quarta-feira, 29 de junho de 2011

Meus dias em Floripa. Fui ao FAM

Hoje faz nove dias que voltei. Já estou mais centrada. Mesmo assim, em alguns momentos, bate um pouco de melancolia. Vontade de estar em Londres ainda. Respirando aquele ar de cidade grande. Com as facilidades que as cidades grandes, em países mais desenvolvidos, oferecem.

O clima, nesses nove dias, só deu trégua duas vezes, com um lindo céu azul e sol para aquecer e secar a roupa. O resto do tempo (hoje também) choveu.

Nos dois últimos dias fui ver os curtas do FAM - Florianópolis Audiovisual Mercosul. Festival que acontece há quinze anos na cidade. Era mais divertido quando acontecia no CIC. A gente ia para assistir os filmes e ficava horas no bar, tomando cerveja, jogando conversa fora, encontrando pessoas. Por conta de uma reforma inacabada e, parece, inacabável, o festival se mudou para a UFSC. Não dá para beber, não tem onde sentar e as pessoas ficam no saguão como quem fica na recepção de um congresso. Apenas vêem e são vistas.

Dos 11 curtas que assisti em dois dias lembro pouco. Nenhum me chamou a atenção. Para nenhum eu daria nota máxima. Destacaram-se alguns, mas nenhum eu diria que é imperdível. Um argentino e um chileno foram os melhores que vi.

Das produções catarinenses, um vídeo realizado em Joinville, com pouquíssima  verba e um enredo "surpreendente" (entre aspas, pq não é tão surpreendente assim), foi o que mais gostei. Daqueles catarinenses que tinham muita verba (o que se observava pela produção e qualidade das imagens, além do agradecimento ao governo do estado nos créditos) nenhum era bom, são filmes chatos, com narração em primeira pessoa e em off e imagens que só servem para ilustrar o texto, quase fotos. Bem sem graça e completamente sem emoção, apesar dos textos "pseudo-poéticos". Falo dos dois que assisti. Pena. Seria bom ver o povo investindo o dinheiro público em material de qualidade que não fosse apenas técnica.

Outra coisa que chama a atenção no FAM é a mistureba na organização dos filmes a serem exibidos na mostra de curtas. Colocam num mesmo bloco trabalhos de conclusão de curso de jornalismo e filmes com muita verba. Aí fica difícil né, hein?

Destaco um tcc de jornalismo, em que a menina, aspirante a repórter, faz um "documentário" sobre o Ferreira Gullar. Gente, vergonha alheia é o mínimo que eu senti da menina completamente despreparada para entrevistar o cara. Se percebia o tratamento típico da juventude frente às pessoas mais velhas. Sabe aquela voz que se faz com crianças (e com velhos) que parece mais um desdém ao conhecimento do velho? Ele falava as coisas e ela repetia com um tom desqualificador, sei lá como descrever. Lá pelas tantas, ela pergunta a um poeta reconhecido e homem ainda vivo: "O senhor foi um homem de muitas mulheres?" Como assim? Ele ainda é um homem! Acho que eu estou ficando velha e o tratamento dado aos velhos que desrespeita toda a experiência que eles têm me incomoda. Mas são características da juventude, que não tem noção do que vem pela frente. Talvez Ferreira Gullar tenha percebido isso e se divertido com a ingenuidade da repórter.

No mais, a vida volta ao normal. Estou em busca da Rotina dos meus dias. Tenho um alvo, mas está difícil traçar as pequenas rotas cotidianas que me levarão a ele. Enquanto isso, a vida doméstica se reorganiza. Alimentar o Frederico, fazer sopinha para o jantar, lavar roupas e estender a cama todos os dias, entre outras atividades que, não apenas para manter a vida funcionando, servem para ocupar as horas, entre uma passadinha no computador e algumas páginas de leituras.

domingo, 26 de junho de 2011

Garagem Ecologicamente Correta

Chamou-me a atenção a garagem do meu prédio. Não era assim. Fiquei animada com tanta bicicleta e nenhum carro. (pensando bem, os carros sairam e as bicicletas ficaram. Tudo bem. Tá chovendo)


Alguma animação na volta, que, junto com o carinho dos homens da minha vida (Alf, Dani e Fredinho) os almoços com e as visitas de amigos me ajudam a encarar a chegada.

Por outro lado, Floripa está meio complicada. Não só pelo tempo que foi feio a semana toda, cinza e chuvoso, mas também pela violência. Na terça, chegando na Lagoa da Conceição lá pelas nove horas da noite, testemunhei o roubo de uma ótica. O cara, no meio do movimento, quebrou a vitrine para roubar os produtos expostos. Teve ainda a notícia do "tarado da lagoa" que foi preso e, hoje, mais de 70 detentos fugiram do presídio da capital. Aí fica difícil ficar contente por ter voltado.

Amanhã é preciso encarar a realidade e começar a trabalhar. Muita coisa a fazer. Um caderno e uma caneta estão a postos para receber as anotações das providências que preciso tomar, dos trabalhos que preciso organizar, etc.

Quanto ao tatilidades, vai continuar, mesmo que com menor frequência, sempre terei o que contar por aqui. Afinal, a vida não para e sempre há coisas acontecendo para serem guardadas na memória virtual.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Agradecimento público ao Gu e ao Marcus

Hey, Guys,

Miss you! Thank you for everything! You were (are) great.

