Na terça-feira passada fui ao centro de saúde para iniciar um tratamento anti-tabagista. Depois de ser bem atendida, recebi a receita de uma medicação controlada que deveria retirar na farmácia local. Chegando na farmácia, me disseram que aquele tipo de medicamento só o farmacêutico poderia entregar. "Ele não está aqui agora. Só vem na quinta, das 8h às 13h."foi o que me informou a atendente. Ok, respondi. Volto na quinta. Pois bem, cheguei lá na quinta (hoje) às 8h30 e, adivinha: o farmacêutico não estava lá. Argumentei que tinham me informado que ele estaria, me disseram até o horário. O atendente me disse que realmente estavam com um problema de falta de farmacêuticos. Um mesmo profissional atende vários Centros de Saúde. Me deu um abaixo assinado, me chamou para participar do Conselho Local de Saúde e me disse para fazer uma denúncia na ouvidoria. Peguei o telefone da ouvidoria: uma longa gravação, do tipo que é feita para a gente desistir de denunciar, me informa que devo fazer a denúncia pela internet. Claro que fiz a denúncia pela internet. Descrente na possibilidade de que isso vá mudar alguma coisa, mas fiz. Continuo sem o remédio. Amanhã terei que ir a outro centro de saúde, torcendo para que tenha farmacêutico! Mas uma certeza eu tenho: Topazio nem pensar! A responsabilidade é da prefeitura que deixa a população desassistida!
quinta-feira, 19 de setembro de 2024
sexta-feira, 13 de setembro de 2024
E uma virose me acordou
Hoje vou escrever sobre mim, menos reflexivamente e mais concretamente. Vou falar da minha saúde.
Depois de semanas ou meses trabalhando arduamente para o CENETI, trabalho que se fosse remunerado valeria um salarião, acordei numa segunda-feira me sentindo exausta. Depois de terminar a tarefa a que tinha me proposto naquela segunda, dormi. Dormi a tarde toda. Atribuí o cansaço ao trabalho dos últimos meses. Chegou a terça. Fui para meus compromissos com a sensação de cansaço ainda pesando sobre mim. Tudo muito esquisito: preguiça de falar tudo o que tinha que falar, caminhar era um esforço. Na quarta, um desarranjo ocupou a minha manhã (pra não dizer diarreia, que acho feio heheh) e à tarde eu precisava falar em público. Fui, cumpri minha missão, mas com uma enorme preguiça mental. Me dei conta de que não disse tudo o que tinha para dizer. Me senti culpada. Neste mesmo dia, uma pilha de roupas se acumulava no meu quarto, puxei uma e o resto da pilha caiu no chão e ali ficou. Eu olhava para a pilha completamente sem energia para recolher e guardar. Lá veio mais culpa, mais auto xingamento: que relaxada! Na quinta, uma dor de cabeça ao acordar, fui assim mesmo para meu compromisso. Ventava, senti dor de ouvido e dor de garganta. Contei para a Marialice, minha amiga, que contou para o Zedu, seu marido e pediatra. Imediatamente, uma mensagem dele me fez entender os sintomas: é uma virose. Está em toda a cidade. Ufa! Não é preguiça, não é vagabundagem. É doença mesmo.
De tão mal que estava naquela semana, e com muita culpa por não me cuidar corretamente (ainda não consigo escrever o que isso significa), marquei um cardiologista. Na mesma quarta em que estava com diarreia fui à consulta. Claro que ele me pediu uma montoeira de exames, que eu corri pra fazer. Estou com todos eles prontos: sangue e urina - que beleza de resultados! Cardiológicos - todos bons. Tomografia de pulmão - aí a vaca foi pro brejo e vou ter que me cuidar muito. Ainda estou processando tudo isso. Mas, graças a uma virose, acordei e caí na real!
