segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

E o Natal já passou

O meu foi tranquilinho, com minha mãe, Alfredo e Daniel. Alfredo preparou um delicioso salmão no forno (era para ser na brasa, mas a chuva atrapalhou o acesso à churrasqueira), eu preparei salada verde com um molho bem gostoso, batatas cozidas e a sobremesa, já tradicional, de café. Coloquei uns enfeitinhos na arvorezinha da felicidade e uma toalha de Natal na mesa.

O único a presentear foi o Alfredo, que deu para o Dani e para a Amparo, camisetas com fotos de autoria dele estampadas. Assim que foi um Natal menos "consumista" do que o normal, sem correrias de compras de última hora, sem estresse. Um dia especial porque nos reunimos.  Um dia tranquilo, de bastante trabalho feito com todo o carinho.

Esta semana com a Amparo aqui tem sido bem agradável. Alfredo tem ajudado muito na logística de alimentação e transporte. Como eu já disse, é bom ter a minha "velhinha" por perto.

Fotos do Natal eu não tenho, pois estão todas na câmera do Alfredo. Outra hora, eu posto.

Agora é esperar passar o Reveillon para que tudo volte ao normal na vida de todo mundo. O mundo fica estranho, mas eu, a cada ano que passa, fico menos envolvida com essas funções de final de ano. Menos festas de confraternização, menos presentes de Natal, menos estresse e preparações especiais. Não sei se isso é bom ou se é ruim. Talvez eu venha vivendo por demais um dia de cada vez. Talvez não. às vezes sinto saudade de algumas emoções que nem sei bem como descrever. Veremos.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Mamãe em casa, e muito calor

Chegou o verão, mesmo que a data oficial seja depois de amanhã.

A Amparo também chegou e já está aqui há dois dias. Temos passado os dias em casa, conversando e comendo. Hoje mesmo, ela teve a oportunidade de presenciar minhas duas horas de orientação via skipe com a Carmen. Ficou chocada com a quantidade de trabalho que tenho pela frente. Aproveitou também para entender, um pouco, o que eu faço. Não é bem assim explicar para uma pessoa de 83 anos o que significa fazer um doutorado.

Ela ficou bem contente quando mostrei que a tese era dedicada a ela. Também, com o nome que dei, não poderia ser dedicada a mais ninguém: "Quando mamãe vais às compras: uma abordagem etnográfica das compras de abastecimento doméstico em supermercados". Dediquei a ela porque, afinal, foi ela quem me introduziu ao supermercado, foram os estranhamentos dela com o surgimento deste tipo de loja que me fizeram, desde muito tempo, estranhar também essa forma de comprar em uma instituição da modernidade que transforma as relações comerciais e pessoais em profundidade.

É bom ter minha "velhinha" (e ela que não me leia) em casa. Pena que estejamos meio "presas" em casa. Este calor merecia um lugar mais fresquinho do que este apartamento.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Distraída, passei um tempinho sem escrever por aqui...

No final de semana passado, fomos para o country side de Santa Catarina...Estou sem as fotos neste computador, mas foi uma experiência gostosa, divertida, diversificadora. Com isso quero dizer que ir para a serra num dia e voltar no seguinte é bom porque se volta com a sensação de ter ficado muito mais tempo fora. O silêncio, o mato, o riozinho correndo entre pedras, o cachorro, as vacas, ovelhas, carneiros, pássaros e até as cobras fazem com que a gente "reperceba" que o mundo pode ser bem mais simples e interessante do que a estressante vida da cidade, que o tempo pode passar em velocidade diferente e que as importâncias variam muito.

Hoje me preparo para ir a Garopaba buscar Amparo, minha mãe, que vem para passar o Natal comigo.

Neste ínterim, recebi da orientadora metade dos retornos sobre a tese e fiquei alguns dias alugada arrumando o que ela apontou. Ainda não terminei, mas desde ontem dei uma pausa para preparar a casa para a chegada da Amparo.  

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

E como não estava, viajei

Passei a manhã relendo os primórdios deste blog...
os meses de fevereiro, março, abril, maio e junho deste ano foram vividos intensamente. Resolvi revivê-los esta manhã.
Foi bom!

Sensação de Não Estar

Tem dias que acordo com a sensação de não estar. É como se, apesar de estar, eu não estivesse. Hoje é um desses dias. Eu simplesmente estou e não estou. Estou e não gostaria de estar. Arrumar a casa pra quê, se eu não estou? O que era mesmo que eu tinha para fazer? Tanta coisa, tão sem razão.

Vontade de não estar, de estar em outro lugar, de não ter que... inibições.

E penso em mim, no que fiz, no que deixei de fazer, no que errei e no que, talvez, tenha acertado. E tudo fica tão confuso que é melhor não estar. Saudades das certezas. Medo das considerações. Incertezas do daqui pra frente. Sou má comigo. Muito má.  

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Pequenas Felicidades

Ter a casa cheia...

Um churrasco feito em casa...


Um passeio em dia de sol...


Um almoço entre amigos


Saldo do fim de semana mais do que positivo.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Querido Papai Noel

Sigo a orientação da Ana Paula e da Ana Lima e passo a acreditar em sua existência...

Por isso, escrevo esta cartinha:

No Natal de 2011, Papai Noel, quero ganhar uma boa fonte de renda para 2012. Que seja trabalho prazeroso, que possibilite boas realizações (úteis tanto pra mim quanto para a sociedade). Que, por conta disso, eu saia da pindaíba que me assola no final do período do doutorado.

Peço também que minha tese seja bem sucedida na banca e que alce outros vôos.

Não estou pedindo muito, né, hein? Tenho me comportado tão bem!

Felicidades aí no Polo Norte!

Att
Beth

P.S. A lista em que pensei antes desta aí de cima continha alguns bens materiais, como um par de tênis para caminhada, uma bermuda para fazer pilates e um conjunto de panelas novo...mas se o que eu pedi vier, eu mesma providencio essas e outras coisinhas de que ando precisando...

o cotidiano

Puxando pela memória, parece-me, todo filme ou livro quando quer retratar o cotidiano descreve um sujeito que faz tudo sempre igual, como naquela música do Chico Buarque: "todo dia ela faz tudo sempre igual, me acorda às seis horas da manhã, me sorri um sorriso pontual e me beija com a boca de hortelã". Um pouco como se cotidianidade fosse sinônimo de tédio, de falta de algo especial para apimentar a vida.

Acabamos por crer que a regra é que todos os dias passem da mesma forma, nos mesmos horários e lugares. Aceitamos uma ideologia geral, bastante divulgada pela propaganda, de que feliz é quem tem um cotidiano diversificado. Isto faz com que, salvo nos dias em que acontecem coisas muito marcantes, não prestemos atenção às variações de nossos roteiros diários, dos acontecimentos e sentimentos por que passamos, os altos e baixos, as pessoas diferentes que encontramos, a forma diferente com que fazemos as coisas.

Vivido de forma pouco consciente, o cotidiano parece mecânico. Mas não é! Há sempre surpresas, novidades nos caminhos, exigências de criatividade e jogo de cintura nas mais simples soluções que buscamos para pequenos problemas. De vez em quando, é bom prestarmos atenção nele. Afinal,
"a vida cotidiana é a vida do homem inteiro; ou seja, o homem participa na vida cotidiana com todos os aspectos de sua individualidade, de sua personalidade. Nela, colocam-se em funcionamento todos os seus sentidos, todas as suas capacidades intelectuais, suas habilidades manipulativas, seus sentimentos, paixões, ideias, ideologias". (Agnes Heller)