sábado, 29 de outubro de 2011

Pra relaxar e matar a saudade

O dia ontem estava glorioso. Céu azul, sol, calorzinho gostoso.

Como não há dia em que eu não sinta saudades de Londres e como, na reta final da tese, a tensão tomou conta de mim, peguei o Alfredo, o tapete de "picnic" comprado lá e fui passear no parque do Córrego Grande. É um parque bonito, que não se compara com o Hampstead Heath, o Primrose Hill ou qualquer outro parque londrino, mas dá pro gasto. Lá, depois de uma caminhadinha pela trilha dos palmitais, deitamos sob as árvores e ficamos a olhar o céu...foi bom!

Lembrei do passeio para ver BlueBells...mesmo que seja só o mato, é bonito.
Agora com flores, o mato colorido. (by Afl)
Trilha dos palmitais...(By Alf)
De baixo para cima...ficar olhando o ceu entre as árvores..sensação das melhores.
De cima pra baixo...
Só na fruição do momento.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

e agora, as considerações finais

Não é fácil, não...mas acho que agora só faltam as considerações finais, a introdução e as ilustrações...
tá quase.

mas não ta facil escrever as considerações...o mundo do supermercado é tão abrangente e as práticas de compras em supermercado tão reveladoras que fica complicado sintetizar. Além disso, o cansaço que bateu depois de semanas sentada na frente do computador torna a tarefa mais árdua.

As compras em supermercado são parte da rotina, e, por isso mesmo, invisíveis...tornar visível o invisível é a essência do trabalho acadêmico. É parte do meu trabalho com um objeto, a princípio, tão mundano, tão sem charme e, em geral, considerado sem importância. Mas vá lá, pense bem. Falar da sociedade e da cultura sem falar em consumo, hoje em dia, é impossível, né não?

Mulheres em compras no supermercado são prato cheio para antropólogos, sociólogos, psicólogos e filósofos...nem eu imaginava tudo isso qdo comecei.

Prometo que depois da tese entregue, coloco algumas conclusões aqui. Por enquanto, só uma palhinha, tirada do Danny, para defender a minha ideia:

"...encontramos um preconceito ao mesmo tempo acadêmico e coloquial - preconceito que permanece como responsável pela difamação do ato de comprar e pela má vontade de enxergá-lo como uma prática que revela desenvolvimentos mais profundos do que triviais nos valores e crenças humanas. Essa é a acusação genérica do fetichismo que supõe que qualquer ênfase sobre a cultura material per se tomará necessariamente o lugar das relações sociais, em vez de se tornar um meio apara intensificar os valores sociais." (Miller, 2002:141)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Supermercado virou uma abstração teórica

Gente,
escrevo, penso, reescrevo, penso de novo, acho que to escrevendo bobagens...não é fácil não.

Sábado fui almoçar na casa de Zau, para comemorar o desfecho de uma história chata pela qual ela estava passando. Antes passei no supermercado para comprar cerveja e alguma carne para contribuir com o churrasco. Tinha também um almoço de domingo na casa da Jania, com o qual eu também precisava contribuir. A cabeça só na tese e eu circulando pelo supermercado, sem saber o que comprar. Aí me dei conta que a dificuldade consistia no fato de que, para mim, até essa tese terminar, o supermercado se transformou numa abstração teórica....hahahha pode?

Assim que, ontem, com a geladeira vazia, produtos de limpeza faltando para a faxineira que veio hoje, e outras pequenas necessidades do cotidiano que a gente preenche sempre indo ao super, lá fui eu de novo fazer comprinhas. Tinha que fazer hora para buscar Alf no aeroporto. Fiquei a perambular pelo Bistek. Mais um pouco de campo para quem já está atolada na lama. Foi bom. Todas as coisinhas que escrevi estavam lá, entre os compradores do Bistek: família, sociabilidade, negociações, cheiros e gostos...

Concentrei-me, comprei, pensei, observei... e consegui fazer do supermercado um híbrido entre o lugar que preencho minhas próprias necessidades cotidianas e o meu objeto de estudo do doutorado durante mais ou menos uma hora.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Como é bom ter amig@s!

Hoje a Marina veio aqui para me ajudar com as ilustrações da tese. Querida! Gastou a tarde toda no computadora, montando mapinhas, baixando figuras e filmes, tudo sobre um tema que nem interessa a ela. Nem sei como agradecer.