Gustavo com as dicas. Marcus com a disposição em ajudar a fazer programas.

O favela's room me faz falta...na primeira noite aqui, acordei esperando ver o papel de parede na minha frente.

Beijos

Agradecimento público à Marina

Marina,

Cheguei em uma casa arrumadinha, com as flores e plantas crescidas (em melhor estado do que deixei), o gato feliz e menos magrinho. Todos os indícios de que teve muita vida e muito amor neste apartamento enquanto estive fora.

Obrigada!


terça-feira, 21 de junho de 2011

De volta - Jetlag

Cheguei! Estou em casa!

Ainda não sei bem o que isso significa. Confesso que dá uma certa tristeza saber terminada a aventura. Dá uma certa agonia ter que colocar a casa em ordem de novo, roupas, livros, cacarecos. Passei a manhã de hoje desmanchando malas, recolocando os livros nas estantes do meu quarto, liberando o espaço do escritório para depois vir faxinar aqui.

A pergunta que me faço: pra quê tantas coisas? Preciso pensar melhor, mas a princípio me parece que ter uma casa cheia de coisas é tão desencessário. Coisas das quais a gente não quer se desfazer, ou nem sabe bem como se desfazer, mas que não usa e até esquece que tem e que viram um problema quando os armários ficam lotados. Isso que nem comecei a mexer nos papéis. (mesmo assim, preciso de calças jeans. me desfiz de quase todas as que tinha).

Tem também as coisas a consertar na casa, que dão preguiça: a lâmpada queimada da cozinha, a da sala também, as persianas a serem trocadas...reposições em geral. Ai, que preguiça.

Acho que eu viveria em um Bed and Breackfast numa boa. Num lugar em que esses detalhes de manutenção não fossem problemas meus, mas com cara de casa pra não ser tão impessoal. Um lugar onde eu só acumulasse as roupas, os livros, a câmera fotográfica e um computador com acesso à internet. Não sou, nem nunca serei, uma boa dona de casa...

Mas voltar tem seu lado bom - encontrar as pessoas queridas daqui, rever o Frederico e me certificar de que ele não me esqueceu (já está aqui esfregando o rabo na minha cara enquanto escrevo).  Qual mais?

Ainda estou no jetlag, não consigo achar graça em ter chegado em casa, em voltar pra rotina de responsabilidades, manutenções, reposições, pagamentos...

Assim que eu puder, viajo de novo e de novo e de novo. O mundo é tão grande. Tem tanta coisa pra gente conhecer.


domingo, 19 de junho de 2011

Malas prontas, sem balanço final...por enquanto.


Quase cinco mesese embalados em duas malas e uma mochila.
Malas prontas, esperando o taxi para Heathrow. Fim da etapa. Início de uma nova (a escritura da tese, pelamordedeus, Maria!).

Tenho medo de começar a escrever um balanço das experiências desses últimos quase cinco meses e começar a chorar copiosamente. A verdade é que já estou chorando só de pensar nessa possibilidade.

Melhor, então, relatar a feijoada de ontem. Uma festança para que o povo pudesse dizer "até breve" para mim e para a Rosana (amiga da Alessandra que também volta para o Brasil esta semana).

Chegamos ao restaurante aos poucos, a partir da uma da tarde.  Brasileiros que se prezem não chegam todos no mesmo horário em uma festa. Ficamos lá até as cinco - ainda bem que o restaurante é de uma mineira, ela entende que a gente não se reúne só para almoçar. Éramos 10 brasileiros, uma italiana (Sílvia) e uma grega (Lida). Tudo muito gostoso, divertido e barulhento, como deve ser uma festa.


Silvia, Rosana, Eu, a dona do restaurante, Alessandra, João Juliano, Guto, Thais e Lida
De lá, partimos para a casa da Ale e do João, de metrô, fazendo barulho e dando risada a ponto de chamar a atenção do rapaz que estava sentado do meu lado, que queria saber de onde éramos. Conversamos um pouco: ele é americano, mora na Alemanha e está em Londres para duas semanas de intercâmbio com a Scotland Yard...apesar disso, disse ser um cara divertido. Não deu para conversar mais, chegamos ao destino.

Bagunça na Rosslyn Avenue - Belsize Park, a caminho da casa do João e da Ale
Ficamos com João e Ale até quase 11 horas da noite, batendo papo, tomando chá e fazendo barulho. Cada vez que eu ameaçava ir embora, eles reclamavam. Me senti tão acarinhada: não queriam que eu partisse.

Fazer novos amigos de infância, unidos por uma situação comum: estar vivendo em uma cidade diferente, com língua, cultura, hábitos diferentes, apesar das diferenças de idade, é bom demais. Vou levar todas essas pessoas comigo, no coração e na memória (às vezes a gente soa meio piegas, mas é isso mesmo, fazer o quê?).

Hoje fui tomar café com o Gu e com o Marcus para nos despedirmos. Foi bom. Depois voltamos para casa e eles saíram para um barbecue. Fiquei emocionada na despedida e tenho certeza de que os dois também ficaram. Entre ontem e hoje despediram-se da Lu e de mim.

The sisters in the bus
Vou sentir falta do metrô, dos cafés to go, das refeições prontas, das pessoas, da biblioteca da UCL, das coisas que vi e  das que não consegui ver em Londres, uma cidade tão rica em história e cultura que é impossível conhecer em quatro meses. Já sinto falta, também, de estar a duas horas de distância da minha filha, em Paris (pensar nisso abre a torneira aqui).

