O diário de uma mudança. Cidade nova, novos conhecidos. Desafios.
Mas percebi que seria falar por demais de mim mesma, de coisas talvez pouco interessantes até para mim. O dia-a-dia que é igual e diferente para todo mundo.
Talvez eu tenha facilidade de adaptação. Não que eu me sinta uma carioca já. Longe disso. A cidade ainda é um grande mistério. Conheço relativamente bem meus caminhos cotidianos, mas qualquer passo para fora do trajeto e já estou eu perdida, olhando para os prédios, as calçadas e as pessoas com aquela cara de turista curiosa e assustada. Mesmo nos trajetos mais comuns, ainda me pego admirando coisas da cidade grande: as facilidades do bairro, o metrô, os serviços disponíveis a poucos metros de casa.
Talvez, ao contrário de facilidade de adaptação, eu tenha uma facilidade de abstração, de negação, sei lá. Simplesmente não penso muito no que deixei lá atrás. Cultivo os amigos, por certo, mas as coisas, o cotidiano e a última cidade passam a ser pouco visitados pela minha memória.
Quando, de repente, essas coisas vêm à tona, eu sinto nostalgia. Invade-me a dúvida, a pena (qual poderia ser uma palavra melhor para isso?), o sentimento de perda por ter abandonado uma vida para começar outra em outro lugar. E ainda me surpreende que a vida seja isso, essa eterna impermanência, o desejo do novo e o desejo do conhecido convivendo e disputando a minha preferência o tempo todo.
Sinto falta da cerveja do Iega, do luar no Sufoco's, dos almoços de domingo em casa de amigos. Sinto falta de coisas ainda mais distantes no tempo, como os domingos, na cama, com meus filhos pequenos abraçados em mim.
Então eu sigo, pq não dá para voltar atrás, pq não quero voltar atrás, pq não perdi, só acumulei.
Mas percebi que seria falar por demais de mim mesma, de coisas talvez pouco interessantes até para mim. O dia-a-dia que é igual e diferente para todo mundo.
Talvez eu tenha facilidade de adaptação. Não que eu me sinta uma carioca já. Longe disso. A cidade ainda é um grande mistério. Conheço relativamente bem meus caminhos cotidianos, mas qualquer passo para fora do trajeto e já estou eu perdida, olhando para os prédios, as calçadas e as pessoas com aquela cara de turista curiosa e assustada. Mesmo nos trajetos mais comuns, ainda me pego admirando coisas da cidade grande: as facilidades do bairro, o metrô, os serviços disponíveis a poucos metros de casa.
Talvez, ao contrário de facilidade de adaptação, eu tenha uma facilidade de abstração, de negação, sei lá. Simplesmente não penso muito no que deixei lá atrás. Cultivo os amigos, por certo, mas as coisas, o cotidiano e a última cidade passam a ser pouco visitados pela minha memória.
Quando, de repente, essas coisas vêm à tona, eu sinto nostalgia. Invade-me a dúvida, a pena (qual poderia ser uma palavra melhor para isso?), o sentimento de perda por ter abandonado uma vida para começar outra em outro lugar. E ainda me surpreende que a vida seja isso, essa eterna impermanência, o desejo do novo e o desejo do conhecido convivendo e disputando a minha preferência o tempo todo.
Sinto falta da cerveja do Iega, do luar no Sufoco's, dos almoços de domingo em casa de amigos. Sinto falta de coisas ainda mais distantes no tempo, como os domingos, na cama, com meus filhos pequenos abraçados em mim.
Então eu sigo, pq não dá para voltar atrás, pq não quero voltar atrás, pq não perdi, só acumulei.