Ontem, tomei café com a Marta no início da tarde e cerveja com a Ana Paula no início da noite.
Segunda, acompanhei Zau em um compromisso chato e logo depois fomos pro mercado público tomar chope.

Todos os dias, falo com pelo menos uma das minhas amigas pelo msn ou gtalk. Todas tem seu lugar marcado e guardado na minha vida. Elas me dão força. Eu, se posso, dou força a elas.

A gente nunca se sente sozinha se tem amigas. Parece papo nhenhenhe, mas é mais do que sério!

Agora, imagina a quantidade de pessoas que precisam ser citadas nos agradecimentos da tese....Dá uma tese!

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Semana produtiva!

O tempo passa voando...ai, que clichê! vivo dizendo isso aqui...
mas em geral, no segundo semestre do ano a gente tem a sensação de que ele vôa mais e não dá pra deixar de registrar isso.

Tenho trabalhado bastante e, finalmente, to achando que a tese tá ficando com cara de tese e mais perto do fim do que do começo... ufa, alívio... mas vai que qdo eu mandar pras orientadoras elas achem que não tem cara de tese.... ai, medo!

O ritmo de trabalho para as próximas semanas, até o dia 13 de novembro, está programadinho na minha cabeça. o que vou fazer em cada semana...ah, tranquilidade....

Mas nas horas vagas, aquelas em que não estou trabalhando direto na frente do computador ou não estou na  biblioteca (é legal ir na biblioteca aqui também, eu curti, acho que vou mais vezes ainda),tenho sentido tanta saudade dos meus dias em Londres.

Ah, que vontade de viajar!


segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Relembrando (especial pra Miriam)

Uma das coisas que mais me impressionam nos céus europeus, e na Inglaterra, é o tráfego aéreo.

Não há vez que a gente olhe pro céu, em dia muito claro, sem ver uma enorme quantidade daqueles riscos brancos dos aviões a jato. Nunca está completamente azul.

Uma vez, indo de Londres para Paris, no trem, olhei para o céu avermelhado do por do sol e as marcas dos aviões tinham formado um xadrez...Eu estava com as mãos ocupadas pelo sanduíche que comia vorazmente, eu realmente estava com fome. Pensei que quando terminasse o sanduíche, fotografaria...não deu. O sanduíche terminou quando já estávamos atravessando o Eurotunel.

Desde aquele dia, fiquei olhando para o céu e procurando novas formas nas marcas dos aviões no céu. Não tive muita sorte...

sábado, 8 de outubro de 2011

Sobre a experiência

Paulinha, minha amigona, acaba de voltar de sua bolsa sanduíche na Itália.

Encontramo-nos durante a semana, lá em casa, e hoje eu passei na casa dela para uma visitinha de boas vindas.

Voltar realmente não é fácil. Ela está lá, há menos de uma semana no Brasil, morrendo de saudades da experiência que teve.

Ela está como eu fiquei na volta. Perdidona.

Ela fala assim: "ali na Italia" e conta mais uma história de seus quatro meses viajando.

Eu fico até aliviada de ver como ela está se comportando. Eu achava que era só eu. Ainda tenho muita saudade do tempo que passei em Londres. Que experiência!

Convrsamos, Paulinha e eu, sobre o fato de que pouco podemos contar sobre o tempo que passamos fora. As pessoas não querem ouvir muito e acham que é "arrogância", "exibição". Mas a verdade é que não é nada disso. É só que queremos partilhar nossa empolgação. Fico pensando sobre o texto de Benjamin, aquele sobre o fim da experiência...parece que o fim sobre o qual ele fala é justamente o fato de que aos outros não interessa mais ouvir experiências...


quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Quanto mais escrevo, menos eu sei

A tese se espalha pela casa, no quarto, na sala e, claro, no escritório....



A pilha de livros (fora os arquivos de textos no computador e os xerox espalhados por todos os lados) só cresce...



E quanto mais eu escrevo, mais preciso ler e mais me dou conta de que menos eu sei....

Agoniante!

E, às vezes, empolgante!

sábado, 1 de outubro de 2011

Pra escrever

é preciso ler, pesquisar, procurar nos guardados. Por isso, o escritório em dia de algum movimento de tese fica desse jeito:

E me perco, me acho, me perco de novo...tanto nos raciocínios quanto nos papéis...

Esta semana, combinei com Carmen, minha orientadora, de entregar a primeira versão lá pelo dia 13 de novembro. Isto significa pouco mais de um mês...Não tem saída, agora. Tem que trabalhar duro!