segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Final de semana de Aniversários

Na sexta, aniversário do filho de um amigo: churrasco.
No sábado, aniversário da Zau: comida bahiana.
No domingo, aniversário do Alfredo: pães, pastas e bolo de chocolate.

Todos dos dias: cerveja, muita cerveja.
Resultado: pelo menos mais dois quilos de gordura no corpo e uns 1000 de diversão.

Há quem, como a Vivi Kraieski, estude alimentação. Eu também, de certa forma, entro na alimentação como objeto de estudo, já que minha tese versa sobre as compras de abastecimento doméstico.

Mas, nessas horas de comemoração, tudo é possível, menos teorizar. É preciso curtir, fruir, as celebrações em torno dos pratos preparados com tanto carinho.

Estranhamento só no gozo dos sabores diferentes para nós, como o sabor do acarajé, do caruru, do vatapá. Humm...Estranhamento na forma esfaimada que os adolescentes olham para a churrasqueira desejando saborear aquele pedaço de picanha...E o bolo de chocolate? Hummm

Fotos fico devendo, já que usei a camera do Alf pra registrar tudo 

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Descoberta interessante

Estava entediada, sem saco para mexer na tese, sem saco pra nada. Dia lindo, deveria ter ido à praia. Mas não fui...

Pra passar o tempo resolvi digitar palavras chave no google e fiz uma descoberta super legal! O blog "A vida das coisas". Atualizadas discussões e apresentações de livros sobre os estudos do consumo, com os principais autores em voga na área...vai pra minha lista de blogs, para que eu possa acompanhar as aulas da Magda Ribeiro.

Deixo o link aqui tb, pra quem quiser ver...
http://antropologiadascoisas.blogspot.com/

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Chegou o final do ano

O que é esparso durante o ano todo, em novembro e dezembro, abunda: festas.

Aniversários, comemorações, confraternizações, apresentações de corais e de grupos de dança, festivais e mostras.

De deixar doidinha quem, como eu, está sem dinheiro para presentear.
Tempo para ir a tudo eu até tenho, mas a disposição está rara.

Estou cansada, não pq tomo conta do mundo, mas pq tomo conta de mim.
É fim de ano e, só de sabe-lo, já fico exausta.

Planos para o próximo ano? Não sei se tenho. Tenho possibilidades rabiscadas na mente. Tenho dependências. Tenho alguns "ses".

Aguardo a chegada do ano que vem.


quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Li e senti...

"Não gosto quando pingam limão nas minhas profundezas e fazem com que eu me contorça toda. Os fatos da vida são o limão na ostra?" (Clarice Lispector, Agua Viva)

Este ano, como nos anteriores, tantos pingos de limão me fizeram contorcer.

O pingo é só instante, que às vezes volta como memória tão vívida que pinga de novo e contorce de novo, até que consigamos secá-lo.

Haja Oscar, o ele analista.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

ontem fui ao supermercado

Pela primeira vez em muito tempo, estava lá apenas como compradora. Não olhei para os lados, não olhei para as pessoas. Olhei só para as prateleiras, procurando o que eu queria, direto nos corredores, às vezes desejando produtos que não coloquei no carrinho, outras vezes, decidi comprar por puro impulso, por desejo provocado pelo olhar e pela memória do sabor, na última hora.

Não temos muitas opções, além de ir ao supermercado, quando precisamos abastecer nossas casas. Como diz Shaw, a gente vai para comprar aquilo que não fazemos - e já não podemos mais fazer - em nossas próprias casas. Teve um tempo em que as pessoas faziam manteiga em casa, alguém se lembra?

É por isso que os sentimentos com relação às idas ao supermercado variam de prazer à obrigação. Quando as compras representam o trabalho de levar para casa a comida e os produtos de limpeza necessários para nossa sobrevivência, o supermercado é uma chatice insuportável.

Mas sempre damos um jeito de ter algum prazer, seja simplesmente flanando entre os corredores de bazar, seja observando os biscoitos doces ou os pães que dão água na boca, ou passeando entre os vinhos (estes, às vezes, me dão ansiedade, são marcas demais para avaliar).

