Eu ando completamente sem tempo. Não é bem sem tempo para escrever. É sem tempo para pensar, refletir, elaborar as experiências que ando vivendo e transformá-las em uma postagem relativamente interessante.
Estou descobrindo o Rio de Janeiro. Primeiro, descobrindo como viver nesta cidade. Como andar de um lado para o outro, que ônibus pegar, qual o melhor supermercado para ir, onde almoçar, como criar uma rotina para a vida. Ainda não me sinto em casa. Os barulhos do prédio e da rua não são conhecidos, os lugares são sempre novos, mesmo que eu passe pelas mesmas ruas praticamente todos os dias.
Uma das características do Rio, comentada por muitos, é que as pessoas vivem seus bairros ou, abrindo um pouco mais o leque, suas zonas (Zona Norte, Zona Sul). Neste sentido, já estou uma "carioca". Concluí que não estou morando no Rio de Janeiro,moro em Botafogo, com incursões ao Humaitá (fica do lado) e ao Flamengo (do outro lado). Eventualmente, um pulinho no Leme para visitar a Evelise ou para trabalhar...Carro, aqui, não me fez falta. Quer dizer, talvez, se eu me animasse a dirigir, eu fosse a alguns lugares de carro, mas os ônibus e taxis são abundantes e, especialmente para se deslocar na Zona Sul, não são caros.
Estou, também, descobrindo como trabalhar.. Aqui parece, realmente, ter mais oportunidades de trabalho para mim. Já estou ocupada com um freela de pesquisa (trabalho que fui fazer no Leme) e parece que já tenho algo engatilhado para quando este acabar. Bem bom. Ao mesmo tempo, o ritmo é outro, diferente do ritmo a que eu tinha me acostumado durante os quatro anos do doutorado. Sei lá se é o ritmo da cidade, se é o ritmo das mudanças, se é a minha própria constituição física e mental ou a faixa etária em que me encontro, às vezes me sinto tonta.
Talvez me sinta tonta porque não ande dormindo muito bem. Acabamos escolhendo um apartamento em uma rua barulhenta, num prédio barulhento. Meu quarto clareia cedo (o blackout que coloquei não resolveu o problema), o movimento na rua e no prédio começa às 6h30, Frederico começa a miar, eu acordo com vontade de dormir mais, não consigo. Às 7h30min começa o barulho de escola, as buzinas no trânsito, às 8h, começam as marretadas em algum apartamento em reforma - o prédio é grande, tem sempre algum apartamento em reforma. A cabeça começa a latejar no ritmo das marteladas.
Preciso me arrumar e sair. vou trabalhar.
Estou descobrindo o Rio de Janeiro. Primeiro, descobrindo como viver nesta cidade. Como andar de um lado para o outro, que ônibus pegar, qual o melhor supermercado para ir, onde almoçar, como criar uma rotina para a vida. Ainda não me sinto em casa. Os barulhos do prédio e da rua não são conhecidos, os lugares são sempre novos, mesmo que eu passe pelas mesmas ruas praticamente todos os dias.
Uma das características do Rio, comentada por muitos, é que as pessoas vivem seus bairros ou, abrindo um pouco mais o leque, suas zonas (Zona Norte, Zona Sul). Neste sentido, já estou uma "carioca". Concluí que não estou morando no Rio de Janeiro,moro em Botafogo, com incursões ao Humaitá (fica do lado) e ao Flamengo (do outro lado). Eventualmente, um pulinho no Leme para visitar a Evelise ou para trabalhar...Carro, aqui, não me fez falta. Quer dizer, talvez, se eu me animasse a dirigir, eu fosse a alguns lugares de carro, mas os ônibus e taxis são abundantes e, especialmente para se deslocar na Zona Sul, não são caros.
Estou, também, descobrindo como trabalhar.. Aqui parece, realmente, ter mais oportunidades de trabalho para mim. Já estou ocupada com um freela de pesquisa (trabalho que fui fazer no Leme) e parece que já tenho algo engatilhado para quando este acabar. Bem bom. Ao mesmo tempo, o ritmo é outro, diferente do ritmo a que eu tinha me acostumado durante os quatro anos do doutorado. Sei lá se é o ritmo da cidade, se é o ritmo das mudanças, se é a minha própria constituição física e mental ou a faixa etária em que me encontro, às vezes me sinto tonta.
Talvez me sinta tonta porque não ande dormindo muito bem. Acabamos escolhendo um apartamento em uma rua barulhenta, num prédio barulhento. Meu quarto clareia cedo (o blackout que coloquei não resolveu o problema), o movimento na rua e no prédio começa às 6h30, Frederico começa a miar, eu acordo com vontade de dormir mais, não consigo. Às 7h30min começa o barulho de escola, as buzinas no trânsito, às 8h, começam as marretadas em algum apartamento em reforma - o prédio é grande, tem sempre algum apartamento em reforma. A cabeça começa a latejar no ritmo das marteladas.
Preciso me arrumar e sair. vou trabalhar.
Oi, Beth,
ResponderExcluirReencontrei seu blog na minha pasta de Favoritos. Fazia tempo que eu não lia os posts e muita coisa aconteceu desde então. Que bom que continuou postando.
Os posts reflexivos sobre objetos, desapegos, velhice, afins, são muito bons. Tento não me apegar à casa onde estou, por ser temporária, mas não adianta, preciso me sentir confortável nela para conseguir produzir.
Lembrei de muitas mudanças que tive que ajudar meus pais e meus avós, também passamos pelo processo de internar avós em casas de repousos, por conta do alzheimer...
Achei engraçado quando escreveu que havia muitas mudanças pela frente e que vc não tem mais 30 anos. Pois, vou fazer 29 nessa semana e tudo isso também passa pela minha cabeça. Acho que não tem idade para se sentir insegura quanto a mudanças. Mas com certeza, vc é um exemplo de coragem!
Estou entrando no último ano do Doutorado, tá tudo encaminhado, devo entregar no tempo (se não houver imprevistos), mas sempre bate aquela pergunta: e depois?!
E quando vivemos a dois (pois, casei!), a pergunta se torna mais difícil de responder.
Anyway, parabéns pela defesa! Adoro o tema da sua tese, pois adoro supermercados.
Beijos,
Renata de Freitas - direto de Portugal