segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Cinema - A Missão do Gerente de Recursos Humanos

Fazia muito tempo que não ia ao cinema. E como é bom, né?

Ontem fomos ver esse filme israelense, rodado parte em Jerusalém e parte na Romênia. Ele é uma reflexão interessante sobre "afinal o que é fazer a coisa certa?" "O que é ser humano?" Bom filme, gostei. Quase congelei vendo as cenas de inverno na Romênia. Quase morri de angústia com as aventuras e percalços do gerente de RH para entregar o corpo de uma ex-funcionária morta em um atentado. Me diverti  com a consulesa de israel na Romênia...não é o melhor filme que já vi, mas vale a pena.


Gostei mais ainda de conhecer o Paradigma, cinema que inaugurou há algum tempo em Floripa, mas eu não tinha ido ainda. É a única sala que apresenta filmes fora do circuito comercial. Ontem não tinha muita gente. Não sei se é assim sempre. Mas como é a única sala off circuit de Floripa, a gente acaba conhecendo os frequentadores. Na chegada, encontramos Claudia de Ricardo. Na saída, Joca e Val. A sala de espera fica parecendo o hall de alguma festa em que todos se conhecem.


sábado, 27 de agosto de 2011

Sopas Exquisitas, loja esquisita..

Ontem rolou um "fextinha" bem sem querer em casa. Era pequena, apenas 3 pessoas: Alf, Ro e eu.

Alf escolheu uma das receitas de sopas exquisitas - livro que compramos juntos em Buenos Aires -, trouxe os ingredientes e nos divertimos ao prepará-la: sopa de champiñones e cebada.

A receita foi corrompida, mas o resultado ficou bem bom. Trocamos o estragão por manjerona fresca , colhida da minha varanda, e, em vez de cogumelos frescos, usamos funghi secchi...na verdade, criamos uma nova sopa, ficando a original para uma outra ocasião.

Tomamos vinho e eu enchi o saco da Ro mostrando as fotos da viagem  com a Betina pela Grécia. Bem divertido!

Hoje, sabadão, resolvi que queria visitar a nova loja da Tok&Stok, inaugurada há pouco em Floripa. Lá fomos nós. Dia cinzento, perfeito pra se enfiar numa loja. Andamos toda a extensão do estabelecimento - não tem outra alternativa, pois entra-se por um lado e sai-se por outro, não é possível desistir na metade do caminho e voltar, e, pasmem: não fiquei com vontade de comprar coisa alguma. Cheguei à conclusão que não tinha novidades na loja, era tudo igual ao que eu já vi várias vezes em Porto Alegre...Frustração total! É tão esquisito entrar numa loja cheia de mercadorias e não ter vontade de levar uma coisinha pra casa.

O bolso agradece.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Sexta-feira

A semana passou voando!

Só ontem consegui trabalhar um pouco na tese: organizei a bibliografia. Já é uma maneira de entrar no trabalho. Mesmo assim, só depois das seis da tarde. O resultado foi que trabalhei até tarde da noite e depois perdi o sono, pensando em tudo o que falta fazer.

Como eu já contei, estou cuidando do Leo, o gato de uns amigos, enquanto eles viajam. É uma delícia. Quando chego no apartamento, Leo vem me receber todo faceiro. Esta manhã, fui pra lá com um livro e li um capítulo enquanto fazia companhia para ele. O Frederico é que não tá gostando nada de eu chegar em  casa com cheiro de outro gato. Me ignora ou me morde. O ciumento.

Mas a semana foi agitada, mesmo que sem muita produção. Fui ao médico para ver se, por acaso, meu desânimo não tinha uma causa clínica. Fiz os exames de sangue, urina e feses e tudo está bem, dentro dos conformes. É resistência mesmo, ou sem-vergonhice, como diriam os antigos.

O tempo tb não ajudou muito. Choveu a semana toda, clima ruim pra caramba, que me fez pensar que em Londres era bem mais fácil encarar o tempo chuvoso e frio do que em Floripa. E aí bateu uma baita saudade dos meus dias por lá. O foco, mesmo que muitos passeios o desviassem, era exclusivamente para os estudos. Ocupava meus dias na biblioteca, lendo, escrevendo, pensando. Aqui, nem biblioteca tem por conta da greve - não que eu frequente muito, mas seria uma opção para sair de casa e ficar longe de tantos apelos de louça suja, casa empoeirada, roupas para lavar que parecem tão mais importantes e urgentes...