Foi bom ir ao supermercado só pela obrigação de abastecer a minha casa, sem o manto da pesquisadora em ação. Opa! Impossível que eu não observasse a mim mesma. Coisa que a maior parte das pessoas não faz.

Compras em supermercado são invisíveis...tema para um outro dia.

Estas compras foram acompanhadas para a tese...não são as que fiz ontem.

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Estou num daqueles dias...

Não, não, não estou menstruada!

Estou só num daqueles dias em que o passado atormenta a mente. Tudo o que está entalado na garganta quer sair. Quero falar, quero devolver para quem de direito algumas das coisas que me atormentam.

Não, não será aqui, publicamente, a devolução. A oportunidade virá...

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Transformando monstros em criaturas bonitinhas...sonhos e insights sobre o mesmo tema

Passeia a semana peleando com a tese. Tamanha crise que me fez sonhar, ontem, com um monstro.

O sonho: um homem muuuuuuuito feio e possessivo me mantinha presa à casa dele. Ele era apaixonado por mim, eu não podia nem olhar na cara dele. Desesperadora a situação. Queria sair dali. As pessoas vinham (inclusive uma das professoras do PPGICH) até a casa para visitar e me diziam: você tem que sair daí! Em um determinado momento, o monstro pegou meu computador e levou-o para o quarto. Alguém disse: é a oportunidade, agora você vai sair. Mas não podia deixar meu computador com ele, não podia. Mais desespero. Acordei às quatro e meia da manhã e não consegui mais pregar os olhos.

Comecei a interpretar o sonho. Lembrei que no tempo do mestrado, costumava brincar que tinha casado com a dissertação. Ela ocupava meu quarto inteiro, minha cama era coberta de livros, eu acordava e partia para a frente do computador, sem sofrimento algum. Agora, com a tese, mesmo que ela tenha invadido a sala e o escritório, não me sinto casada...

Foi uma luz, uma libertação. Percebi que estava com medo da tese. Que me sentia presa a ela. Que não a "amava" como "amei" a dissertação. O monstro, então, ficou até bonitinho e consegui trabalhar, pensar melhor, encarar a escrita da introdução (está quase pronta), começar as traduções das citações em língua estrangeira (já terminadas - um dia de trabalho), e começar a corrigir a formatação de acordo com as normas (ainda pesquisando nas normas da ABNT).

Claro que tive a ajuda da Marina, que  veio aqui para me dar dicas de como lidar com as fotos e o textos. Mas, mais importante do que as dicas, foi o fato de ela ter vindo e eu ter podido falar da tese, discutir o que estava fazendo, ter alguém me ouvindo, dando sugestões e emitindo palavras de estímulo. Aí, de lambuja, a Rosana apareceu aqui para um café. Claro que também foi alugada pelo monstro que ficou bonitinho. Foi obrigada a ler o que eu escrevi na introdução, ouvir eu falar dos capítulos, ajudar a traduzir uma citação em francês e blablabla.

O resultado do dia de ontem é que fiquei mais tranquila em relação à tese, sem fantasmas, ela é só um grande trabalho que chega nos arremates, que ainda tomam um bom tempo. Basta persistir, com paciência, para que fique bonitinha.

Enquanto isso, espero a leitura da Carmen para os arremates que não terei visto que faltam.

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Nesta reta-final, ando monotemática

Que coisa! Não consigo falar de outra coisa, não consigo pensar em outra coisa: é tese, tese, tese...tá ruim, tá boa, tá ruim, tá péssima, não, não, tá boa...e assim seguem os meus pensamentos. Concentração nenhuma para tocar a tese em frente. Ler alguma coisa? Nem pensar. Começo, leio três linhas, penso na tese, penso que falta isso ou aquilo e largo o que comecei a ler para, em seguida, tentar ler outra coisa e, de novo, pensar que não sei mais escrever...

