segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Véspera da Viagem - ambivalências, insights, agradecimentos

Tudo praticamente pronto. Pura ansiedade. As vezes, um arrependimento. Deixar tudo. Sair da zona de conforto. Ficar by myself por quatro meses. Logo eu que gosto tanto de ter companhia para fazer as coisas e estou super mal acostumada com a disponibilidade do Alfredo para me ajudar?
Vai ser bom. Aprendizado. Experiência diferente. Desejo de adolescência realizado aos 50 anos.
E vem de novo a crítica: não estou velha demais pra isso?
E a praia que eu não curti neste verão, nunca mais vou curtir. Ano que vem será outra praia, esta já passou. Ano que vem não terá grandes idas à praia também. Período de finalização de tese, preparação para a defesa. Pura ansiedade.
Admiro quem não se entrega ao conforto, à acomodação, à rotina. Ao mesmo tempo, desejo rotina, conforto, certeza. E desejo também surpresas, sistuações que mobilizam, que exigem atitudes. Preciso de estímulos para terminar essa tese, preciso dos desafios. Mas, ai, que preguiça! Vem à mente uma frase que eu sempre ouvi: "Beth, tu estás sempre inventando moda!". Frase que batia em mim como se "inventar moda" fosse a atitude errada. Não sei se era o que queriam dizer. Era uma frase de constatação e, talvez, de reclamação, pq as modas que um inventa mexem com as vidas dos outros. Responsabilizo-me pelas minhas modas, mas dependo dos outros para faze-las acontecer. A gente sempre depende de alguém para fazer acontecer e esse alguém tem que estar a fim de ajudar.
Que bom, agora, aos 50, inventei moda e encontrei um monte de gente a fim de ajudar. Obrigada, galera!*
Londres, me aguarde. Floripa, daqui a quase cinco meses a gente se reencontra e, no verão que vem, vou curtir a praia.

*quem ajudou sabe.

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