Mas a tese vai bem, obrigada. Vai dar certo, tenho certeza. Ontem, nessa fase de organização, agreguei ao que já tenho um outro trabalho que apresentei em um congresso...cresceu! Agora tem 80 páginas, com a bibliografia. É preciso fazer os ajustes de texto. É preciso desenvolver os capítulos que faltam. Já tenho, porém, um belo sumário.

(Ando meio sem o que contar no Tatilidades. Mas não quero deixar de publicar. Não quero que acabe. É meu diário. Pena que haja coisas que não posso contar aqui - fatos, sentimentos, pensamentos. Coisas que podem ser mal interpretadas, podem comprometer outras pessoas, podem causar mal entendidos. Também não posso ficar adiantando muitas coisas da tese aqui. E como só ando vivendo a agonia da tese, fica difícil pensar no que escrever.)








segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Segundona! É hora de levar a sério!!

Ai, ai, ai...

O trabalho de escrita de uma tese não é fácil. É preciso mergulhar, se afastar de tudo o que é mundano, cotidiano e social e entrar de cabeça no tema da tese.

Aí hoje, segunda-feira, seria um excelente dia para começar. Mas essa minha escrita está parecendo mais uma promessa de dieta....toda semana, eu digo: "começo na segunda".

E chega a segunda. E tenho dentista no meio da manhã - não há como se afastar da dor de dente -, médico à tarde - não há como negar os sintomas de cansaço e desatenção, melhor  fazer os exames clínicos e garantir que não é algum hormônio ou vitamina faltando -, e jantar na casa de amigos à noite - tenho que cuidar do gato deles enquanto eles viajam a partir de amanhã, pois fazemos parte de uma rede de cuidados com os gatos. Eu cuido do deles, eles cuidam do meu, cuidamos dos da Mari e assim por diante.

E assim, mais uma segunda vai passar e eu não vou ter escrito - e lido - muito.

Amanhã já apareceu uma reunião no meio da tarde.

Ai, ai, ai...e setembro já está logo ali!


quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Sem e Com

Sem produção, sem energia, sem vontade, sem fome...

Há três dias estou com dor de cabeça, com dor de barriga, com enjoos.

Sei lá se foi uma virose que me pegou ou se foi um sapo grande que estava escondido no fundo do estômago que voltou e me deixou assim...

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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

De como o supermercado mudou nossas vidas 1

Estou a escrever, ou tentar descrever, como os supermercados entraram nas nossas vidas...aí lembrei de alguns fatos da infância e me deu vontade de contar aqui. É um pedacinho do texto da tese, que acabei de escrever...


Em um curto espaço de tempo, de acordo com Humphery (1998), isto é, menos de um século, os supermercados tornaram-se uma instituição social e econômica das nações industrializadas. O autor destaca que não há muito tempo, esse tipo de varejo representava um novo mundo e que, hoje em dia, para a maioria das pessoas no mundo industrializado, eles são lugares familiares.

Comecei, a partir disso, a pensar sobre as minhas primeiras relações com os supermercados, na infância, nem tão tenra...

Lembro, por exemplo, da instalação de um grande loja de supermercado no bairro onde morava, em Porto Alegre, quando pré-adolescente, o Kastelão (pq usavam K, não sei). Minhas colegas de escola e eu saíamos da aula para passear naquele mundo totalmente novo, repleto de embalagens atraentes, em que empurrar um carrinho de compras através de corredores que ofereciam produtos variados nos fazia sentir como se estivéssemos vivendo as aventuras apresentadas nas séries de televisão americanas que costumávamos assistir.

Aos poucos, depois da instalação desta loja, na década de 1970, de acordo com minha memória, foram desaparecendo do bairro o armazém em que minha mãe costumava fazer as compras do dia-a-dia, o açougue, a fruteira e a padaria. Transformações no trânsito e nas relações podiam ser observadas.

 Em situações de emergência, ou seja, a falta de algum produto para o preparo do almoço ou de um doce, minha mãe costumava pedir a algum dos filhos que “desse um pulo” no armazém para buscar o produto que faltava. Íamos sem dinheiro e o dono do estabelecimento nos entregava o produto, anotando o valor na caderneta para que, no final do mês, as contas fossem acertadas. Ele sabia de quem éramos filhos, sabia quem era quem na vizinhança.

