terça-feira, 25 de outubro de 2011

Supermercado virou uma abstração teórica

Gente,
escrevo, penso, reescrevo, penso de novo, acho que to escrevendo bobagens...não é fácil não.

Sábado fui almoçar na casa de Zau, para comemorar o desfecho de uma história chata pela qual ela estava passando. Antes passei no supermercado para comprar cerveja e alguma carne para contribuir com o churrasco. Tinha também um almoço de domingo na casa da Jania, com o qual eu também precisava contribuir. A cabeça só na tese e eu circulando pelo supermercado, sem saber o que comprar. Aí me dei conta que a dificuldade consistia no fato de que, para mim, até essa tese terminar, o supermercado se transformou numa abstração teórica....hahahha pode?

Assim que, ontem, com a geladeira vazia, produtos de limpeza faltando para a faxineira que veio hoje, e outras pequenas necessidades do cotidiano que a gente preenche sempre indo ao super, lá fui eu de novo fazer comprinhas. Tinha que fazer hora para buscar Alf no aeroporto. Fiquei a perambular pelo Bistek. Mais um pouco de campo para quem já está atolada na lama. Foi bom. Todas as coisinhas que escrevi estavam lá, entre os compradores do Bistek: família, sociabilidade, negociações, cheiros e gostos...

Concentrei-me, comprei, pensei, observei... e consegui fazer do supermercado um híbrido entre o lugar que preencho minhas próprias necessidades cotidianas e o meu objeto de estudo do doutorado durante mais ou menos uma hora.

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