Beijos, London! (nessa foto, Rosana, que tb volta para o Brasil)
Agora é voltar para o Brasil, com um monte de gente querida me esperando por lá, Daniel, Alfredo, família e @s amig@s querid@s e muito trabalho para colocar a casa em ordem.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

olhando de trás pra diante, nem dá para acreditar...

Hoje choveu o dia todo em Londres. Fiz com as minhas "guiadas" um passeio bem legal. Primeiro levei-as ao Freud Museum (uma é psicóloga e a outra psicopedagofa, tudo a ver). Depois fomos para Abbey Road, onde tiramos fotos atravessando a faixa de pedestres dos Beatles. Parecíam(os) adolescentes, dando risadas emocionadas com a possibilidade de atravessar uma simples faixa de segurança que também foi atravessada pelos ídolos da adolescência (especialmente da adolescência da Lu). Dali, fomos para Hampstead olhar jardins de casas lindas e lojinhas charmosas. Comemos fish and chips e, quando vimos, já eram seis da tarde. Durante o passeio, passamos em alguns pubs bem antigos (1700 ou antes) e tomamos algumas Half Pints. Tudo muito divertido e agradável. (As fotos de hoje estão nas máquinas da Lu e da Paulinha, por isso, o post está sem imagens)

Na despedida da Paulinha (ela voa para Torino amanhã cedo), choramos na estação. É a primeira vez dela na Europa. São os dias finais da minha aventura em Londres. Não tem como não se emocionar.

A Lu eu ainda vejo amanhã pela manhã e, quem sabe, à noite.

Agora, vendo o blog de trás pra diante, nem tão de trás, nem dá para acreditar tudo o que passei, vi, aprendi, senti na Inglaterra, depois na Grécia e na Turquia. Sou privilegiada. E, começando a arrumar as malas, percebo mais fortemente que vou sentir falta de tudo isso e que as fichas continuarão a cair quando eu estiver de volta ao Brasil.

Mas vamos que vamos, que ainda não acabou. Amanhã, feijoada com meus amigos de Londres para despedida....será que vou chorar?

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Canseira da boa

Esses dias com Ana Paula e Lu por Londres têm sido bem caminhados! Quase dava para cantar: caminha um pouquinho, descansa um pouquinho, 99 quilômetros.

Ontem andamos mais de 8 horas sem parar. Hoje, o programa foi fazer comprinhas na Primark e depois passear por Camden Town olhando lojinhas! Foi o dia de shopping da viagem delas (e meu também, pois obviamente não resisti aos preços da Primark e já que era para esperar na fila para pagar...).

Divertido, mas estou quebrada. Elas também. A Lu distribuiu Dorflex pra galera pra aliviar as dores musculares resultantes das intensas caminhadas.


Primeira parada de ontem - Covent Gardens.

Lindo jardim na parede em Trafalgar Square (National Gallery)

Visitinha ao Primeiro Ministro

Ana Paula e Lu, St James Park


Como não tirar foto em frente ao Palácio de Buckingham?
Amendoim tão gostoso que nem dava pra fugir da foto
De barco pelo Thames

Resumo: turistagem total na minha última semana em Londres (desta vez!) 



quarta-feira, 15 de junho de 2011

Agito...

Cheguei de Paris ontem, fui direto pegar Ana Paula em outra estação, viemos em casa para largar minha mochila, fomos até o hotel dela, deixamos a mala lá, saímos para caminhar pela beira do Thames para ela já conhecer alguns pontos turísticos...agito total.

Hoje Lu e Ana Paula vieram para cá e partimos para uma loooooooooooonga caminhada pelo centro de Londres. Mais pontos turísticos visitados.

Destaque: a emoção da Paulinha ao ver as obras de Monet, Manet, Velasques, Renoir, Van Gogh na National Galery e a alegria da Lu por andar na London Eye...Ambas adoraram Covent Gardens. Foi um dia cheio...amanhã teremos mais.

(registro escrito por absoluta preguiça de  baixar fotos neste momento).

terça-feira, 14 de junho de 2011

Rapidinho para anotar a experiência em Atenas

Atenas foi um pouco decepcionante nos dois primeiros dias. Depois que parou de chover no domingo, resolvemos ir até o Museu Arqueológico que fica a poucos minutos do hotel. Erramos a entrada e fomos parar num lugar sinistro: a "cracolândia" de Atenas. Foi amedrontador. De um lado, polícia em quantidade. Do outro, drogaditos mal encarados. Demos meia volta e fomos pedir orientação aos policiais que nos explicaram o que acontecia ali e indicaram o melhor caminho para chegar no museu. Toda essa emoção para chegar lá e o museu estar fechado por falta de pessoal. Tudo o que eu queria, naquelas alturas, era voltar para o hotel e ficar lá até a hora da partida.

A segunda, dia da partida, por outro lado, foi mais legal. Caminhamos pelo centro histórico e começamos a nos ambientar melhor na cidade e aproveitar da simpatia dos gregos com os turistas. Pelo menos, não saímos de lá com a má impressão.