Com o surgimento do supermercado, minha mãe, pouco afeita ainda à modernização do comércio de alimentos, ficava indignada quando, no caixa, a atendente pedia seu documento de identidade para confirmar que o cheque era dela mesma: “como assim, você não sabe com quem está falando?” esbravejava enquanto, impotente, tirava a identificação de sua carteira.

Hoje já nos acostumamos a essa relação de anonimato, baseada na total falta de confiança entre as partes.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Por agora, malas aposentadas


Então, minha última viagem programada do ano acabou.

Os dois últimos dias em Buenos Aires foram de muitas caminhadas pela cidade cinzenta. O tempo realmente não ajudou a empolgar. Mesmo assim, vimos muitas coisas interessantes, compramos bobaginhas para trazer e praticamos o portunhol (eu mais do que Alfredo, que fala castellano).
Poste de Serviço

Teia de Aranha e cemitério. Tudo a ver (Recoleta)


Passeador de Cachorros - Profissão em Alta em Buenos Aires

Jardim Japonês
Ventava em San Telmo

Agora é tempo de concentrar-se. O que não está fácil. Acho que tenho que fazer um retiro espiritual para, finalmente, conseguir mergulhar na escrita da tese. Que sofrimento, né hein? Falo disso quase todas as vezes em que escrevo aqui. 

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Impressões




Pichações são manifestações legitimas...ou não? Mas enfeiam as cidades...

Em Atenas também as pichações enfeiavam a cidade. Agora, em Buenos Aires, me dei conta de como as pichações nas paredes pelas ruas provocam um mal estar. Me sinto pouco segura. Sei lá.

Mas não são só as pichações que geram insegurança. Há muita sujeira pelas ruas.


Além disso, os donos de nosso hotel são muito simpáticos, porém tendem a apavorar os hóspedes com sua preocupação com segurança. A seguir suas orientações, não sairíamos do quarto. Quando a gente chega, eles abrem a porta e perguntam: está tudo bem? num tom alarmado. E quando respondemos que "sim, tudo está bem", eles dizem: muito me alegra. Como se estivessem esperando pelo pior. Contam histórias assustadoras de turistas que foram esfaqueados, que perderam documentos e dinheiro, que pegaram motoristas de taxi enganadores e outras coisinhas mais. Como curtir um lugar com esses avisos todos?

Tá, a gente curte igual. Mas não pode pensar muito, nem olhar muito para a sujeira, para as paredes pichadas  e para os moradores de rua...
Parece ser um morador de rua com endereço fixo. O cachorro vestido para enfrentar o frio, a TV, uma planta e até um insenso aceso criam a atmosfera do lar.

Tá, nem só de observações negativas foi feito nosso dia de ontem.Come-se muito bem por aqui. Á noite, saímos do hotel para ir ao El Preferido de Palermo, sugestão encontrada na internet. O tal preferido estava fechado e entramos no El Penguino de Palermo. Um lugar bem mais simplinho que parece ser frequentado mais por pessoas da cidade mesmo do que por turistas. Valeu! Comemos um filé maravilhoso (de matar a saudade dos filés do Rox, em Porto Alegre), uma massa caseira na consistência certa e, para coroar, panquecas de doce de leite....hummm.

Choripan...hummm
Já durante o dia, fomos a San Telmo e perambulamos por entre as barraquinhas da feira quilométrica, fotografamos a casa Rosada, o obelisco...andamos e andamos.


domingo, 7 de agosto de 2011

Benos Aires, primeiro dia


Sair de Floripa às 4 e 10 da manhã rumo a Buenos Aires é fácil não. Acabamos não dormindo de sexta para sábado, pois tinhamos que estar no aeroporto duas horas antes, o que significa sair de casa meia hora antes das duas horas antes. Dormir às nove para acordar no meio da noite, nem pensar...bom, resumindo: estávamos exaust@s ontem pela manhã.

