Pela primeira vez em muito tempo, estava lá apenas como compradora. Não olhei para os lados, não olhei para as pessoas. Olhei só para as prateleiras, procurando o que eu queria, direto nos corredores, às vezes desejando produtos que não coloquei no carrinho, outras vezes, decidi comprar por puro impulso, por desejo provocado pelo olhar e pela memória do sabor, na última hora.
Não temos muitas opções, além de ir ao supermercado, quando precisamos abastecer nossas casas. Como diz Shaw, a gente vai para comprar aquilo que não fazemos - e já não podemos mais fazer - em nossas próprias casas. Teve um tempo em que as pessoas faziam manteiga em casa, alguém se lembra?
É por isso que os sentimentos com relação às idas ao supermercado variam de prazer à obrigação. Quando as compras representam o trabalho de levar para casa a comida e os produtos de limpeza necessários para nossa sobrevivência, o supermercado é uma chatice insuportável.
Mas sempre damos um jeito de ter algum prazer, seja simplesmente flanando entre os corredores de bazar, seja observando os biscoitos doces ou os pães que dão água na boca, ou passeando entre os vinhos (estes, às vezes, me dão ansiedade, são marcas demais para avaliar).
Foi bom ir ao supermercado só pela obrigação de abastecer a minha casa, sem o manto da pesquisadora em ação. Opa! Impossível que eu não observasse a mim mesma. Coisa que a maior parte das pessoas não faz.
Compras em supermercado são invisíveis...tema para um outro dia.
Não temos muitas opções, além de ir ao supermercado, quando precisamos abastecer nossas casas. Como diz Shaw, a gente vai para comprar aquilo que não fazemos - e já não podemos mais fazer - em nossas próprias casas. Teve um tempo em que as pessoas faziam manteiga em casa, alguém se lembra?
É por isso que os sentimentos com relação às idas ao supermercado variam de prazer à obrigação. Quando as compras representam o trabalho de levar para casa a comida e os produtos de limpeza necessários para nossa sobrevivência, o supermercado é uma chatice insuportável.
Mas sempre damos um jeito de ter algum prazer, seja simplesmente flanando entre os corredores de bazar, seja observando os biscoitos doces ou os pães que dão água na boca, ou passeando entre os vinhos (estes, às vezes, me dão ansiedade, são marcas demais para avaliar).
Foi bom ir ao supermercado só pela obrigação de abastecer a minha casa, sem o manto da pesquisadora em ação. Opa! Impossível que eu não observasse a mim mesma. Coisa que a maior parte das pessoas não faz.
Compras em supermercado são invisíveis...tema para um outro dia.
| Estas compras foram acompanhadas para a tese...não são as que fiz ontem. |
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