Agora estou fazendo hora, em Paris, para pegar o trem de volta a Londres, onde começa a maratona da última semana da viagem. Ana Paula estará me esperando lá para passear, assim como minha irmã Lu e eu ainda tenho que arrumar as malas, fazendo com que 4 meses de Londres e mais 15 dias de passeio caibam em duas malas e uma mochila. Algumas coisas ficarão para trás, como as caixas que comprei para me organizar - pena, adorei essas caixas. Elas guardaram, por algum tempo, uma série de importantes objetos.

Sem fotos, de novo...não dá tempo.

domingo, 12 de junho de 2011

No décimo quarto dia choveu

Voltamos de taxi para o hotel já que a chuva nos pegou no meio de uma avenida em que olhávamos as mansões onde estão instalados embaixadas e ministérios, sem um restaurantezinho sequer para que pudéssemos sentar e esperar ela passar.

Na verdade, tentamos esperar em baixo de um abrigo de ônibus, onde, por uns 40 minutos, conversamos com Tassos, um rapaz grego desempregado que, como nós, esperava a chuva passar. O papo rolou sobre assuntos variados, desde a economia da Grécia que vai de mal a pior até as melhores ilhas para ver o fundo do mar, passando pela água de Atenas que é "a melhor do mundo", segundo ele.

Antes da chuva, deu para passear um pouco pelo centro da cidade, ver algumas igrejas antigas (dos séculos XI e XII) e assistir o finzinho da troca da guarda - que uniformezinho bailarina que os guardas usam! -, passando pelos manifestantes acampados em frente ao parlamento. Segundo Tassos, o governo da Grécia é muito ruim, tem que fazer manifestação mesmo. Mas ele também afirmou que os gregos são preguiçosos e que, por isso, não conseguem trabalho em outros locais da Europa (ele falava dele mesmo. Aos 30 anos provavelmente ainda mora com os pais, estava bem vestido e acha que tentar a vida em outro país é ruim pq não tem a família para dar suporte).

Atenas está uma cidade suja, com muitas pichações pelas paredes, lixo pelas ruas, enfim, sinais da crise econômica que podem ser identificados por todos os lados onde se olha. Pena...pra falar a verdade, não me empolguei com a cidade como gostaria de ter me empolgado. Um pouco por essa pobreza que é aparente mesmo onde não deveria, um pouco, talvez, por ser já o fim da viagem.

De modo geral, até que demos sorte, em uma viagem de 15 dias, só pegamos chuva hoje.

sábado, 11 de junho de 2011

Fethiye, Rhodes, Atenas

No caminho de Fethiye para Atenas, paramos em Rhodes durante algumas horas para esperar o Ferry. Já tínhamos combinado que deixariamos para conhecer a Old Town nessa parada. Gastamos as horas perambulando pelas ruelas...vale a pena!

Gill e Jude - Australiana e Neozelandesa que conhecemos em Fethiye.
Jantamos no mercado de peixes da cidade na última noite.
Fato interessante: compra-se o peixe em uma das peixarias e entrega-se para um dos restaurantes preparar.
Divertido.
Em Atenas, fomos à Acrópolis,onde conhecemos um brasileiro que também vive em Paris - Gusttavo Henri Borges - que acabou virando nosso "amigo de infância". Com ele fomos até o Museu da Acrópolis que é super legal. Fica num prédio moderno, foi inaugurado há pouco, e é possível ver um monte de obras anciãs restauradas com cuidado especial. Como disse o Gusttavo, ali, diferente do Louvre ou do British, tem-se a clara sensação de que as obras estão no lugar a que pertencem.
impossível cansar do azul desse mar. Impossível tb tirar os óculos escuros.
Rhodes.
No museu não se pode tirar fotos. O que não foi problema para mim, considerando que minha máquina ficou sem bateria no primeiro clic em Atenas...

Nos chamou a atenção, hoje, como está tudo a preços bons em Atenas. Almoçamos no restaurante do Museu - local que se esperaria que fosse caro - por 6 euros cada um. Tá valendo planejar uma viagem para cá! Assim como a Turquia, mais barata ainda! O mesmo souvenir que aqui na Grécia custa 1 euro, lá custa 1 lira turca. (o câmbio, para dar uma ideia, é 1 euro = 2,3 liras)

Só a pé ou de scooter nessas ruazinhas da Old Town em Rhodes.
Mas os gregos não se preocupam muito com isso e passam de carro por vielas pouco mais largas que essas.

De volta à Grécia

Escrevo do Ferry. Estamos quase chegando em Atenas, última etapa da viagem.

Nosso último dia na Ásia foi interessante. Visitamos Kaia Koy, uma cidade abandonada pelos Gregos, na costa da Turquia, em 1923. Abandonada não é a palavra ideal. A população deixou a cidade por conta de uma negociação entre Turcos e Gregos que determinava a permuta de habitantes cristãos e mussulmanos entre os países. A população grega da cidade foi toda embora deixando casas e igrejas intactas. O tempo, um terremoto e a população vizinha se encarregaram de transformá-la em cidade fantasma. É muito impressionante pensar que umas duas mil casas ficaram inabitadas.
A cidade é grande, cobre duas colinas com suas casas sem madeirame e sem telhados.


Da Turquia, nesses cinco dias, ficaram muitas impressões. A maior parte boa. As praias são mais bonitas de longe. Se eu fosse viajar por la, de novo, iria de barco, entrando em cada recorte do litoral e, do barco, partiria para conhecer as relíquias históricas que existem em terra.

Bom, vou lá fechar a mala, estamos quase chegando....

