quinta-feira, 4 de outubro de 2012

E hoje começa uma nova etapa

2012, um ano cheio de mudanças, fins, começos, recomeços e novos fins e novos começos, recomeços...

Daqui a pouco, vou para o aeroporto buscar o Alfredo que, mal chegado no Rio, em julho, partiu para Joaçaba para trabalhar. Estava pensando: quando alguém me perguntar quando foi que começamos a morar junto, direi que foi no dia quatro de outubro de dois mil e doze. Antes, só rachamos as contas.

Imagina só minha ansiedade! Para reduzir um pouco, fui para a praia. Primeira praia mais ou menos boa que pego desde que cheguei ao Rio. Antes disso, só uma vez coloquei o biquini, mas estava tão frio o vento que não deu nem pra tirar a roupa.

Então, lá vou eu, para o Santos Dumont, buscar o elemento que faltava para começar mais esta etapa. Eu só quero, agora, um pouquinho de estabilidade.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

choques culturais

Tem aquela anedota, clássica já, sobre o gaúcho, o paulista e o carioca negociando. O gaúcho pergunta: que vantagens tu levas, tchê? O carioca pergunta: que vantagem eu levo, merrmão? E o paulista pergunta: que vantagem nós levamos, meu?

Se isso é verdadeiro, não sei. Sei que eu, uma gaúcha, estou vivendo uma experiência que faz com que a anedota seja meio verdadeira. É uma experiência que faz com que eu compreenda, na prática, a noção de mais valia. Meu tempo de trabalho valendo muito pouco e minha capacidade de trabalho sendo explorada ao máximo. Estou em estado de choque. Me pergunto se é choque cultural.

Sei que não dá para afirmar que este é o jeito carioca de fazer as coisas. Mas me faz colocar dois pés atrás. E bate uma saudade de um tempo que nem sei se existiu.

Ainda bem que amanhã se encerra o período em que enfrentei os choques culturais sozinha. Alfredo volta e mais uma mudança se desenha no horizonte: dividiremos o mesmo teto, agora sem perspectiva de um ir para lá e outro para cá. Como será?