sábado, 31 de agosto de 2024
quinta-feira, 8 de agosto de 2024
Atualizando um pouco o post anterior
Fui navegar o site da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa e lá está a interseccionalidade. Pra quem se interessa sobre velhice, vale ir lá ver o que o Ministério dos Direitos Humanos anda fazendo. Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa
quarta-feira, 7 de agosto de 2024
Reflexão acerca das "Pessoas idosas" e identidades - aprendendo sempre
Tenho refletido, sem método, sobre o envelhecer e, principalmente, sobre o que se fala e os significados do que se fala e se define sobre o tema. Hoje, na análise, Oscar me perguntou: por que não escreves sobre isso? Respondi que já tenho escrito aqui meus soltos pensamentos e que já penso em colocar um método nos meus escritos. Para isso preciso ler, preciso aprender o que se tem falado sobre o envelhecer, sobre a velhice, sobre a pessoa idosa. Já encontrei algumas coisas, a Simone de Bauvoir, a Guita Debert, alguns blogs e artigos na internet. Preciso organizar os lidos e os aprendidos (muito poucos ainda). E preciso organizar minhas questões.
Dos lidos e aprendidos, por enquanto vale destacar o fato de que, para variar, são a medicina e o mercado que influenciam diretamente nosso modo de envelhecer, tornando a velhice uma responsabilidade quase exclusiva do sujeito que envelhece, como se não fosse um processo natural. Assim, se aparece uma nova ruga na face, a culpa é do sujeito que não cuidou da pele, se aparecem doenças e dores específicas do envelhecer, a culpa é do sujeito e da vida que levou antes de chegar à velhice.
Já as políticas públicas com relação ao envelhecer, das quais ainda sei muito pouco, embora sejam um ganho para a sociedade, são ainda baseadas no conhecimento médico/biológico e em definições arbitrárias de tempo/idade. Eu quero ir além, mas ainda não sei como, nem se dá.
Vou dar um exemplo: a expressão melhor idade caiu, pois se sabe que de melhor não tem nada. Assim como a expressão terceira idade. Acabe-se com os eufemismos! O que é muito correto. Substitui-se por "pessoa idosa", que é inclusivo! Legal, bacana, fantástico! Mas aí me coloco a pensar: quem é a pessoa idosa? É tudo e é nada. São homens, mulheres, população LGBTQIAPN+, pobres, ricos, remediados, brancos, negros, amarelos e marrons...
Ao colocarmos tudo no mesmo balaio - pessoas idosas - fica tudo misturado ou homogeneizado - gênero, classe, raça e esquece-se das especificidades das diferentes velhices. Nos movimentos de gênero - Feminismos, LGBTQIAPN+, há uma afirmação de identidades, mas onde está a interseccionalidade desses movimentos com relação à velhice e, se há, como essa interseccionalidade ganha visibilidade?
Se alguma das poucas leitoras desse blog souber, me ajude. Estou só começando a procurar.
terça-feira, 16 de julho de 2024
Te amo, Bodega
Acho que ainda não falei aqui da minha amiga e do meu amigo Marta e Luiz que têm um sítio na serra, em Bom Retiro onde plantam uvas e produzem vinho da marca Bodega do Paraíso. Então vou falar! Eu adoro aquele lugar. Vou de vez em quando, já levei várias amigas e amigos lá para passar o final de semana. Já ajudei a colher uva e a engarrafar vinho. É um lugar lindo demais, com muito verde em volta e uma casinha de hóspedes que parece casa de boneca. No verão, dá pra tomar banho de rio e no inverno dá pra curtir a lareira da casinha. Além do mais, como é de amigos, sempre rende bons papos e muitas risadas.
Ai, claro que eu só compro vinho da Bodega. Especialmente este ano, que é da safra 2022 que eu ajudei a colher! Mais um motivo pra dizer que esta safra tá muito boa. É um vinho fácil de beber.
Hoje, depois de um dia de chuva, sem botar o nariz pra fora da porta, mas cheio de trabalho pela internet, estava tensa e abri um bodega. Depois do primeiro gole, comecei a cantar "Te amo, Bodega. Te amo, Bodega. Pra quê chorar, te amo." Claro que no ritmo de Te amo espanhola. Mas é isso, o Bodega do Paraíso é um vinho para amar, o casal e o lugar são para amar!