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Quase uma roubada e eleições

Quando um passeio por um lugar super bonito pode se tornar quase uma roubada: compramos com o dono da Guest House um passeio para Dalyan, onde se pega um barco para descer pelos canais no meio do mangue e ir a uma praia chamada Iztuzu beach, que é uma reserva natural onde as tartarugas põem seus ovos. Parece fantástico, não?
Verde canal que leva ao mangue e a Iztuzo beach

E seria, pois a praia é bonita,a primeira com ondas que vi no Mediterrâneo, e o mangue também. Do barco, se vê tumbas esculpidas nas rochas que são impressionantes. Há também, para o outro lado, uma piscina de lama e outra de água sulfurosa, que dizem fazer bem à pele. Nos embarramos e mergulhamos na piscina fedorenta...legal.



A operadora veio nos buscar em casa em uma van e nos levou até um ônibus. Aí começou a roubadinha. No ônibus, o guia pegou o microfone e começou a falar sem parar. Ai, tudo o que queríamos era ir ver a praia e as tartarugas. Teve um lado bom: ele falou um pouco da cultura local, contou a história das tartarugas, deu uma série de informações. O problema foi o estilo stand up comedy. 

Mas a roubadinha não para aí. Tudo cronometrado, é uma excursão, primeiro se entra no barco para ir até a lama. Um fotógrafo da excursão vai tirando foto das pessoas elameadas. O guia faz uma fantasia de diabo com a lama e tira fotos com todos os turistas. Organiza o grupo para fazer poses engraçadas para o fotógrafo. Faz piadas com todo mundo...depois, as fotos serão vendidas em CDs para a alegria dos turistas.
o comediante. Competente em seu papel.
Da lama, o barco vai para um restaurante em que mesas compridas estão reservadas para o grupo. Self-service, a comida é boa e está incluída no preço da excursão, mas a bebida é paga a parte...e o preço? no mínimo o dobro do normal, claro!

Do almoço, volta para o barco para descer o mangue. Para nas tumbas para fotografar, novas piadinhas e histórias. Segue pelo mangue até a praia. Paga-se mais 3 liras para entrar na praia (justo o pagamento, é uma reserva). Tem-se uma hora para ficar na praia. Volta para o barco. Vai até um outro barco ancorado no mangue para ver tartarugas. Nesse barco, eles atiram linhas com iscas para chamar as tartarugas para os turistas verem - pobres bichos. Os turistas também vêem os caranguejos azuis e são convidados a provar (pagando 10 liras por um caranguejo). Dali, segue-se até onde os ônibus estão e, de ônibus, para um café que é, na verdade uma loja de lembrancinhas, cuja "atração", além das compras, são as cegonhas e avestruzes (esses importados para a Turquia). Volta para o ônibus, e segue para o "Fethiye gold center", onde o gerente de marketing dá explicações sobre as jóias produzidas na Turquia e informa os turistas que, na Turquia, não se cobra taxas para a comercialização de ouro...depois de uns cinco minutos falando, libera a galera para "olhar" as jóias da loja...

A minha ficha demorou para cair nessa roubada. Betina ficou incomodada desde o início. Fez cara feia para o fotógrafo que desistiu de nos fotografar e tentar vender o CD, foi educada mas não muito simpática com o guia, que se esforçou para enturmá-la sem grande sucesso.

No geral, perdemos um precioso tempo de curtir o mangue e a praia em lojas que vendiam coisas que não nos interessavam. De qualquer maneira, o passeio valeu, mas se eu tiver que aconselhar alguém em relação a esse passeio, sugiro procurar mais informações para ver se é possível ir até o local de ônibus comum, pegar um barco ônibus  e ir pelo mangue até a praia...não sei se dá ou se está tudo privatizado para explorar o turismo dessa forma tão...qual será a palavra?

Na volta, a rua que leva à Guest house estava fechada por conta de um comicio. No próximo dia 12, haverá eleições na Turquia e a campanha está no seu auge...(não tem folhetos voando e sujando as ruas!). E foi super agradável cruzar aquele movimento de "esquina democrática" mesmo que eu não tenha muitas informações sobre a política na Turquia, nem saiba detalhes sobre o que pensa cada partido. Fui introduzida ao assunto em algumas conversas, mas não consegui ainda formar uma ideia concisa. Assim que, teria que pesquisar para contar aqui. O que, acredito, os leitores, se quiserem, podem também fazer...
Música e dança no comício
Estandarte exposto no bar do banho de lama do Sultão - Fundador da República Turca
Kemal Ataturk - está por todos os lados.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Relatos de um dia em Fethiye

Passeamos na feira da cidade que acontece todas as terças-feiras. Fizemos algumas comprinhas, tiramos fotos dos coloridos legumes e frutas, provamos "chais" e comemos a típica panqueca turca. Tudo muito agradável, pois o mercado não estava lotado e podíamos caminhar livremente entre as barraquinhas que, como qualquer mercado, vendem de roupas à comida. O must da experiência foi barganhar. Afinal, na Turquia tem que barganhar ou o comerciante fica frustrado. O problema é que a gente sempre sai na dúvida se fez um bom negócio.

Antes, passamos nas ruínas de um castelo medieval e nas tumbas esculpidas nas rochas. Apesar de serem negociantes, os turcos, pelo menos em Fethiye, ainda não começaram a cobrar para visitar os sítios arqueológicos. O que não é bom, pensando bem, pois os riscos de destruição e perda dessa memória são grandes, além de não ter ninguém para explicar os detalhes do lugar. É assim, também, com um anfiteatro de antes de cristo no meio da cidade, que está sempre sendo usado por jovens para bater papo nos degraus.

