de 2011

É carnaval!

Aí povo do Brasil e de outros lugares que vem aqui de  vez em quando me ler!! Bom Carnaval a todos.
Tá, já estamos na metade, mas aposto que estão todos na folia, ou no descanso. Aqui é que ninguém apareceu ontem e hoje!

E eu?Passei o sábado de carnaval passeando por Covent Garden, aqui pertinho e, à noite, fui assistir a um concerto de piano em Belsize Park, numa igreja muito bonitona, mas, triste para a pianista, vazia. A platéia tinha 10 pessoas.

O programa do concerto era em homenagem ao dia internacional da mulher, com uma pianista norte-americana tocando - Catherine Nardiello - que fez uma seleção de músicas só de compositoras mulheres, desde a esposa de Mendelssohn até umas contemporâneas que, provavelmente, nenhum dos meus amigos amantes da música já ouviu. Destacaram-se para meu ouvido muito pouco treinado, as peças de Nancy Van de Vate, Austríaca, e da Susan Nares, uma britânica que viveu na África e compôs inspirada pela música africana. Alegre, também, foi o Young People's carnival, composta por uma americana chamada H.A.A Beach em 1894.

Intervalo, a pianista está lá atras, de saia preta e blusa vermelha.

Domingão, acordei cedo, fiquei fuçando no computador, tomei banho, me arrumei pra sair - ia até o Albert e Victoria Museum. Mas minha caminha me chamou e dormi umas duas horas e meia. Talvez um cineminha mais tarde e era isso pro carnaval, por hora. Segunda será de trabalho e terça já tem alguma programação social, que conto depois.

sábado, 5 de março de 2011

Friday Night Fever...até parece!

Sexta-feira todo vivente que trabalhou bem na semana merece cair um pouco na gandaia. Era o que eu ia fazer ontem. Dançar com os amigos numa Cuban Night, em um night club no Soho, chamado Ronnie's bar. http://www.ronniesbar.co.uk/events

Marcamos de chegar lá por volta das sete horas, pois quem entrasse antes das oito não precisaria pagar o couvert.

Pontualzinha como tenho mania de ser, cheguei no horário mais ou menos combinado, pedi para procurar os amigos lá dentro e... ninguém.

O lugar é bem interessante, tem dois andares com dois shows acontecendo simultaneamente. Os ingressos pro de baixo já estavam esgotados há uma semana. Em cima era a "nossa" noite cubana. Portanto, só conheci a parte de cima que parecia legal, com uma pista de dança pequena, tinha tudo pra ser animado.

Como não encontrei viv'alma dos conhecidos, desci as escadas e fiquei esperando na frente do bar. Liguei para Juliano e Thais e nada de eles atenderem. Liguei para João e Alessandra, estavam a caminho.

Fiquei ali, em pé, observando o movimento no Soho. Lugar interessante na "naiti". Um frio do cão e o povo circulando pelas ruas. Pubs e restaurantes lotados. Gente de tudo quanto é canto do mundo...passavam falando italiano, espanhol, mandarim (acho eu), alemão ou línguas nórdicas. Uma energia gostosa pairava por lá. Especialmente pra quem tinha passado o dia em casa tentando escrever alguma coisa.

Quando finalmente Ale e João chegaram, já passava de oito horas. E, como Thais e Juliano não tinham mandado notícias, decidimos não pagar para entrar e, em vez disso, perambular um pouco pelas ruas. Fomos ver os pubs gays em que os moços dançam na vitrine, caminhamos por ruas super iluminadas procurando um lugar para sentar e tomar uma cerveja. Difícil, viu? Tudo lotado de gente. Música alta, boa pra dançar, mas não pra conversar, em vários dos pubs em que entramos. Por fim, saímos um pouco do circuito, encontramos um pub com mesas vagas e lá tomamos duas pints cada um (Ale tomou vinho).


Na saída, mais uma caminhada, desta vez cruzando a fronteira para China Town, pura luz colorida!

Perguntamos a uma dessas bicicletinhas de passageiros, quanto custaria para nos levar até a Holborne Station. 15 pounds! Fortuna! Nem pensar! Infelizmente, pq estávamos, os três, loucos pra passear na bicicleta!



Mesmo sem dançar na Cuban Night, demos boas risadas.

 
P.S. Hoje acontece a décima feijoada de carnaval na casa da Jania e do Pádua. Diversão e sabor garantidos para os convidados. Bebam muitas Originais por mim!

sexta-feira, 4 de março de 2011

Semana de trabalho

Três dias sem escrever e minha leitora fiel, Betina, reclamou! Fico feliz!

A semana foi cheia de trabalho, tanto que fiquei quase sem novidades para contar no blog.

Terça-feira fui à reunião dos estudantes de doutorado do Danny. Foi bem interessante. Discutimos o paper da Tiziana, uma moça italiana que escreveu sobre homens que trabalham como empregados domésticos na Itália. O que o trabalho destaca é o fato de que homens fazendo trabalhos que seriam de mulheres não são orgulhosos de seus trabalhos. Diferentemente das mulheres, eles não se envolvem com as famílias para as quais trabalham. Por outro lado, são mais valorizados do que as mulheres e suas "patroas" acreditam que se eles não fazem o serviço de casa em suas próprias casas isso é justificável pq eles ficam cansados de fazerem o trabalho nas casas delas. Machismo italiano! Eles são imigrantes que vão parar no serviço doméstico levados por suas próprias mulheres.

Depois da apresentação, regada a vinho e snacks, uma discussão sobre o trabalho. Em seguida, fomos todos jantar num restaurante japonês baratinho. O nível dos alunos - PhD - é bem bom. Diferente da galerinha da quinta que é do mestrado e ainda está engatinhando no mundo acadêmico.

No mais, fiquei em casa tentando desenvolver meu trabalho. Algumas ansiedades, alguns pensamentos de "não vou conseguir", muita leitura, tanto de livros teóricos quanto das minhas anotações e transcrições do campo, buscando dados para a escrita.

Ontem, quinta, fui assistir a aula do Danny que termina em pints no pub. Cheguei em casa, peguei uma carona no jantar dos meninos e fui dormir.

Acho que a arvorezinha tb anda pensando que não vai conseguir
Esta semana também foi a mais fria desde que cheguei, com a temperatura não passando de 5 graus. A chuva parou e hoje parece que o dia vai ser bonito. Mas vou ficar em casa para estudar. É dia de mandar para o Danny a produção da semana, que não foi muito concreta.

Ah, botei pilha na Thaís pra organizarmos uma festa de carnaval, mas acho que só rola como enterro dos ossos.