terça-feira, 22 de março de 2011

Matei o trabalho e fui passear

Gente, os dias têm sido agitados aqui.

No domingo, a Alessandra quis ir na Ikea. Foi um programa de índio, por um lado. Por outro, foi muito divertido. Aquilo lá é como a Tok&Stok, mas muito maior. A gente só não se perde, pq o caminho é planejado. Mas no fim, já está até tonta de tanta coisinha bonitinha pra comprar e olhar. O engraçado é que fomos enchendo o carrinho com todos os objetos que desejávamos. A Alessandra dizia: "põe no carrinho, depois a gente decide". Quando chegamos na fila do caixa, começamos a seleção. Fomos largando mercadorias pelo caminho, até que cada uma ficou com uma quantidade mínima (eu menos do que a Alessandra, já que ela vai ficar aqui até dezembro e eu já já volto pro Brasil). O problema da Ikea é a distância. A loja é praticamente fora de Londres, em uma vizinhança não muito simpática. Deu até um certo medinho. Ainda por cima, na volta, perdemos o Shuttle bus que leva até a estação e tivemos que pegar um busão mesmo. No ponto, conversamos com uma indiana que estava toda paramentada, quer dizer, vestida de indiana, porque tinha ido a uma cerimônia num templo hindu ali perto. Ela nos convidou a visitar o templo quando quiséssemos, nos deu folhetos e falou da religião. Mora em Londres há 30 anos, é policial, mas não abre mão da identidade hindu.

Segunda, me enfiei na biblioteca e produzi como em nenhum dia anterior tinha produzido. À noite, fui à reunião dos doutorandos do Danny na casa dele. Discutimos um paper bem mais ou menos de uma das orientandas, comemos pasta al pesto e experimentamos os doces que os judeus comem no Purim, que tinha sido no dia anterior, com direito a ouvir Danny e Rickie contarem a história da origem da festividade. Quem sabe a história da Rainha Esther?

Estava eu super animada com o trabalho que evoluiu ontem, quando João me convidou para ir com ele e Alessandra mais um casal de amigos (Guto e Amélia) a Greenwich, hoje. Ah, como perder a oportunidade de passear e ainda por cima com guias, já que Guto e Amélia moram aqui há dois anos? Encontrei-os as 10h na Holborn Station e partimos para um dia super legal, num parque lindo, com direito a companhia divertida e vistas maravilhosas da cidade.

Greenwich com Canary Wharf no fundo
Vimos tantas coisas: o museu marítimo; passamos na frente da faculdade de música - dava para ouvir as pessoas estudando canto e diversos instrumentos -; entramos na casa da rainha cheia de quadros de batalhas navais pintados ao longo dos séculos; na igreja linda; no antigo refeitório da escola naval com afrescos mandados pintar pelo Duque de Orange; caminhamos até o observatório onde daria para pisar de um lado e de outro do meridiano de greenwich demarcado no chão não fosse o fato de cobrarem 10 pounds só pra isso!

Subida para o Observatório de Greenwich
Depois fish and chips em um pub, passeio por lojinhas - incluindo um brechó onde encontrei um blazer pro João de cinco pounds e a Alessandra só dizia: "cavoca mais aí!"Mas não encontrei nada para nós.

Dali uma passadinha em Canary Wharf e uma visita ao O2 (uma arena enorme para shows).

Grupinho animado - Amélia fotografando.

Literalmente, matei o trabalho e fui passear!
Afinal, é primavera...

3 comentários:

  1. eu sei, ou sabia, história da Rainha Esther.
    Vc comeu sonho? Aqui no Brasil esse é um dos doces que se come em Purim.

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  2. Ah! Que delícia essa vida cultural,em? (sentiu a ponta da inveja? rá rá rá!!!)

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  3. a história da Ester eu vi uns pedaços numa série na Record, uma mulher porreta!

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