Durmo tranquilamente, acomodado sobre as pernas da minha humana. Ela desperta, com calor e, com isso, me desperta também. Não me interessa que horas são. Para a humana, interessa. É hora de levantar. Percebo e pulo da cama, acompanhando-a até a porta do banheiro. Sento ali e espero que ela use a sua caixinha e parta para a cozinha. Vou junto. Lá chegando, pulo para cima da máquina de lavar. Minha humana bebe água e diz: agora, não, Frederico. Permaneço no lugar, olhando para a humana enquanto ela prepara café. A humana percebe meu olhar e cede: está bem. Vou te escovar. Quando estou satisfeito, pulo de volta para o chão e corro para a frente da tigela que está perto da porta da cozinha e grito: venha, humana, coloque aqui meus biscoitos. Ela obedece. Depois segue para a pia. Serve-se de café e vai para o escritório. Sigo com ela. Mas não me agrada nem um pouco que ela fique ali parada, na frente do computador. Chamo novamente. Ela diz: agora não, Frederico. E eu insisto. Ela repete: agora não, Frederico. Insisto mais um pouco e ela cede: Tá bem, vamos jogar bolinha. Seguimos juntos para a sala. Ela chuta a bolinha para lá e para cá e eu defendo a cada chute. Magníficas minhas demonstrações de habilidade e reflexo. Canso. Deito na poltrona. Ela segue para o escritório e começa a fazer sei lá o que. É tão estranho, ela passa os dias ali na frente do computador que eu nem sei bem para que serve.
Às vezes, quando ela não reage ao meu chamado, vou para a mesa do computador, sento sobre seu braço e ela pede para que eu saia dali, que a deixe trabalhar. Mas aqui quem manda sou eu. Então ela vem para a sala brincar. Mas isso não acontece todos os dias. Algumas vezes, para dar tempo a ela, fico na janela observando o movimento de pássaros no céu e de carros na rua. Os pássaros adoram me provocar. Dão rasantes na janela. Sentem-se seguros por causa da redinha. Mas se enganam. Já peguei dois no ar. Foi uma festa!
Em geral, depois do tempo no computador, a humana toma banho, se arruma e sai. Sempre me avisa: Frederico, vou sair, mas mais tarde eu volto. Eu deixo que ela saia, assim se diverte um pouco. Enquanto está fora, deito de novo no sofá e dali só levanto para usar a caixinha, para comer ou para tomar água.
Quando minha humana volta para casa, escuto seu movimento no corredor e vou logo chamando, para que não se demore a entrar. Ela larga suas coisas sobre a mesa e eu corro para ver se tem novidades por lá. Cheiros diferentes e, eventualmente, um sabor novo para experimentar. A humana, depois de passar na cozinha, diz que está cansada e se deita no sofá. Começo a chama-la, mas ela repete: agora não, Frederico. Tento mais algumas vezes e nada. Então, às vezes desisto e me acomodo sobre suas pernas. Ficamos ali até que o humano chegue (mantenho em casa um casal de humanos). Mas quando ele chega, na verdade, não gosto muito. Temos alguns atritos. A humana permanece deitada no sofá. Eu chamo e nada. Nem a humana, nem o humano me atendem. Irritado, subo no aparador e derrubo a pilha de porta-copos que tem ali. Aí sim, a humana se mexe. Credo, de vez em quando tem que ser insistente mesmo para que ela faça o seu trabalho. Jogamos bola, pulamos ou brincamos de pegar. Alguma coisa ela tem que fazer comigo. Até que eu canse e deite novamente.
A humana, à noite, depois de se alimentar, preencher minha tigela com alimento, limpar minha caixinha (atividades para as quais mantenho sempre a humana comigo), decide que é hora de dormir. Sinceramente, como assim? sem me consultar? Então reclamo e a humana começa a jogar bola comigo novamente. Ou a levo até a máquina de lavar para que ela me escove, de novo. Só então, permito que ela vá dormir.
E assim são meus dias, com minha humana trabalhando para mim. E ela ousa dizer que é bom ter um gatinho. Quem tem uma humana sou eu!
Às vezes, quando ela não reage ao meu chamado, vou para a mesa do computador, sento sobre seu braço e ela pede para que eu saia dali, que a deixe trabalhar. Mas aqui quem manda sou eu. Então ela vem para a sala brincar. Mas isso não acontece todos os dias. Algumas vezes, para dar tempo a ela, fico na janela observando o movimento de pássaros no céu e de carros na rua. Os pássaros adoram me provocar. Dão rasantes na janela. Sentem-se seguros por causa da redinha. Mas se enganam. Já peguei dois no ar. Foi uma festa!
Em geral, depois do tempo no computador, a humana toma banho, se arruma e sai. Sempre me avisa: Frederico, vou sair, mas mais tarde eu volto. Eu deixo que ela saia, assim se diverte um pouco. Enquanto está fora, deito de novo no sofá e dali só levanto para usar a caixinha, para comer ou para tomar água.
Quando minha humana volta para casa, escuto seu movimento no corredor e vou logo chamando, para que não se demore a entrar. Ela larga suas coisas sobre a mesa e eu corro para ver se tem novidades por lá. Cheiros diferentes e, eventualmente, um sabor novo para experimentar. A humana, depois de passar na cozinha, diz que está cansada e se deita no sofá. Começo a chama-la, mas ela repete: agora não, Frederico. Tento mais algumas vezes e nada. Então, às vezes desisto e me acomodo sobre suas pernas. Ficamos ali até que o humano chegue (mantenho em casa um casal de humanos). Mas quando ele chega, na verdade, não gosto muito. Temos alguns atritos. A humana permanece deitada no sofá. Eu chamo e nada. Nem a humana, nem o humano me atendem. Irritado, subo no aparador e derrubo a pilha de porta-copos que tem ali. Aí sim, a humana se mexe. Credo, de vez em quando tem que ser insistente mesmo para que ela faça o seu trabalho. Jogamos bola, pulamos ou brincamos de pegar. Alguma coisa ela tem que fazer comigo. Até que eu canse e deite novamente.
A humana, à noite, depois de se alimentar, preencher minha tigela com alimento, limpar minha caixinha (atividades para as quais mantenho sempre a humana comigo), decide que é hora de dormir. Sinceramente, como assim? sem me consultar? Então reclamo e a humana começa a jogar bola comigo novamente. Ou a levo até a máquina de lavar para que ela me escove, de novo. Só então, permito que ela vá dormir.
E assim são meus dias, com minha humana trabalhando para mim. E ela ousa dizer que é bom ter um gatinho. Quem tem uma humana sou eu!