De pura ansiedade!
Desde que entreguei parte da tese para a orientadora ler, estou ansiosa, insegura, tensa.
A tensão é tanta que no sábado me deu uma dor de cabeça forte que não passou com aspirina. A única maneira de aliviar a dor foi chorar.
É preciso continuar o trabalho, mas cadê a possibilidade de parar e concentrar? Agora mesmo, coloquei roupas na máquina de lavar, fui para o banho e fiquei tentando planejar o que faria depois: arrumar as unhas? arrumar o texto para o livro sobre cultura material conforme as normas? reler a tese? ler o Giddens ou as feministas pra ver se tem mais coisas para colocar lá? Parar tudo e sair de casa?
Aí que decidi escrever no blog. Não que seja para alguém ler, pois acredito que as minhas angústias sejam pouco interessantes para os outros. Angústias normais de quem está em fase de término de tese, sem saber bem o que vem depois disso.
Mas escrever aqui, de forma quase solta - quase porque sempre é público e tem coisas que não se pode tornar público já que podem ser usadas contra você num tribunal heheh -, me faz bem, anima meu dia, me faz sentir como se estivesse produzindo. Como uma sessão de análise, serve para organizar ideias e sentimentos.
Aliás, já acordei tendo que enfrentar um desacordo que me deixou bem irritada - é o tipo de coisa que não se pode contar aqui, pelo menos, não se pode dar nome aos bois. Razões suficientes para a raiva existem. Mas o importante é eu aprender a lidar com a raiva e saber que o que não tem solução, solucionado está. Há que se ter paciência, há que se compreender as limitações dos outros e as nossas próprias. Mas tem horas que só de pensar que o outro é incapaz de um ato de solidariedade ou de olhar para si mesmo, já é suficiente para me deixar irritadíssima.
Assim, vou dar um exemplo: alguém escreve pra vc uma série de instruções, vc não entende bem e pede explicações, quem escreveu as instruções responde que está explicado no primeiro email, vc insiste dizendo que não entendeu bem, tenta aliviar, colocando a responsabilidade pelo mal entendido na sua própria estafa, o outro continua insistindo que está tudo explicado lá. Vai email, volta email, tês ou quatro vezes, e a resposta a uma simples pergunta que poderia ser só "sim" ou "não" não vem.
É praticamente inacreditável!
Gente, sei lá se eu sou louca de pedra, excessivamente crítica comigo mesma, mas se fosse o contrário, se eu tivesse mandado um email com instruções e alguém tivesse dúvidas, eu acreditaria que não tinha sido clara e gastaria cinco minutos para explicar o que não está claro.
Mas, cada um cada qual, não se pode esperar que as pessoas reajam como você às situações. Então, só resta respeitar e desistir!
Desde que entreguei parte da tese para a orientadora ler, estou ansiosa, insegura, tensa.
A tensão é tanta que no sábado me deu uma dor de cabeça forte que não passou com aspirina. A única maneira de aliviar a dor foi chorar.
É preciso continuar o trabalho, mas cadê a possibilidade de parar e concentrar? Agora mesmo, coloquei roupas na máquina de lavar, fui para o banho e fiquei tentando planejar o que faria depois: arrumar as unhas? arrumar o texto para o livro sobre cultura material conforme as normas? reler a tese? ler o Giddens ou as feministas pra ver se tem mais coisas para colocar lá? Parar tudo e sair de casa?
Aí que decidi escrever no blog. Não que seja para alguém ler, pois acredito que as minhas angústias sejam pouco interessantes para os outros. Angústias normais de quem está em fase de término de tese, sem saber bem o que vem depois disso.
Mas escrever aqui, de forma quase solta - quase porque sempre é público e tem coisas que não se pode tornar público já que podem ser usadas contra você num tribunal heheh -, me faz bem, anima meu dia, me faz sentir como se estivesse produzindo. Como uma sessão de análise, serve para organizar ideias e sentimentos.
Aliás, já acordei tendo que enfrentar um desacordo que me deixou bem irritada - é o tipo de coisa que não se pode contar aqui, pelo menos, não se pode dar nome aos bois. Razões suficientes para a raiva existem. Mas o importante é eu aprender a lidar com a raiva e saber que o que não tem solução, solucionado está. Há que se ter paciência, há que se compreender as limitações dos outros e as nossas próprias. Mas tem horas que só de pensar que o outro é incapaz de um ato de solidariedade ou de olhar para si mesmo, já é suficiente para me deixar irritadíssima.
Assim, vou dar um exemplo: alguém escreve pra vc uma série de instruções, vc não entende bem e pede explicações, quem escreveu as instruções responde que está explicado no primeiro email, vc insiste dizendo que não entendeu bem, tenta aliviar, colocando a responsabilidade pelo mal entendido na sua própria estafa, o outro continua insistindo que está tudo explicado lá. Vai email, volta email, tês ou quatro vezes, e a resposta a uma simples pergunta que poderia ser só "sim" ou "não" não vem.
É praticamente inacreditável!
Gente, sei lá se eu sou louca de pedra, excessivamente crítica comigo mesma, mas se fosse o contrário, se eu tivesse mandado um email com instruções e alguém tivesse dúvidas, eu acreditaria que não tinha sido clara e gastaria cinco minutos para explicar o que não está claro.
Mas, cada um cada qual, não se pode esperar que as pessoas reajam como você às situações. Então, só resta respeitar e desistir!
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