Isso é péssimo, pq o blog também fica monotemático. Ou eu conto uma bobaginha, ou escrevo sobre o processo da tese. Parece que a mulher não tem outro assunto! e o pior é que, neste exato momento, não tem mesmo.

Além de tudo, tô numa dureza de dar dó! Nem pra falar do almoço do restaurante dá, pq tenho almoçado em casa, cozinho qq coisinha e pronto. Ah, e isso resulta que nem receitas eu posso postar aqui, pq a cozinha é qualquer coisinha mesmo.

E isso me leva a mais uma angústia do momento: preciso de trabalho remunerado urgentemente. O prazo final da tese e o fim da bolsa se aproximam e ainda não tenho perspectiva de trabalho. Preciso começar a me mexer. Vai ficar para depois do feriadão que começa amanhã e termina na terça-feira.

Se bem que, considerando que já é quase Natal, não vai ser fácil encontrar alguma coisa.

Mas "vamo que vamo" que atrás vem gente!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

É quarta feira e eu já tenho 51

Anos! Meu Deus! Que idade avançada!

Ontem, dia do meu aniversário, fiquei a pensar como eu imaginava que seria a vida aos 51 anos. Concluí que nunca tinha pensado nessa possibilidade. Agora cá estou, com cinquenta e um, e sempre terminando alguma coisa para recomeçar outra. Ao cinquenta e um, vou terminar a tese e recomeçar em algum outro lugar que ainda não sei qual é. Possibilidades existem algumas. É só uma questão de investir nelas. Mas a resistência à mudança é cada vez mais forte, conforme o tempo passa. Por isso, pensar nas possibilidades provoca tensão e ansiedade.

Mas deixemo-las de lado para contar que a comemoração foi simples. Fui pro IEGA - bar aqui perto que já foi "meu escritório" - e recebi o carinho de amigos avisados de última hora que haveria o encontro ali. No dia do aniversário a gente recebe tanto carinho que chega a transbordar de satisfação. Muitos brindes, muitos parabéns, muitas risadas e muitos causos animam os encontros.

E, como de vez em quando preciso falar de cultura material, vou falar das lembrancinhas que recebi. Beth Linder me deu um kit ansiedade da tese - uma garrafa de vinho  branco, um bolinho, um pacote de suspiros, uma latinha de castanha de caju e um pote cheio de damascos. Isso tudo pra comer e aliviar a agonia. Marta, minha irmãzona, como não poderia deixar de ser, me deu um par de tulipas com escritos de "filosofia de bar". Foi um sucesso. Ana Paula, mais comedida, me deu uma caneca para chá ou café. Três estímulos para a ingestão de alimentos e bebidas. Três formas carinhosas de preencher, através dos alimentos, o vazio deixado pela tese que suga as energias. Finalmente, ou primeiramente, já que comecei de trás pra diante, um colar de pedras azuis foi o presente da Marina. Vesti o colar na hora e meus olhos ficaram da mesma cor das pedras.

Estiveram lá, na mesa: Marina, Dimitri, Breno, Alfredo, Rosana, Marta, Irene, Carmen, Ana Paula, sua mãe e sua tia, Beth Linder, Jania e Pádua.

Além, é claro, dos 100 cumprimentos no Facebook e emails de parabéns...

Foi bem bom

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Mais uma segunda feira

De pura ansiedade!

Desde que entreguei parte da tese para a orientadora ler, estou ansiosa, insegura, tensa.

A tensão é tanta que no sábado me deu uma dor de cabeça forte que não passou com aspirina. A única maneira de aliviar a dor foi chorar.

É preciso continuar o trabalho, mas cadê a possibilidade de parar e concentrar? Agora mesmo, coloquei roupas na máquina de lavar, fui para o banho e fiquei tentando planejar o que faria depois: arrumar as unhas? arrumar o texto para o livro sobre cultura material conforme as normas? reler a tese? ler o Giddens ou as feministas pra ver se tem mais coisas para colocar lá? Parar tudo e sair de casa?

