A ação começa na segunda-feira!
Hoje falei com o prof e marcamos um encontro para segunda às 4h30min, depois, às 5h, um seminário e, de lá, vamos beber, o prof e seus alunos. A semana já começará bem. Segundo Daniel, enquanto bebermos, conversamos. Essa programação me faz pensar na Marta, cujo orientador ama beber com orientandos. A diferença é que o da Marta não mistura as coisas: ou bebe, ou orienta! :) Quero só ver que bicho vai dar esta mistura.
Hoje o dia foi tranquilo. De manhã saí para finalmente comprar o SIM Card do celular. Tenho um número, um blackberry emprestado (que chique!), mas ainda não tenho a conta no banco.
Daniel me mandou a carta necessária por email, fui ao banco conferir o que já desconfiava: a carta tem que ser assinada com caneta. Já vejo que ele vai estranhar que o banco não aceite a carta com sua assinatura, que foi salva em pdf e impressa. Aconteceu o mesmo com uma que eu precisei para o visto, ele ficou indignado de ter que usar o correio comum.
À tarde, mais uma exploradinha básica na vizinhança, desta vez aventurando-me um pouco, muito pouco, por outras ruas. Mas foi muito pouco mesmo, pq a preguiça de caminhar era grande. Diferente de uma viagem de férias, esta tem tempo. Posso conhecer a cidade mais "de verdade", aos poucos, sem a correria de visitar tudo o que está no guia de turismo. E isso é muito bom.
Perto de casa, a Hatton Garden Street só tem Jewleries, e, portanto, tem um monte de Jews ortodoxos pelas ruas. Eu acho sempre tão interessante o jeito deles se vestirem, as barbas longas, os cachinhos (tem um nome, mas não sei escrever). Sem contar que, para quem mora em Floripa, isso é bastante estranho, já que não existem judeus ortodoxos por lá. A ortodoxia e a tradição nada têm a ver com o uso das tecnologias, a maior parte estava pendurada em seu celular.
Falando nisso, pq viajando estamos com a percepção mais aberta aos estranhamentos, percebemos coisas bem esquisitas: a quantidade de gente falando sozinha no meio da rua, em Londres, é impressionante (em Floripa tem tb). Hoje vi um homem que parecia um daqueles malucos ou bêbados que f icam nos centros das cidades brasileiras pregando ou discutindo com um ser imaginário. O cara andava em círculos, falava em voz alta e gesticulava como doido. Só depois de um tempo que vi o fio do telefone pendurado em seu ouvido.
Aqui pertinho, também, tem a Leather Lane. Uma rua que é um camelódromo a céu aberto. Não é uma feira com coisas interessantes. É um camelódromo mesmo: um monte de barraquinhas vendendo bolsas de couro, luvas, roupas, meias e todas as quinquilharias que se encontra em qq barraca de camelô no Brasil.
E por falar em ruas, hoje atravessei várias delas, várias vezes só para praticar. Tem que olhar para os dois lados, como em qualquer lugar, mas tem também que procurar os carros que vêm e vão do lado errado da rua. Apesar dos treinos, ainda não consegui atravessá-las com tranquilidade. Outra coisa que a mão inglesa confunde, para mim, é a diferença entre esquerda e direita. Se, como canhota, sempre tive problemas com isso, agora, andando pelas ruas de Londres, fico mais confusa ainda.
E para terminar por hoje, a temperatura é de 12 graus. Tô achando que trouxe o calor comigo pra Londres!
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