Na volta para o hotel, Betina quase foi atropelada, chegou a bater no carro que passou a mil pelo sinal de pedestres. O trânsito, aqui, é caótico: . eles não usam pisca pisca, não respeitam sinal vermelho e o pedestre que se cuide. Mesmo com sinal para pedestres atravessarem, os motoristas não param nem diminuem a velocidade. Foi um susto e tanto para nós duas. Mas só susto.

À tarde fomos ao Hamam - banho turco, com direito à sauna, esfoliação, banho de espuma com massagem e xampu. O banho em si é legal, mas a sauna me deixou agoniada. Não entendo bem qual o prazer de ficar em um espaço fechado, suando em bicas, respirando ar quente que queima o nariz. Me bateu desespero antes mesmo dos 10 minutos programados. Saí correndo e fui dar "esporro" pq tinha sido esquecida na sauna. Eles não entenderam bem o que eu dizia, mas me deram água e me passaram para a próxima etapa - o banho propriamente dito. Tadinha da Be que deixou a sauna por minha causa. Ela gosta...

Compramos, além do banho, uma massagem relaxante de 45 minutos...aí sim, começa a minha língua. Adoro massagem!

Nesta rápida experiência na Turquia, deu para perceber que poucos são os turcos, nas ruas, que falam inglês. Mas a maioria sabe recitar, em inglês, os preços das coisas que querem nos vender. Qualquer pergunta que a gente faça, um pouco mais complexa, é respondida com cara de interrogação. E, para chamar nossa atenção, os comerciantes dizem: "hello, ladies. Where are you from?" Ou tentam adivinhar de onde somos, chutando inglesas, holandesas e outras nacionalidades européias. Divertido, mas cansativo às vezes.

A experiência de ficar hospedada em um hostel, ou guest house, em um lugar quente como Fethiye também é especial. Como nos quartos é muito quente, o povo fica na parte social e socializa geral, Aqui tem gente de todas as idades, não só gurizada viajando, E isso torna tudo muito mais interessante. De manhã, tomei café com um americano de seus 50 anos e uma neozelandeza de seus 70. Trocamos longas ideias sobre a minha tese (não dá para dizer que não trabalhei esses dias). À noite, fiquei novamente com a neozelandesa e um turco super simpático trocando informações sobre cultura, política e religião de nossos países. Papo que começou por volta de sete horas da noite e acabou às 11h. Enquanto Betina termnava de ler o livro no qual estava viciada. Muito bom!





segunda-feira, 6 de junho de 2011

Homenagem ao meu pai e aprendendo um pouco da cultura e do idioma.

Eu estava com saudades de passear de barco. Ir de praia em praia. Mergulhar em cada parada. Programa que fiz muitas vezes com meu pai.

No primeiro mergulho nas águas verdes e azuis do Mediterrâneo, veio a lembrança dos passeios que fazíamos com ele, tanto os do Guaíba quanto os de Florianópolis e os de Recife. Ao tomar a primeira cerveja do dia (foram só duas) chorei de saudades do velho Capitão Rubão e suas divertidas aventuras regadas à "grades" de cerveja com família e amigos pelas águas do nordeste em seu barco Carpinteiro.

O passeio de hoje é chamado aqui de 12 ilhas. Na verdade, são 6 paradas para mergulhar, com duração de 6 horas e direito a almoço a bordo - comemos um peixe grelhado delicioso. Em uma das pernas do passeio, eles até levantaram a vela. Que saudades que eu tinha, sem mesmo saber, de velejar.Ou seja, foi um dia perfeito de sol, mar e tranquilidade, já que o barco não estava cheio e pudemos nos atirar nos colchões espalhados pelo convés. 

O litoral de Fethyie é todo recortado, com várias ilhas, baías e enseadas, lindo de ver e curtir. Claro que estou bronzeada e, quando chegar ao Brasil, ninguém vai acreditar que estive em Londres para estudar! 


Na volta, mortas de fome, fomos jantar no primeiro restaurante que encontramos entre o hotel e o centro da cidade. Um restaurante não preparado para receber turistas, pois o cardápio estava todo em turco e o dono pediu ajuda a uma cliente que falava inglês para nos atender. Medina, a cliente solícita, nos introduziu a uma bebida (sem álcool) feita de iogurte, típica da Turquia. Eu gostei, Betina não gostou muito. 

No final do jantar, Betina pediu "can you bring our check?" e, em vez da conta, recebemos chá. Como Medina já tinha ido embora, achei que o dono do restaurante tinha entendido errado nosso pedido, confundindo "check" com chá. Mas não, ele estava tão contente com nossa presença que nos ofereceu o chá e, em seguida, veio conversar. Não nos entendemos muito bem, mas gastamos um bom tempo tentando (nós em inglês, português e francês e ele em turco) e alguma comunicação aconteceu. Tanto que ele até nos serviu outro chá e nos convidou para ir lá amanhã prometendo que prepararia uma comida bem típica da Turquia. Ele, que se chama Nagib, e outro senhor nos ensinaram a dizer mãe e filha em turco, assim como "muito obrigada":

"teşekkür ederim", que se pronuncia "techecur edrim" = Thank you.
"Anne ve Kizi", que se pronuncia "Anévkuzim" é mãe e filha.
"Ben" é eu. 