Depois eu volto aqui pra por umas fotos do Paraíso da Serra e do vinho. Agora tô é curtindo beber.
quinta-feira, 11 de julho de 2024
Um pensamento solto...
Às vezes, os movimentos identitários desagregam em vez de agregar. Apartam em vez de acolher. Há que se observar as nuances.
Eu disse que era solto o pensamento. Mas é baseado em algo que me incomodou numa palestra sobre idadismo que assisti, da qual saí bem confusa nos sentimentos. Há que se evitar as bolhas. Há que se furar as bolhas. Há que ser gente como toda gente.
Se algum/a dos/as 3 leitores/as que eu tenho tiver uma opinião, larga o verbo nos comentários!
quarta-feira, 3 de julho de 2024
Pra atualizar e pensar sobre os "Solos férteis"
Oi, meus 3 leitores anônimos!!
Estava numa reunião para discutir as atualizações e reformulações do blog integraNETI (já citei ele aqui) e resolvi dar uma olhada no meu blog, pra me inspirar. Só rindo, né? Porque é muita pretensão querer me inspirar num blog desatualizado que quase ninguém lê. De qualquer maneira, valeu dar a olhada e pensar: puxa, quanta coisa eu escrevi aqui. Reler algumas postagens e pensar: uau, sou capaz de escrever umas coisas bem legais! Pelo menos eu acho legais.
Mas vamos lá, atualizar sobre a minha vida:
Continuo Presidenta do CENETI. Aos poucos entendendo melhor o potencial que aquele ambiente, que percebi desde o início como um solo fértil, tem. Fizemos um primeiro semestre muito lindo. Para além de festas divertidas de boas vindas, passeios agradáveis, tardes de jogos e festa junina, oferecemos oportunidades de formação e de debate em temas espinhosos como, por exemplo, os cuidados paliativos, questões de gênero (Presidenta? Boa tarde a todas e todos?), organização para a morte...
Notei, neste primeiro semestre de 2024, que as pessoas querem, sim, tratar de temas espinhosos e encarar o que ainda nos espera nesta vida. Ninguém (exagero, talvez) quer ser tratado como debiloide e só ser enaltecido porque ainda canta ou dança, porque ainda vai na festa, porque come bem, porque cozinha e cuida de netos. Não! Não somos velhinhas engraçadinhas, "fofas", não frequentamos bingos, embora alguns e algumas gostem de jogar um bingo e dar risadas enquanto isso. Somos, os que têm mais de 60, seres pensantes, seres críticos, seres inteligentes. Somos adultos com mais de 60 anos.
Percebi também que quem sempre foi chato, continuará chato na velhice. Quem sempre viveu na queixa, continuará queixoso na velhice. Quem soube aproveitar os bons momentos, continuará sabendo na velhice. Quem sempre gostou de aprender, continuará aprendendo na velhice. E sabe por quê? Porque continuamos sendo as mesmas pessoas que fomos e curtindo as mesmas coisas que curtíamos, com a grande diferença de que sabemos o que não curtimos e sabemos o que já não podemos mais curtir. O corpo limita, mas a cabeça liberta!
Outra coisa que notei é que muita gente idosa tende a aceitar o lugar da que não sabe, tende a deixar que os outros façam e falem por ela, tende à preguiça (será?). Se fala em protagonismo da pessoa idosa. Fundamental, mas pra dar protagonismo, tem que não fazer pela pessoa idosa, tem que ver a pessoa idosa como uma pessoa e ponto. Só faz se ela pedir. A não ser, claro, que ela não seja mais capaz. Porque acontece, acontecerá com todo mundo, num determinado momento, todos já não poderemos mais muitas coisas.
Enquanto isso, é preciso manter em mente que aposentar-se não é apagar o conhecimento que se acumulou durante a vida, muito menos deixar nossas habilidades e talentos no passado. E é por isso que eu vejo o CENETI como um solo fértil. Um lugar onde eu, e toda a equipe e todos os estudantes que tiverem vontade, podemos aplicar nossos conhecimentos e nossas habilidades.
Valeu, pessoas, idosas ou não!