A tese invadiu a sala. Desde sexta-feira, tenho uma mesa no escritório e outra na sala. Resolvi ampliar as possibilidades de local para trabalhar. Quem sabe, mudando a perspectiva, eu consiga desenvolver melhor. Ficar mais perto da cozinha pode me ajudar a pensar sobre o supermercado.
É bacana mexer um pouco nas coisas. Trazer a mesa que estava no quarto-depósito para a sala me fez mexer em armários que estavam intocados desde que voltei de Londres. Uma sacola de sapatos está ali, separadinha, para doar. Algumas coisas foram para o lixo, mas grande parte do que está no quarto-depósito-bagunça não me pertence. São as memórias d@s filh@s, papéis, fotos, presentinhos, skate, bicicleta, etc.
São coisas das quais eles não querem se desfazer, preferem manter na casa da mãe como forma de materializar as referências: "a casa da mãe é também a minha casa." Para mim, também, ter as coisas deles aqui é mantê-los presentes, mesmo que cada um tenha tomado o seu rumo. Sentir que a minha casa é referência para eles é senti-los bem perto.
Ao mesmo tempo, e já que passa do meio dia, dá saudade do tempo em que almoçávamos juntos. São só as coisas que estão aqui. Eles estão tocando suas vidas (que orgulho!) e eu vou ter que sair pra almoçar sozinha. Coisa que não gosto de fazer.
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