Posso agora me apresentar em Turco "Ben Beth".

Enquanto escrevo aqui, escuto a reza no auto falante da Mesquita. Curiosidades e mais curiosidades sobre essa cultura às vezes tão diferente e às vezes tão igual.

Os turcos parecem ter um enorme prazer em nos apresentar sua cultura. Da língua à comida, tudo é motivo para explicações, como fez o dono de uma banquinha no mercado nos ensinando a preparar café turco e contando que se uma mulher ao conhecer a sogra não preparar o café corretamente será considerada inadequada para o casamento e outras histórias de profetas que os produtos que olhávamos introduziam.


Mais inglês do que na Inglaterra

Chegamos em Fethiye, na Turquia na manhã de ontem, vindas de Rhodes em um barco "voador". A viagem leva uma hora e meia. A primeira metade foi desconfortável. O barco pula e dança sobre o mar e, dentro da cabine é meio abafado. Só na segunda metade descobri que poderia sair para respirar ar fresco e receber o vento no rosto (não tem como ficar mareada com o vento batendo no rosto).

Fethyie é uma cidade linda, a paisagem muda bastante da Grécia para a Turquia: mais verde, mais barcos no mar, mais azul ainda no céu. Fiquei encantada. São muitas belezas naturais a serem descobertas, de acordo com os guias e informações que recebemos.

Do nosso hotel, ou melhor Guest House, para o mercado (centro da cidade) a caminhada é bem curta e a gente vai estranhando a língua e os hábitos.

A guest House, super bem cotada no Tripadvisors, é simpática, especialmente por causa de seu proprietário, que organiza os passeios dos hóspedes. Foi assim conosco: depois de conversar um pouco ele decidiu o que fariamos na segunda, terça e quarta-feiras. Para nós, excelente, não precisa pensar muito. Porém, as instalações deixam bastante a desejar: o banheiro não tem box, toma-se a ducha de tal forma que tudo fica molhado (pelo menos, tudo seca logo). A tampa do vaso está quebrada. A janela não escurece muito, o armário é de acampamento...Mas está lotada de turistas ingleses, americanos e neozelandeses.

Ontem fomos para Oludeniz (já falo sobre esse lugar), depois de alguma dificuldade para encontrar o miniônibus que leva até lá, perambulando pela cidade e sendo abordadas por todos os vendedores do mercado...bom, estamos na Turquia, não podemos reclamar dos mercadores. Betina, que já está "afrancesada", chegou a se incomodar com as abordagens, pois se sentiu pressionada a comprar. Já eu comecei a brincar de negociar...divertido.

Oludeniz - uma praia maravilhosa, cuja ponta é uma reserva natural. Parece um lago de tanto morro que tem em volta. Para entrar na reserva, paga-se 4,50 TL e o espaço é todo bem cuidado, com lixeiras, banheiros, cabines para trocar de roupa, cadeiras e barracas para alugar (privatização dos espaços da praia). Passamos a tarde toda lá, curtindo a água menos fria do que na Grécia e o sol ardente, observando as pessoas e os parapentes que sobrevoavam o lugar. (as fotos abaixo foram copiadas da internet, claro...mas é a melhor maneira de mostrar o lugar de água azul turquesa quando a gente mergulha.





O ônibus para Oludeniz para em uma localidade que é especialmente feita para os ingleses. Não há cartaz ou placa de loja escrito em turco. Tem fish and chips, british breakfast, lojas com nomes em inglês...Como disse a Betina: é uma imersão no inglês. To falando mais inglês aqui do que falei em quatro meses na inglaterra!

sábado, 4 de junho de 2011

Tanta coisa para contar...

Pequenos detalhes, muitas imagens...

Estamos em Rhodes há quase três dias. A chegada foi meio complicada, pois descemos do Ferry e viemos caminhando até o hotel sem saber bem qual era o caminho, um pequeno stress amenizado pela decisão de tomar uma cerveja no meio do caminho.

A ilha de Rhodes é grande e tem várias atrações. Começa pela cidade de Rhodes, que na verdade é duas. A Old Town e a "New Down" (forma como um rapaz nos explicou a localização de nosso hotel). A Old Town é enorme, toda murada, com ruelas e construções que vêm desde Antes de Cristo. As muralhas são da época das Cruzadas e, por todos os lados, muitas histórias de cavaleiros.
Muro da Old Town...na beira do mar

As prais são bonitas, na cidade, só pq o azul do mar é impressionante. Cheguei à conclusão de que as fotos da Grécia que a gente vê em revista de viagem não são tratadas para dar o azul turquesa. Ele existe de verdade.

Azul de revista...praia privatizada
Ontem alugamos um carro e visitamos outras praias e a cidade de Lindos, que têm uma Acrópole em reconstrução,cercada por muralhas construídas pelos cavaleiros. As ruelinhas são estreitinhas e cheias de comércio - como todas as atrações turísticas na Grécia.
Lindos, os pisos das casas feitos de pedrinhas da praia

As praias são interessantes e diferentes entre si. Algumas de pedra e algumas de areia (meus pés agradecem à areia!). O grande problema é a privatização do melhor espaço das praias. São lotadas de cadeiras e guardas-sol e, para sentar, é preciso pagar. Os preços variam entre 6 e 8 euros, o que é uma fortuna para nós que ficamos no máximo uma hora em cada praia. São poucas aquelas em que a gente encontra um espaço para estender a canga.

