terça-feira, 16 de julho de 2024

Te amo, Bodega

 Acho que ainda não falei aqui da minha amiga e do meu amigo Marta e Luiz que têm um sítio na serra, em Bom Retiro onde plantam uvas e produzem vinho da marca Bodega do Paraíso. Então vou falar! Eu adoro aquele lugar. Vou de vez em quando, já levei várias amigas e amigos lá para passar o final de semana. Já ajudei a colher uva e a engarrafar vinho. É um lugar lindo demais, com muito verde em volta e uma casinha de hóspedes que parece casa de boneca. No verão, dá pra tomar banho de rio e no inverno dá pra curtir a lareira da casinha. Além do mais, como é de amigos, sempre rende bons papos e muitas risadas.

Ai, claro que eu só compro vinho da Bodega. Especialmente este ano, que é da safra 2022 que eu ajudei a colher! Mais um motivo pra dizer que esta safra tá muito boa. É um vinho fácil de beber. 

Hoje, depois de um dia de chuva, sem botar o nariz pra fora da porta, mas cheio de trabalho pela internet, estava tensa e abri um bodega. Depois do primeiro gole, comecei a cantar "Te amo, Bodega. Te amo, Bodega. Pra quê chorar, te amo." Claro que no ritmo de Te amo espanhola. Mas é isso, o Bodega do Paraíso é um vinho para amar, o casal e o lugar são para amar!

Depois eu volto aqui pra por umas fotos do Paraíso da Serra e do vinho. Agora tô é curtindo beber.


quinta-feira, 11 de julho de 2024

Um pensamento solto...

 Às vezes, os movimentos identitários desagregam em vez de agregar. Apartam em vez de acolher. Há que se observar as nuances.

Eu disse que era solto o pensamento. Mas é baseado em algo que me incomodou numa palestra sobre idadismo que assisti, da qual saí bem confusa nos sentimentos. Há que se evitar as bolhas. Há que se furar as bolhas. Há que ser gente como toda gente. 

Se algum/a dos/as 3 leitores/as que eu tenho tiver uma opinião, larga o verbo nos comentários!



quarta-feira, 3 de julho de 2024

Pra atualizar e pensar sobre os "Solos férteis"

 Oi, meus 3 leitores anônimos!!

Estava numa reunião para discutir as atualizações e reformulações do blog integraNETI (já citei ele aqui) e resolvi dar uma olhada no meu blog, pra me inspirar. Só rindo, né? Porque é muita pretensão querer me inspirar num blog desatualizado que quase ninguém lê. De qualquer maneira, valeu dar a olhada e pensar: puxa, quanta coisa eu escrevi aqui. Reler algumas postagens e pensar: uau, sou capaz de escrever umas coisas bem legais! Pelo menos eu acho legais. 

Mas vamos lá, atualizar sobre a minha vida: 

Continuo Presidenta do CENETI. Aos poucos entendendo melhor o potencial que aquele ambiente, que percebi desde o início como um solo fértil, tem. Fizemos um primeiro semestre muito lindo. Para além de festas divertidas de boas vindas, passeios agradáveis, tardes de jogos e festa junina, oferecemos oportunidades de formação e de debate em temas espinhosos como, por exemplo, os cuidados paliativos, questões de gênero (Presidenta? Boa tarde a todas e todos?), organização para a morte...

 Notei, neste primeiro semestre de 2024, que as pessoas querem, sim, tratar de temas espinhosos e encarar o que ainda nos espera nesta vida. Ninguém (exagero, talvez) quer ser tratado como debiloide e só ser enaltecido porque ainda canta ou dança, porque ainda vai na festa, porque come bem, porque cozinha e cuida de netos. Não! Não somos velhinhas engraçadinhas, "fofas", não frequentamos bingos, embora alguns e algumas gostem de jogar um bingo e dar risadas enquanto isso. Somos, os que têm mais de 60, seres pensantes, seres críticos, seres inteligentes. Somos adultos com mais de 60 anos. 

Percebi também que quem sempre foi chato, continuará chato na velhice. Quem sempre viveu na queixa, continuará queixoso na velhice. Quem soube aproveitar os bons momentos, continuará sabendo na velhice. Quem sempre gostou de aprender, continuará aprendendo na velhice. E sabe por quê? Porque continuamos sendo as mesmas pessoas que fomos e curtindo as mesmas coisas que curtíamos, com a grande diferença de que sabemos o que não curtimos e sabemos o que já não podemos mais curtir. O corpo limita, mas a cabeça liberta! 

Outra coisa que notei é que muita gente idosa tende a aceitar o lugar da que não sabe, tende a deixar que os outros façam e falem por ela, tende à preguiça (será?). Se fala em protagonismo da pessoa idosa. Fundamental, mas pra dar protagonismo, tem que não fazer pela pessoa idosa, tem que ver a pessoa idosa como uma pessoa e ponto. Só faz se ela pedir. A não ser, claro, que ela não seja mais capaz. Porque acontece, acontecerá com todo mundo, num determinado momento, todos já não poderemos mais muitas coisas. 

Enquanto isso, é preciso manter em mente que aposentar-se não é apagar o conhecimento que se acumulou durante a vida, muito menos deixar nossas habilidades e talentos no passado. E é por isso que eu vejo o CENETI como um solo fértil. Um lugar onde eu, e toda a equipe e todos os estudantes que tiverem vontade, podemos aplicar nossos conhecimentos e nossas habilidades.

Valeu, pessoas, idosas ou não!