À tarde, apresentei meu trabalho. Estava meio insegura, achando que não daria conta de falar em 15 minutos os detalhes que eram importantes do texto. Li e reli antes da apresentação. Achei que o power point que preparei estava confuso. Fiquei agoniada, pois no netbook não consigo mexer no power point, apenas ver. Também em minhas leituras, não conseguia encontrar uma linha racional e lógica para a apresentação.
Tudo pura bobagem! Na apresentação, usei o material que preparei e a "velha" Beth cara de pau e meio performática brotou fazendo com que a platéia se envolvesse no que eu estava apresentando. O que se percebia pelos sorrisos, balanços de cabeça e cochichos conforme eu ia descrevendo os sentidos no supermercado e mostrando fotos do meu campo.
Quando chegou a hora dos comentários, apenas um professor falou. Gastou a maior parte do seu tempo com o meu trabalho e ficou claro, pelos pedaços do texto citados, que ele tinha lido tudo com atenção. Fiquei contente e, claro, parte dos comentários foram úteis, outros foram bobagens. Mas ao mesmo tempo, fiquei frustrada, pois nos dois dias anteriores, dois professores comentaram os textos e, justo no meu, apenas um comentou. Eu estava "sedenta" pelas outras opiniões.
No intervalo, Renata (a nova velha amiga com a qual jantei na noite anterior e também uma das coordenadoras do GT), veio me fazer uma pergunta sobre o meu trabalho. Fiquei felicíssima com a curiosidade dela. Mas o melhor ainda estava por vir.No final da tarde, antes do fim do GT, fui para a cafeteria em frente à reitoria da UFPR bater papo com duas colegas (fugi do GT pq estava incomodada com o andamento, não vou dar detalhes aqui). Muito bem, estávamos lá jogando conversa fora enquanto eu fazia tempo para chegar ao ônibus que me traria de volta, quando os professores coordenadores e comentadores do GT fizeram uma mesa enorme ao lado de onde estávamos sentadas. Aí começou a parte boa: todos comentaram o meu trabalho, elogiaram, afirmaram que eu tinha um excelente objeto e, melhor, deram dicas para aprimora-lo ainda mais.
| GT em momento de descontração. Elogios fora de hora e lugar. |
Indescritível a minha satisfação com aqueles comentários fora de hora e lugar. Eles falaram tanto, contaram casos seus nos supermercados da vida, trocaram impressões sobre teorias e práticas que eu quase perdi o ônibus e, consequentemente, perdi o sono!
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