Por acaso vim parar aqui. Li uma matéria num blog e, no espaço de comentários, estava lá eu. Cliquei e revi meu blog! Gente, há muito tempo não apareço por aqui. São quase 8 anos de sumiço! E quanta coisa aconteceu na minha vida desde então:
Voltei pra Florianópolis,
Minha mãe faleceu,
Me separei,
Atravessei (atravessamos) uma pandemia,
Me aposentei,
Tive netos! O primeiro em 2016, chama-se Hector e os outros dois em 2022, chamam-se Gaspar e Clarisse. Vivem na França, são filhos da Betina.
Por causa dos netos, viajei algumas vezes pra Europa. Primeiro Barcelona, onde nasceu o Hector, depois França, onde nasceram os gêmeos.
Sem contar o que aconteceu no Brasil, que me deixou tão imersa, tão frustrada, tão desesperada e tão atenta em tudo, que não conseguia ver/ler/ouvir outra coisa do que notícias sobre genocídio, fascismo, nazismo, desmandos, fakenews, absurdos desumanos. Foi tanta desgraça nos anos que se seguiram ao golpe contra a presidenta Dilma, que, confesso, perdi a tesão. Me segurei pra manter a luta em dia, não deixar passar barato. Como todos, acabei cortando amizades (talvez nem fossem amizades, mas conhecidos com quem me relacionava de alguma forma), vivi na bolha, lendo sobre a outra bolha e muito, mas muito triste e também com alguma raiva.
Mas, falemos de atualidades. Hoje é quarta-feira de cinzas. No primeiro carnaval depois da volta da esperança - o Lula eleito!
Meu carnaval, depois de alguns anos sem cair na folia por causa da pandemia, até que foi bom. Centro de Floripa no sábado, muita gente, gente de montão, multidão - a emoção e o pavor de atravessar a multidão. A pandemia me deixou agorafóbica, um pouco, pelo menos. Feijoada da Jania e do Pádua no domingo. Dança, cerveja, comilança e amizade. Muita amizade.
Olha eu aí, no centro, curtindo a risada/a alegria que voltou depois de anos de pandemia e de infelicidades na política:
Atualmente, se carrego algum título além dos já conquistados, este é o de Vice-presidenta do CENETI - Centro de Estudantes do Núcleo de Estudos da Terceira Idade da UFSC. hahah de doutoranda/doutora/professora/pesquisadora à idosa, num piscar de olhos!
Ainda estou tentando lidar com meu idadismo, pois, sim, tenho bastante preconceito com "velhinhos" e morro de vergonha de me sentir uma. Embora extremamente consciente de que sou. Aliás, a parte boa da idade é a gente conquistar alguns privilégios. Destes, tenho usado alguma coisa. Mas gosto também de refletir sobre as conquistas, as tristezas e as alegrias do envelhecimento.
Talvez eu volte a usar este espaço como memória e pensamento. Trazer meus insights que, na maior parte das vezes são óbvios, sobre os quais tenho falado mais do que escrito.
Me aguarde, Beth! (a única leitora deste blog)
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