domingo, 19 de junho de 2011

Malas prontas, sem balanço final...por enquanto.


Quase cinco mesese embalados em duas malas e uma mochila.
Malas prontas, esperando o taxi para Heathrow. Fim da etapa. Início de uma nova (a escritura da tese, pelamordedeus, Maria!).

Tenho medo de começar a escrever um balanço das experiências desses últimos quase cinco meses e começar a chorar copiosamente. A verdade é que já estou chorando só de pensar nessa possibilidade.

Melhor, então, relatar a feijoada de ontem. Uma festança para que o povo pudesse dizer "até breve" para mim e para a Rosana (amiga da Alessandra que também volta para o Brasil esta semana).

Chegamos ao restaurante aos poucos, a partir da uma da tarde.  Brasileiros que se prezem não chegam todos no mesmo horário em uma festa. Ficamos lá até as cinco - ainda bem que o restaurante é de uma mineira, ela entende que a gente não se reúne só para almoçar. Éramos 10 brasileiros, uma italiana (Sílvia) e uma grega (Lida). Tudo muito gostoso, divertido e barulhento, como deve ser uma festa.


Silvia, Rosana, Eu, a dona do restaurante, Alessandra, João Juliano, Guto, Thais e Lida
De lá, partimos para a casa da Ale e do João, de metrô, fazendo barulho e dando risada a ponto de chamar a atenção do rapaz que estava sentado do meu lado, que queria saber de onde éramos. Conversamos um pouco: ele é americano, mora na Alemanha e está em Londres para duas semanas de intercâmbio com a Scotland Yard...apesar disso, disse ser um cara divertido. Não deu para conversar mais, chegamos ao destino.

Bagunça na Rosslyn Avenue - Belsize Park, a caminho da casa do João e da Ale
Ficamos com João e Ale até quase 11 horas da noite, batendo papo, tomando chá e fazendo barulho. Cada vez que eu ameaçava ir embora, eles reclamavam. Me senti tão acarinhada: não queriam que eu partisse.

Fazer novos amigos de infância, unidos por uma situação comum: estar vivendo em uma cidade diferente, com língua, cultura, hábitos diferentes, apesar das diferenças de idade, é bom demais. Vou levar todas essas pessoas comigo, no coração e na memória (às vezes a gente soa meio piegas, mas é isso mesmo, fazer o quê?).

Hoje fui tomar café com o Gu e com o Marcus para nos despedirmos. Foi bom. Depois voltamos para casa e eles saíram para um barbecue. Fiquei emocionada na despedida e tenho certeza de que os dois também ficaram. Entre ontem e hoje despediram-se da Lu e de mim.

The sisters in the bus
Vou sentir falta do metrô, dos cafés to go, das refeições prontas, das pessoas, da biblioteca da UCL, das coisas que vi e  das que não consegui ver em Londres, uma cidade tão rica em história e cultura que é impossível conhecer em quatro meses. Já sinto falta, também, de estar a duas horas de distância da minha filha, em Paris (pensar nisso abre a torneira aqui).

Beijos, London! (nessa foto, Rosana, que tb volta para o Brasil)
Agora é voltar para o Brasil, com um monte de gente querida me esperando por lá, Daniel, Alfredo, família e @s amig@s querid@s e muito trabalho para colocar a casa em ordem.

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