quarta-feira, 8 de junho de 2011

Relatos de um dia em Fethiye

Passeamos na feira da cidade que acontece todas as terças-feiras. Fizemos algumas comprinhas, tiramos fotos dos coloridos legumes e frutas, provamos "chais" e comemos a típica panqueca turca. Tudo muito agradável, pois o mercado não estava lotado e podíamos caminhar livremente entre as barraquinhas que, como qualquer mercado, vendem de roupas à comida. O must da experiência foi barganhar. Afinal, na Turquia tem que barganhar ou o comerciante fica frustrado. O problema é que a gente sempre sai na dúvida se fez um bom negócio.

Antes, passamos nas ruínas de um castelo medieval e nas tumbas esculpidas nas rochas. Apesar de serem negociantes, os turcos, pelo menos em Fethiye, ainda não começaram a cobrar para visitar os sítios arqueológicos. O que não é bom, pensando bem, pois os riscos de destruição e perda dessa memória são grandes, além de não ter ninguém para explicar os detalhes do lugar. É assim, também, com um anfiteatro de antes de cristo no meio da cidade, que está sempre sendo usado por jovens para bater papo nos degraus.

Na volta para o hotel, Betina quase foi atropelada, chegou a bater no carro que passou a mil pelo sinal de pedestres. O trânsito, aqui, é caótico: . eles não usam pisca pisca, não respeitam sinal vermelho e o pedestre que se cuide. Mesmo com sinal para pedestres atravessarem, os motoristas não param nem diminuem a velocidade. Foi um susto e tanto para nós duas. Mas só susto.

À tarde fomos ao Hamam - banho turco, com direito à sauna, esfoliação, banho de espuma com massagem e xampu. O banho em si é legal, mas a sauna me deixou agoniada. Não entendo bem qual o prazer de ficar em um espaço fechado, suando em bicas, respirando ar quente que queima o nariz. Me bateu desespero antes mesmo dos 10 minutos programados. Saí correndo e fui dar "esporro" pq tinha sido esquecida na sauna. Eles não entenderam bem o que eu dizia, mas me deram água e me passaram para a próxima etapa - o banho propriamente dito. Tadinha da Be que deixou a sauna por minha causa. Ela gosta...

Compramos, além do banho, uma massagem relaxante de 45 minutos...aí sim, começa a minha língua. Adoro massagem!

Nesta rápida experiência na Turquia, deu para perceber que poucos são os turcos, nas ruas, que falam inglês. Mas a maioria sabe recitar, em inglês, os preços das coisas que querem nos vender. Qualquer pergunta que a gente faça, um pouco mais complexa, é respondida com cara de interrogação. E, para chamar nossa atenção, os comerciantes dizem: "hello, ladies. Where are you from?" Ou tentam adivinhar de onde somos, chutando inglesas, holandesas e outras nacionalidades européias. Divertido, mas cansativo às vezes.

A experiência de ficar hospedada em um hostel, ou guest house, em um lugar quente como Fethiye também é especial. Como nos quartos é muito quente, o povo fica na parte social e socializa geral, Aqui tem gente de todas as idades, não só gurizada viajando, E isso torna tudo muito mais interessante. De manhã, tomei café com um americano de seus 50 anos e uma neozelandeza de seus 70. Trocamos longas ideias sobre a minha tese (não dá para dizer que não trabalhei esses dias). À noite, fiquei novamente com a neozelandesa e um turco super simpático trocando informações sobre cultura, política e religião de nossos países. Papo que começou por volta de sete horas da noite e acabou às 11h. Enquanto Betina termnava de ler o livro no qual estava viciada. Muito bom!





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