O Rio de Janeiro continua lindo e quente. Muito quente!
Já estou aqui há quase seis meses. Não canso de descobrir a cidade. O que há de bom, muito bom e o que há de bem ruim. No balanço geral, estes primeiros seis meses me dizem que fiz a escolha certa. Estou satisfeita de enfrentar, aos mais de 50, o desafio de viver em uma cidade nova, criando novos laços, estabelecendo novas redes.
Se nos primeiros seis meses o trabalho remunerado foi escasso, o ano de 2013 promete bastante trabalho. Estou animada por estar em uma cidade maior, com mais oportunidades, mais coisas acontecendo.
Mas falemos do Rio de Janeiro, a cidade maravilhosa. O que há de bom aqui? Uma das coisas que me encanta é a diversidade, as possibilidades tanto geográficas quanto culturais. Assim como estamos no meio do fervo, com trânsito, barulho, mau cheiro, calor, podemos pegar o carro e subir para a Floresta da Tijuca, ver o verde, sentir o cheiro do mato, ouvir o silêncio. É o que temos feito nos finais de semana, recarregando as baterias para enfrentar o cotidiano de filas imensas no supermercado e muito barulho.
E, por falar em história, aqui a gente pisa na história do Brasil hegemônico o tempo todo. A curiosidade aumenta, a gente liga o lugar à história estudada na escola e tudo se torna mais claro. Exemplar é a visita ao Palácio do Catete. Mas não única possibilidade de viver a história. Por outro lado, quando digo "Brasil hegemônico", me refiro ao fato de que, aqui, os outros Brasis não são referenciados com muita frequência. De certa forma, vive-se como se fosse uma síntese do país. Sul, norte, nordeste só existem por conta da quantidade de imigrantes destas regiões. Estranho.
Aos poucos, os moradores que conheço vão me apresentando a cidade. Explicando seus detalhes, as formas de convivência, os valores que a permeiam. Estas descobertas só me enriquecem e, às vezes, me irritam. Como descobrir que, em alguma medida, esta é uma cidade sem lei (menos do que já foi, mais do que deveria ser). As diferenças nem tão sutis entre a zona sul e a zona norte da cidade também são uma surpresa para quem sempre veio para cá como turista.
Uma das coisas bacanas que me aconteceram aqui, foi ter feito um trabalho "etnográfico" visitando famílias de diferentes perfis, moradores de diferentes bairros e comunidades. Me permitiu conhecer um pouco mais das profundas diferenças que existem e que se observa ao andar nas ruas, mas observa-se melhor ainda ao entrar nas casas de classe A, B e C. Andar pelos morros é também uma atividade atraente, que, feita com um olhar mais apurado, ensina muito sobre a vida da cidade e as diferenças no Brasil.
Fico animada, encantada, estimulada, com as muitas possibilidades de conhecer, trabalhar, pensar. Saber que sempre está acontecendo alguma coisa, mesmo que eu fique em casa porque o calor está demais. Que os cinemas, com filmes variados, fica a menos de 1 km de casa. Que qualquer ônibus que passa ali na Voluntários ou na São Clemente, me leva a qualquer lugar. Que as ruas do centro guardam tesouros de arquitetura impressionantes. Que na biblioteca Nacional posso consultar qualquer livro publicado no Brasil. Que na minha rua tem um museu e na rua logo abaixo tem outro, e na rua do lado tem mais uns dois ou três. Dia desses, saímos para uma caminhadinha noturna e quando vimos estávamos dentro de uma Vernissage.
As possibilidades parecem não se esgotar nunca. Não paro de recordar as muitas experiências que já vivi aqui. E, claro, tem as praias!
Amo esse movimento, este fervilhar. Era disso que eu precisava, agora.
Já estou aqui há quase seis meses. Não canso de descobrir a cidade. O que há de bom, muito bom e o que há de bem ruim. No balanço geral, estes primeiros seis meses me dizem que fiz a escolha certa. Estou satisfeita de enfrentar, aos mais de 50, o desafio de viver em uma cidade nova, criando novos laços, estabelecendo novas redes.
Se nos primeiros seis meses o trabalho remunerado foi escasso, o ano de 2013 promete bastante trabalho. Estou animada por estar em uma cidade maior, com mais oportunidades, mais coisas acontecendo.
Mas falemos do Rio de Janeiro, a cidade maravilhosa. O que há de bom aqui? Uma das coisas que me encanta é a diversidade, as possibilidades tanto geográficas quanto culturais. Assim como estamos no meio do fervo, com trânsito, barulho, mau cheiro, calor, podemos pegar o carro e subir para a Floresta da Tijuca, ver o verde, sentir o cheiro do mato, ouvir o silêncio. É o que temos feito nos finais de semana, recarregando as baterias para enfrentar o cotidiano de filas imensas no supermercado e muito barulho.
E, por falar em história, aqui a gente pisa na história do Brasil hegemônico o tempo todo. A curiosidade aumenta, a gente liga o lugar à história estudada na escola e tudo se torna mais claro. Exemplar é a visita ao Palácio do Catete. Mas não única possibilidade de viver a história. Por outro lado, quando digo "Brasil hegemônico", me refiro ao fato de que, aqui, os outros Brasis não são referenciados com muita frequência. De certa forma, vive-se como se fosse uma síntese do país. Sul, norte, nordeste só existem por conta da quantidade de imigrantes destas regiões. Estranho.
Aos poucos, os moradores que conheço vão me apresentando a cidade. Explicando seus detalhes, as formas de convivência, os valores que a permeiam. Estas descobertas só me enriquecem e, às vezes, me irritam. Como descobrir que, em alguma medida, esta é uma cidade sem lei (menos do que já foi, mais do que deveria ser). As diferenças nem tão sutis entre a zona sul e a zona norte da cidade também são uma surpresa para quem sempre veio para cá como turista.
| Vista do Morro do Cantagalo |
| Estátua do Micheal Jackson, Morro Santa Marta |
Fico animada, encantada, estimulada, com as muitas possibilidades de conhecer, trabalhar, pensar. Saber que sempre está acontecendo alguma coisa, mesmo que eu fique em casa porque o calor está demais. Que os cinemas, com filmes variados, fica a menos de 1 km de casa. Que qualquer ônibus que passa ali na Voluntários ou na São Clemente, me leva a qualquer lugar. Que as ruas do centro guardam tesouros de arquitetura impressionantes. Que na biblioteca Nacional posso consultar qualquer livro publicado no Brasil. Que na minha rua tem um museu e na rua logo abaixo tem outro, e na rua do lado tem mais uns dois ou três. Dia desses, saímos para uma caminhadinha noturna e quando vimos estávamos dentro de uma Vernissage.
As possibilidades parecem não se esgotar nunca. Não paro de recordar as muitas experiências que já vivi aqui. E, claro, tem as praias!
Amo esse movimento, este fervilhar. Era disso que eu precisava, agora.