Aí que decidi escrever no  blog. Não que seja para alguém ler, pois acredito que as minhas angústias sejam pouco interessantes para os outros. Angústias normais de quem está em fase de término de tese, sem saber bem o que vem depois disso.

Mas escrever aqui, de forma quase solta - quase porque sempre é público e tem coisas que não se pode tornar público já que podem ser usadas contra você num tribunal heheh -, me faz bem, anima meu dia, me faz sentir como se estivesse produzindo. Como uma sessão de análise, serve para organizar ideias e sentimentos.

Aliás, já acordei tendo que enfrentar um desacordo que me deixou bem irritada - é o tipo de coisa que não se pode contar aqui, pelo menos, não se pode dar nome aos bois. Razões suficientes para a raiva existem. Mas o importante é eu aprender a lidar com a raiva e saber que o que não tem solução, solucionado está. Há que se ter paciência, há que se compreender as limitações dos outros e as nossas próprias. Mas tem horas que só de pensar que o outro é incapaz de um ato de solidariedade ou de olhar para si mesmo, já é suficiente para me deixar irritadíssima.

Assim, vou dar um exemplo: alguém escreve pra vc uma série de instruções, vc não entende bem e pede explicações, quem escreveu as instruções responde que está explicado no primeiro email, vc insiste dizendo que não entendeu bem, tenta aliviar, colocando a responsabilidade pelo mal entendido na sua própria estafa, o outro continua insistindo que está tudo explicado lá. Vai email, volta email, tês ou quatro vezes, e a resposta a uma simples pergunta que poderia ser só "sim" ou "não" não vem.

É praticamente inacreditável!

Gente, sei lá se eu sou louca de pedra, excessivamente crítica comigo mesma, mas se fosse o contrário, se eu tivesse mandado um email com instruções e alguém tivesse dúvidas, eu acreditaria que não tinha sido clara e  gastaria cinco minutos para explicar o que não está claro.

Mas, cada um cada qual, não se pode esperar que as pessoas reajam como você às situações. Então, só resta respeitar e desistir!

terça-feira, 1 de novembro de 2011

deletar e adicionar

Ontem entreguei a primeira versão da tese pra Carmen. Sem introdução, sem considerações finais. Eu precisava de uma leitura crítica...agora é aguardar, ansiosa, pelos comentários e, enquanto isso, continuar produzindo para não perder tempo.

Aí resolvi dar uma geral no meu armário de roupas. Empolgada, continuei a geral na papelada...e não é que encontrei mais coisas para dizer na tese? ai, ai, ai...isso nunca acaba!

Enquanto isso, o Lula com câncer gera mil debates na internet. Não pela doença, mas pela ignorância de alguns que, como praga e preconceito, sugerem que ele se trate pelo SUS. Tão triste e frustrante ver tanta ignorância em gente de classe média, com acesso à informação e que, baseada no que diz a D. Globo, sai alardeando pragas e destilando venenos sem fundamento.

Alguns amigos decidiram deletar "amigos" do facebook por conta dessas demonstrações de ignorância. Eu resolvi perdoar, por enquanto, os desavisados e deseducados.

Mas essa ideia de deletar pessoas quando elas passam do nosso limite do tolerável ficou na minha cabeça. Quantas vezes, na vida, eu senti que o melhor seria deletar, mesmo... Fico pensando que conviver com pensamentos tão diferentes dos meus não vale pena, especialmente quando esses revelam que do outro lado existe alguém que não quer buscar novas informações, fazer exercícios de reflexão, pensar, em suma. As vezes, desisto de me fazer entender. Compreendo que o outro pensa daquela forma e ponto final, sem qualquer disposição para aceitar a diferença e, até, recapitular...sei lá...

Gosto de um bom debate, um debate com bons argumentos, mas não tenho paciência para burro empacado...para quem diz (e acredita) que as coisas são assim e ponto.

Este ano, deletei alguns, adicionei outros e a vida segue...(tipo, to fazendo um balanço pré-aniversário)