domingo, 21 de setembro de 2014

Já são três...

As minhas participações em livros!

O primeiro, do tempo do mestrado (2002), é a coletânea organizada pela Maria Luiza Belloni - A Formação na sociedade do espetáculo. Neste, além de ter criado o nome e participado da redação do texto de apresentação, tenho um capítulo que discute a formação do cidadão e do consumidor. Capítulo baseado em encontros com adolescentes de uma escola privada da cidade de Flprianópolis em que eles debatem os significados de cidadania, política e as relações que estabelecem com a mídia e o consumo.


Já o terceiro é organizado por mim e pela Solange Mezabarba. Também uma coletânea que será lançada na próxima terça-feira. Etnografias possíveis: experiências etnográficas sobre consumo no ambiente urbano traz um conjunto de relatos sobre o trabalho de campo sobre consumo nas cidades - de Boston, EUA à Florianópolis, Brasil. Das camadas médias às camadas populares e às populações indígenas urbanas. Nosso objetivo com este livro é ensinar um pouco sobre etnografia aos interessados acadêmicos e não acadêmicos (do mercado), uma vez que esse termo tem sido apropriado por institutos de pesquisa para fazerem levantamentos rápidos de tendências de consumo.

Nos dois últimos, parcerias constantes: Carmen Rial, Livia Barbosa, Sandra Rubia da Silva, Viviane Assunção... Grande achado foi a Solange Mezabarba, companheira da empreitada do Etnografias Possíveis. Juntas, temos ideias a metro e tocamos projetos dos mais variados. Falta só financiamento e tempo para tudo.



quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Rosalie vai às compras - um clássico

1989, Alemanha Percy Adlon Elenco: Marianne Sägebrecht, Brad Davis, Judge Reinhold, Erika Blumberger, Alex Winter.

Sugeri aos estudantes de Teorias do Consumo que assistissem o filme. Nosso debate será amanhã. Por isso vi novamente. Confesso, não me canso. O filme continua tão atual quanto era na década de 1980. Uma dona de casa que se desdobra para manter sua família unida e garantir a felicidade de cada um de seus membros através do consumo. Como diz Daniel Miller, o amor é o principal mote dos atos de compra. O filme mostra exatamente isso.

Como católica fervorosa, Rosalie confessa ao padre todos os atos ilícitos que comete (pequenos furtos, roubo de cheques e cartões de crédito) e, desta forma, sente-se perdoada. Só há um momento em que ela não consegue livrar-se da culpa: quando não faz compras para alimentar a família.

Como o consumo depende da capacidade de ter dinheiro, Rosalie vai contraindo dívidas, passa cheques sem fundo, e recorre a furtos e trambiques para garantir que seu filho que quer ser chef pratique, em casa, a arte da culinária ou para dar a sua filha o computador tão desejado. Ela não poupa nem seus parentes. O computador, aliás, é a maior descoberta para Rosalie. Através dele, consegue ampliar as fraudes e, por fim, tornar seu marido o dono de uma frota de aviões agrícolas.

O filme é uma crítica ao sistema financeiro global e ao crédito ao consumidor que estimula o endividamento para que os bancos lucrem. Este mesmo sistema que gerou, em 2008, uma grande crise e que, mesmo assim, continua firme e forte. O grande barato do filme é que Rosali, no final das contas, através do consumo. subverte o sistema, sendo tão trambiqueira quanto são os bancos.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Mais uma produção!

Orgulhosa do trabalho que fizemos, Solange Mezabarba e eu. Levou quase dois anos, mas saiu, finalmente, nosso livro Etnografias Possíveis. Este é o convite para o lançamento.
Só tem fera escrevendo!!