Demorei pra satisfazer minha expectativa em relação a essa região. É que pra curtir tem que entender primeiro quais os villages interessantes a serem visitados e nós demoramos um pouco pra isso.
Nossa primeira parada foi em Chipping Campbel. Achei frustrante. Nada de charme, nada de nada. Fomos ao local de informações turísticas atrás de orientação e saímos mais desorientados ainda, além de termos pago 1,50 por um guia da cidade que era bem sem graça. Tá bom, serviu pra gente ir nas casas mais importantes e históricas, mas eles deveriam dar o mapa de graça, como aconteceu, depois, em Broadway.
Este Village é interessante, um pouco mais charmoso do que o anterior, mas, ainda assim, fiquei frustrada. No centro de informações turísticas, o senhor que atendeu era muito simpatico, mas não nos foi muito útil. Queria nos vender outro mapa por dois pounds. Abrimos mão da nova aquisição, compramos pão e frios, fizemos um lanchinho na pracinha em frente ao supermercado e fomos ver a Broadway Tower.
Agora estava começando a ficar interessante. Uma linda vista para um vale, com essa torre construída no século 18, em um local que foi utilizado durante a segunda guerra para identificar aviões, onde posteriormente foi construído um bunker anti nuclear, que não visitamos, mas achamos interessante existir ali.
Resolvemos rumar para Stow-on-the-Wold, que estava, também, no guia da Folha que o Alf trouxe. Um village um pouco mais simpático, mesmo assim... Fomos ao centro de informações turísticas de novo e, finalmente, tivemos informações! Ufa! O senhor que nos atendeu nos orientou a ir para Bourton-on-the-water e, no caminho, passar por Lower Slaughter. Chegamos, afinal, à parte charmosa das Cotswold.
Agora, falando em geral: o grande barato aqui são as contruções em pedra amarela, típica da região. São efetivamente lindas. Nos dois últimos vilarejos que visitamos hoje, além das construções lindinhas, havia rios. Tudo fica mais bonito quando tem água perto! As construções mais bem cuidadas, com jardins coloridos também deixavam os lugares mais enfeitados.
Em Lower Slaughter tem um moínho d'água com um museu e uma lojinha que tem produtos bem diferentes, a ponto de o Alf comentar que foi a loja mais interessante que ele entrou na Inglaterra. Eu provei o sorvete feito ali mesmo de baunilha com pedaços de pão preto. Soa estranho, mas é bem bom!
No último vilarejo visitado, Alf tomou o café que estava desejando há algumas horas, caminhamos pela beira do riozinho, curtimos os patos que voam e nadam livres por ali, as crianças brincando nas águas do rio...Achei um barato a família que, ao lado do rio (entre o rio e uma estrada que corta o vilarejo), montou sua mesinha com cadeiras de picnic e fazia um lanchinho que parecia bem servido.
O tempo nos brindou com sol quase o tempo todo, apesar de haver sempre uma bruma que dificultava as fotos de paisagens.
Chegamos ao fim de nosso penúltimo dia de viagem e último de passeios. Amanhã, Gilda, a GPS, nos leva de volta a Londres, onde recomeço os estudos e começo uma nova aventura de 13 dias com o Alfredo vivendo em um studio mínimo.
Bordeaux e muitas cidades no sudoeste da França são de pedra calcárea, amarelas. Este é o terroir do vinho bordeaux! Será a mesma pedra?
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