quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Do nordeste ao sul em menos de uma semana...

Fui pra Salvador participar da SBS e depois para Floripa, participar do Fazendo Gênero.
Fantásticas experiências acadêmicas! Nos dois casos, fui na posição de "chefe". Adorei!
Preciso voltar às duas cidade. A primeira para conhecer de verdade, a segunda para rever, matar a saudade...

 

sábado, 7 de setembro de 2013

Lá fui eu, turistar ou residir no Rio de Janeiro

Ando tão mergulhada no trabalho que me dei conta de que minha vida tem sido trabalho-casa, casa-trabalho e trabalho em casa. De repente, percebi que não estava vivendo a cidade, nem vendo o que ela tem a oferecer para turistas e moradores, tão atucanada, preocupada, agoniada que ando com meu desempenho profissional. Ainda bem qeu percebi. Nem só de trabalho vivemos nós e quanto mais aproveitamos e observamos e fruimos o que está a nossa volta, melhores profissionais seremos, né não?
Por isso, ontem (sexta-feira), depois de dar aula na ESPM, decidi almoçar no centro e circular pelas exposições do Paço Imperial, do Centro Cultural dos Correios e do CCBB.
Comecei almoçando no Bistrô do Paço. Comida gostosinha, mas cara pra caramba (não dá pra almoçar no centro sempre, meu salário não banca esta extravagância). Depois visitei a exposição que está lá, "Meu bem", da Beatriz Milhazes. Bonito trabalho, mas não me tocou, não me emocionou. Gosto de ver exposições que emocionam. O trabalho dela é colorido, com técnicas interessantes, mas não me parecem valer o que o mercado da arte diz que vale (boa discussão: quem determina o valor social da obra de arte? para isso, é bom ler o Bourdieu).
Como fiquei insatisfeita com a exposição, precisava de algo que me tirasse do centro, que me levasse para outras pairagens, afinal a fruição da arte é isso, resolvi dar um pulo no Centro Cultural dos Correios. Como sempre faço quando vou até lá, subi de elevador até o último andar e, depois de ver o que está exposto lá, ir descendo as escadas e perambulando por todas as salas.
Ali encontrei a exposição das obras de Alfredo Andersen, um norueguês que viveu no Brasil no início do século XX, em Curitiba, e pintou muitas paisagens e cenas cotidianas da cidade, das praias e dos campos. Paisagem não me toca muito, mas cenas do cotidiano, com gente e objetos em uso, sempre me emocionam (é esse meu pé nos estudos da cultura material). Com Andersen consegui viajar no tempo e no espaço e saí da sala com um sorriso no rosto. Na sala ao lado, obras de fotógrafos noruegueses. Um deles, especialmente, me fez também viajar: Rune Johansen. Novamente, retratando gente, objetos e construções. Olha a riqueza desta foto, da pra ficar horas identificando objeto por objeto, imaginando a relação entre armas, tatoos e pessoas...



Desci um andar, e está lá parte da exposição "Nunca aprendi a pousar" de Cai Guo-Qiang. Emoção pura na sala das Pipas iluminadas, no trabalho feito com pólvora...eu nem ia até o Centro Cultural Banco do Brasil, onde a parte principal das obras está, mas a passada nesta sala me estimulou.
Lá fui eu e foi uma experiência e tanto!

Que bom que me motivei a passear e fruir. Voltei pra casa revigorada. Renovada. Com vontade de criar!