Desde que cheguei ao Rio, tive a oportunidade de participar de dois trabalhos feitos em equipe, coordenadas por pessoas diferentes.
Como todo trabalho, ambos tiveram seus momentos de estresse, ruídos de comunicação, mudanças de rumo no meio do trabalho e todas as dificuldades inerentes ao trabalho em equipe.
Mas houve significativas diferenças entre os dois trabalhos. Tanto na distribuição das tarefas e no que se esperava que cada membro fizesse, quanto na forma de coordenação dos grupos.
Ambas coordenadoras apresentaram dificuldade de objetivar o que, exatamente, era o trabalho. A primeira, porém, foi bem melhor do que a segunda.
Ambas realizaram reuniões periódicas. A primeira para corrigir rumos do trabalho, a segunda para desfilar seus conhecimentos repetitivos sobre o tema do trabalho, pouco ou nada objetivava do que se deveria fazer.
Nos dois grupos, havia momentos de digressão nas reuniões. O que, por si só, não é problema. A diferença entre a primeira e a segunda foi que, para a primeira, quando qualquer membro da equipe trazia o tema de volta ao rumo, ela voltava, já a segunda - dona do campinho e competindo com a equipe - não permitia que ninguém assumisse o papel de coordenador, mesmo que por alguns instantes.
A primeira deixou claro qual era a tarefa de cada um. A segunda apenas delegou a função de compilação de cada documento a ser entregue ao cliente para cada membro (na verdade, nem foi ela quem fez isso) e colocou a responsabilidade de criar os documentos sobre o coletivo - e aí, senhoras e senhores - o coletivo tem um problema, pq quando não dá certo, alguém terá que ser culpado. E o culpado acaba por ser aquele que ficou com a responsabilidade de compilar.
Os membros da equipe mais experientes em trabalhar com a segunda pegaram os seus documentos e coordenaram (não só compilaram). Aqueles menos experientes (que não conheciam a figura, como eu, mas não só eu), ajudaram nos documentos dos outros, pensando no coletivo. Por diversas vezes, trazendo o tema de seus próprios documentos para a reunião, porém sem conseguir fazer com que a equipe parasse para discuti-los, já que aquela que deveria coordenar preferia falar sem parar repetindo chavões a respeito da sexualidade e do gênero. Quer dizer, na hora de todos trabalharem nos documentos dos ingênuos que colaboraram com os outros, os outros (incluindo a coordenadora) tiraram o corpo fora.
Resultado: o bom trabalho foi aquele em que todo mundo participou, os outros, aqueles que todo mundo tirou o corpo fora, não ficaram como ela queria (mas como ela queria, mesmo? Em nenhum momento ela disse, mesmo quando perguntada. Apresentava-se a proposta e perguntava-se "é isso" e não vinha resposta, apenas mais um caso sobre a Africa subsaariana ou sobre as mulheres japonesas) e a culpa é de quem?
Trabalhar em equipe não é fácil. Coordenar equipe também não. Mas há que ter um mínimo de autoridade, objetividade e responsabilidade sobre a equipe e nunca, nunca mesmo, deixar as coisas estourarem. Um(a) bom (boa) coordenador(a), mantém todas as tarefas em mente e o cronograma também, não apenas o deadline, mas as tarefas a serem executadas para chegar ao deadline. Um(a) bom (boa) coordenador(a) não compete com a equipe. Não fica se vangloriando em reuniões. Ele ou ela trabalha junto com a equipe, corrige rumos, lê a produção dos outros, sugere alterações, reconhece o trabalho dos indivíduos e, acima de tudo, assume a responsabilidade quando algo não funciona! E nunca, nunca mesmo, desqualifica os membros da equipe que ele ou ela escolheu.
era isso. um grande desabafo!
Como todo trabalho, ambos tiveram seus momentos de estresse, ruídos de comunicação, mudanças de rumo no meio do trabalho e todas as dificuldades inerentes ao trabalho em equipe.
Mas houve significativas diferenças entre os dois trabalhos. Tanto na distribuição das tarefas e no que se esperava que cada membro fizesse, quanto na forma de coordenação dos grupos.
Ambas coordenadoras apresentaram dificuldade de objetivar o que, exatamente, era o trabalho. A primeira, porém, foi bem melhor do que a segunda.
Ambas realizaram reuniões periódicas. A primeira para corrigir rumos do trabalho, a segunda para desfilar seus conhecimentos repetitivos sobre o tema do trabalho, pouco ou nada objetivava do que se deveria fazer.
Nos dois grupos, havia momentos de digressão nas reuniões. O que, por si só, não é problema. A diferença entre a primeira e a segunda foi que, para a primeira, quando qualquer membro da equipe trazia o tema de volta ao rumo, ela voltava, já a segunda - dona do campinho e competindo com a equipe - não permitia que ninguém assumisse o papel de coordenador, mesmo que por alguns instantes.
A primeira deixou claro qual era a tarefa de cada um. A segunda apenas delegou a função de compilação de cada documento a ser entregue ao cliente para cada membro (na verdade, nem foi ela quem fez isso) e colocou a responsabilidade de criar os documentos sobre o coletivo - e aí, senhoras e senhores - o coletivo tem um problema, pq quando não dá certo, alguém terá que ser culpado. E o culpado acaba por ser aquele que ficou com a responsabilidade de compilar.
Os membros da equipe mais experientes em trabalhar com a segunda pegaram os seus documentos e coordenaram (não só compilaram). Aqueles menos experientes (que não conheciam a figura, como eu, mas não só eu), ajudaram nos documentos dos outros, pensando no coletivo. Por diversas vezes, trazendo o tema de seus próprios documentos para a reunião, porém sem conseguir fazer com que a equipe parasse para discuti-los, já que aquela que deveria coordenar preferia falar sem parar repetindo chavões a respeito da sexualidade e do gênero. Quer dizer, na hora de todos trabalharem nos documentos dos ingênuos que colaboraram com os outros, os outros (incluindo a coordenadora) tiraram o corpo fora.
Resultado: o bom trabalho foi aquele em que todo mundo participou, os outros, aqueles que todo mundo tirou o corpo fora, não ficaram como ela queria (mas como ela queria, mesmo? Em nenhum momento ela disse, mesmo quando perguntada. Apresentava-se a proposta e perguntava-se "é isso" e não vinha resposta, apenas mais um caso sobre a Africa subsaariana ou sobre as mulheres japonesas) e a culpa é de quem?
Trabalhar em equipe não é fácil. Coordenar equipe também não. Mas há que ter um mínimo de autoridade, objetividade e responsabilidade sobre a equipe e nunca, nunca mesmo, deixar as coisas estourarem. Um(a) bom (boa) coordenador(a), mantém todas as tarefas em mente e o cronograma também, não apenas o deadline, mas as tarefas a serem executadas para chegar ao deadline. Um(a) bom (boa) coordenador(a) não compete com a equipe. Não fica se vangloriando em reuniões. Ele ou ela trabalha junto com a equipe, corrige rumos, lê a produção dos outros, sugere alterações, reconhece o trabalho dos indivíduos e, acima de tudo, assume a responsabilidade quando algo não funciona! E nunca, nunca mesmo, desqualifica os membros da equipe que ele ou ela escolheu.
era isso. um grande desabafo!