Hoje resolvemos fazer um passeio de barco que nos foi indicado pelo escritório de turismo...Esperávamos um barco tipo catamarã ou escuna, mas era, na verdade, um Ferry que ia até Simi (ilha e cidade) e, depois,  até o outro lado da ilha, num lugar chamado Panormitis.

Na primeira parada, ficamos bem impressionadas com o vilarejo e a ilha e com vontade de termos nos hospedado em uma ilha menor do que Rhodes para aproveitar os passeios de barco pelas prainhas que eram oferecidos no porto. Aproveitamos parte das três horas de parada para tomar banho no mediterrâneo e ficar atiradas no sol.
Transparência....

A segunda etapa da viagem foi costeando a ilha e deu para ver várias enseadas que pareciam verdadeiros paraísos de férias...ah, uma barco a vela ou uma lancha pequena para ir visitando todas elas. Sonho!

Em Panormitis a grande atração é um monastério. Interessante, apesar de eu ainda não saber bem a história do local. Vou ter que pesquisar. http://www.symivisitor.com/monastery_of_the_archangel_micha.htm . O sol estava muito forte, o calor também. Olhamos o monastério, tomamos um sorvetinho e voltamos para o Ferry para nosso caminho de volta a Rhodes.
Monastério  - Panormitis

Rhodes recebe muitos turistas alemães, holandeses e italianos...por isso, além de tudo estar em grego e inglês, também encontramos cartazes e placas nessas línguas. Interessante a história da ilha: na segunda guerra, os italianos, que eram os donos do pedaço, entregaram para os alemães. Antes dos italianos, eram os turcos os donos do dodecaneso (as doze ilhas aqui em volta). Os aliados ingleses devolveram as ilhas à Grécia depois da segunda guerra. Por isso, as ilhas aqui não se parecem muito com as outras ilhas gregas. As casas tÊm cores e telhados. É possível ver jardins com árvores altas, apesar da aridez geral do terreno.
De longe, mas dá pra ver cores e telhados, né?

Ah, parece que plantam laranja. Em todos os lugares oferecem suco de laranja espremido na hora por preços bem acessíveis, considerando-se estar na Europa. Só que nas nossas andanças pelas estradas (não foram muitas e só um lado da ilha) não vi um pé de laranja. Vi bastante oliveiras.

A comida é boa e com precinho acessível, exceto pelos pescados. A gente está na beira do mar, mas um prato de peixe custa 15 euros e um de carne custa em torno de 8 euros. A cerveja tb é baratinha, mas até que não estou bebendo muito. Estamos bem comedidas!
Dupla 



quinta-feira, 2 de junho de 2011

Mochileiras Chiques!

Depois de passar a manhã na praia de Perissa, em Santorini, passamos a tarde em uma visita guiada pela cooperativa vinícula Santo Wine, orgulho da ilha. Depois, provas de vinhos com vista para o mar. A foto fala mais do que qualquer descrição que eu faça.


Santorini é uma ilha preparada para o turismo. Todos os anos recebe milhares de pessoas de praticamente todo o mundo. Por isso, dizem seus habitantes, a ilha não sofre com a crise econômica que assola a Grécia e o astral é sempre alto. Sendo uma ilha para turistas, simpatia abunda. Em todos os lugares que entrávamos e até nos que não entrávamos, nos perguntavam "where do you come from?" e quando respondiamos que era do Brasil, ensaivam algumas palavras em português, especialmente, claro, a descrição dos produtos que vendiam. 

Só não são simpáticos, em Santorini, os motoristas e cobradores de ônibus de linha. Deles a gente fica até com medo de apanhar se fizer uma simples pergunta do tipo: qual o ônibus que vai para Pyrgos? Mas tudo bem, no balanço geral, venceu a simpatia. 

Final de tarde, perto do por do sol, é uma delícia caminhar pelas ruelas que parecem mais escadas. A luz é forte e o contraste com o branco das paredes estonteante. Foi assim que nos despedimos de lá, passeando no final da tarde.
O muro baixo e a porta grande...são várias dessas e compõem um visual bem lindo.
trânsito intenso...

Em nossa caminhada, cruzamos com um grupo de uruguaias que respodiam à questão "where do you come from?" com "Uruguai" e, em função da cara de "não sei onde é isso" de quem perguntou, elas emendavam: South America...Fico contente de ser do Brasil e ter tantos jogadores de futebol famosos...assim, não preciso explicar onde fica. Só, eventualmente, distinguir o Tango do Samba...mas é bem mais fácil!


Às 10h pegamos o Ferry com destino a Rhodes. Como toda a mochileira chique que se preze, em uma viagem de 12 horas, compramos cabine exclusiva para nós...sem janelinha, mas nem precisava. A cabine era espaçosa com banheiro e todas as conveniências, bem acima de nossas expectativas...viva o conforto...

A caminhada do porto até o hotel de Rhodes, com a mochila nas costas, foi um pouco pesada, pois a mochila ganhou pelo menos 1 kilo a mais com as comprinhas de Santorini. Aí, à tarde, na praia, veio uma chinesa oferecer massagem. Era tudo o que eu precisava para ser a mais chique das mochileiras!
Betina e eu, ao por do sol.