De Londres para Paris via Eurostar. Cheguei ontem à noite. Privilegiada: meu genro Julien foi me buscar na estação e ainda por cima preparou o jantar para nós.
Antes de vir, porém, trabalhei um pouco, desta vez, na British Library, pq a UCL estava em greve. Na verdade, nem tentei ir até a biblioteca da UCL, já que estava há horas para conhecer a British. É enorme, chega a ser assustadora. Tem umas burocracias para se registrar e poder consultar o acervo. Além do passaporte e comprovante de residência, é preciso ter a lista do material que se está querendo pesquisar. Acabou que só me registrei pra usar o wifi e vou deixar para preparar a lista em casa, pelo site do acervo da biblioteca. Mas vou confessar, não me apaixonei pelo lugar, grande demais.
| A entradinha da British Library |
Já o dia de hoje, em Paris, foi dedicado a caminhar muito. Ana Lima e Alessandra me falaram do Musèe L'Orangerie. Resolvi ir até lá. Consultei o google maps para saber o caminho e parti. Fui andando pelas ruas, entrando em lojinhas, na Galeria Lafayete e outras paradinhas, na maior flanerie até chegar à Champs Elisèes, como mandava o mapa. Ali, pra variar, errei o caminho. Ou melhor, o google maps não foi claro. Rodei, rodei, rodei em torno da Place de la Concorde até finalmente perguntar a um motorista de ônibus onde era o tal museu e descobrir que era dentro do Jardin des Tuileries. Comi um crepe caro e ruim (essas coisas para turista são quase sempre roubadas) e fui ver o museu. Valeu a caminhada longa. O museu é muito gostoso, pequeno, não chega a cansar. Adorei ver as obras do Monet no andar de cima, mas amei, mesmo, foi lá em baixo, a coleção do mecenas Guillaume. Picassos, Cezannes, Renoirs, entre outros em obras nem tão badaladas.
| Picasso |
Bom, já que tava no jardim, andei por ele, sentei na graminha como todo mundo que tava lá. O dia estava quente e o jardim cheio de gente lagarteando nas cadeiras e no gramado. Fui até o outro lado - o Louvre. Atravessei uma ponte (acho que é a dos namorados) que eu já tinha atravessado antes, mas não tinha reparado nos cadeados...casais colocam cadeados com seus nomes na "mureta" da ponte e, com o sol batendo, o brilho fica intenso. Bacana, né, simboliza a união, por outro lado, parece mandinga, ficar "cadeada" ao outro desse jeito. Me deu uma certa agonia!
| Pura mandinga! |
Agora são nove, estou esperando a Betina aparecer para vermos o que vamos jantar. A fome tá batendo!
| Primavera em Paris |
Quando é que vc vai facilitar isso aqui prá gente fazer os comentários??? Dá uma preguiça de gato toda a burocracia para dizer um 'oi'. :(
ResponderExcluirCredo Beth,fiquei agoniada tbem ´so de ver a foto dos cadeados.Vendo isso acho que aqueles corações com os nomes entalhados em arvores até que eram simpaticos.
ResponderExcluirBjs