A chegada no aeroporto de Ezeiza foi tranquilinha, mas sair dele nos tomou um pouco de tempo: passa na polícia, passa na aduana, passa nas casas de câmbio para ver quanto estavam pagando o dolar, troca dolares por pesos, vê as possibilidades de transporte até o centro, toma café (ruim, no aeroporto), escolhe o taxi e pronto, ruma para o hotel em Palermo Soho - point atual em Buenos Aires.
Da estrada para Buenos Aires

Ficamos num hotel lindinho, chamado Sissi Haz. É uma casa reformada, transformada em hotel que, por aqui, chamam hotel boutique. Tudo novinho numa casa velha. Eu achei bonitinho e a cama é muito confortável. O que descobrimos logo na chegada ao quarto, pois dormimos das dez da manhã até a uma da tarde.
Chegamos - Entrada do Sissi Haz
SAímos para caminhar por Palermo mesmo...bem legal. Lojas, feirinha, galerias de arte, livrarias, lojas de vinho, enfim...
Sorvetinho de dulce de leche...humm
Voltamos para o hotel e dormimos mais um pouco.

À noite, teríamos o aniversário de 60 anos de um primo do Alfredo, Adrian. Esse foi o motivo de nossa vinda para a cidade: participar desta festa como representantes de Arturo e Dora (Alf representava, eu estava de acompanhante), a quem devo agradecer de coração pela oportunidade de conhecer a família animada, tomar bom vinho e jantar uma comida maravilhosa preparada por uma das primas, Claudia. Mas o destaque da festa, na parte da alimentação, ficou por conta das tortas da sobremesa! Acordei hoje arrependida por não ter conseguido provar de todas elas.

As fotos da festa estão na câmera do Alfredo.


sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Arrumar mala

Este ano, arrumar mala tem sido minha atividade mais frequente. Deveria ter-se tornado uma atividade banal e fácil, mas comigo não é assim. Tem algo estranho em selecionar entre roupas e coisas o que deve ser levado e o que deve ser deixado.

Para mim, sempre faz pensar que, no fundo no fundo, a gente não precisa ter tanta coisa para viver e que é possível viver em uma mala. Por outro lado, sempre bate uma insegurança, não sei se é bem esse o termo, mas é uma sensação de abandono do que se construiu e acumulou e de que alguma coisa vai faltar e, talvez, mudar durante a viagem.

Tenho ainda a sensação de que, para viajar, é preciso levar as roupas mais especiais, "arrumadas", que se tem e, daí, vem a consciência de que meu guarda-roupa não é muito variado e que nele não há roupas especiais e "arrumadas".

Por que, no dia a dia, não me incomoda não andar muito bem vestida, usar sempre as mesmas roupas (ando pouquíssimo criativa) e quando vou viajar fico com a sensação de que não tenho o que levar?

Arrumar a mala é planejar os próximos dias, prever, imaginar, criar expectativas. Arrumar mala é deixar um monte de coisas para trás.

Viajar é um estado de excessão, é estar fora do cotidiano, do esperado, do normal. É estar longe dos recursos e das rotinas que nos dão tranquilidade. É abandonar o conhecido, mudando de lugar no mundo. Eu gosto, eu desejo, mas me tira do prumo e do controle tão necessários neste momento.

Não houvesse o que fica aqui, esperando, seria bem mais fácil.

Mesmo assim, lá vou eu! Afinal, seja com uma mala pouco criativa e variada, seja com coisas deixadas para trás que talvez possam ser úteis ou que talvez eu descubra, de novo, a sua inutilidade, como resistir a quatro dias em Buenos Aires?

terça-feira, 2 de agosto de 2011

As coisas começam a ficar agitadas

Reuniões na Universidade, almoço com amigas, trocas de impressões e ideias sobre teses, preparação de relatórios, entre outras atividades, são necessárias para colocar a gente nos trilhos do trabalho. Termino o dia de hoje, acumulado com o de ontem, ansiosa. Mas uma ansiedade mais produtiva de quem quer realmente sair do lugar. Há muito para fazer, pensar, escrever. O que me atrapalha é não saber bem por onde começar - ou por onde re-começar.

O tempo urge! Sábado viajo e volto na terça-feira. Mais uma pausa, agradável, confesso, mas pausa para depois enfiar a cabeça no trabalho. Daqui até dezembro será aquela relação: hora/bunda/cadeira. Difícil será resistir a todos os apelos sociais. Difícil será "abandonar" as pessoas queridas enquanto dou prioridade à tese. Mas será preciso fazer isso. Espero ser compreendida!

Claro que sempre vai dar para uma fugidinhas, como o almoço de hoje, na Lagoa, com a Adalgisa, colega e amiga querida do doutorado, a Lígia, colega e amiga querida desde o primeiro grau, e o Alf, companheiro querido e fotógrafo oficial:
Buffet a kilo do Fatto a Mano. Gostoso e agradável, na companhia de amigonas e do Alf