sábado, 16 de julho de 2011

inundações

Ontem a máquina de lavar estragou. Este ano já estragou várias vezes, pelo que me disse a Marina. Está na hora de trocar. Afinal, esta tem a idade da Betina. Para uma máquina de lavar, é velha! Mas ela estragou bem no meio da lavagem de toalhas. Coloquei-as no tanque e abri a torneira para deixa-las de molho até hoje e, então, dar um jeito no assunto. Enquanto o tanque enchia, vim para o escritório e me distraí no computador. Quando dei por mim, a casa estava inundada. Duas horas gastei para secar, empurrar a água pelo ralo, recolher a que estava no meu quarto, embaixo da minha cama, e fazer um levantamento dos estragos nos móveis da cozinha. Que m!

O que me preocupa é que quando começo a ter esse tipo de desatenção é pq estou inundada também. Em pensamentos, sentimentos, angústias, fantasmas. Preciso dar um xô nessa tristeza. Um "agora basta" para os fantasmas que, por muito tempo, escondi em algum canto de minha mente e agora me assombram e inundam, impedindo que eu trabalhe. Estou numa sucessão de insights sobre mim mesma e sobre minhas relações. Quase uma enxurrada. Quase afogada.

A parte boa disso tudo é que logo que a enxurrada passar, que eu me desafogar desses pensamentos, terei menos alguns nós na minha vida, mais respostas e um pouco mais de saber sobre mim mesma. Pelo menos, até a próxima inundação!

Tá, mesmo assim continuo feliz com o resultado do meu trabalho...só preciso que a inundação acabe pra conseguir continuar a escrever a tese.

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