sábado, 14 de maio de 2011

o Blogger andou fora do ar, e eu também!

Sinto muito, fiéis leitoras e leitores...haha

Tenho estudado bastante, ficado angustiada um tanto e, por conseguinte, sem muito a contar por aqui.
Além disso, o blogger andou fora, impedindo até que eu visse se houve visitas no tatilidades ou não...

Bom, mas vamos ao que interessa!

Fui a Cambridge, que tem esse nome por causa das pontes sobre o rio Cam, que eu só vi rapidinho, pois cheguei lá às 3h da tarde e, às 5h, fui assistir uma palestra, sobre a qual dou mais detalhes mais adiante...

Cambridge é uma cidade muito lindinha com uma população extremamente simpática e prestativa (essa foi nossa experiência - minha, da Thaís e do Juliano). Toda vez que alguém achava que estávamos perdidos por estarmos olhando o mapa, vinha oferecer ajuda. Nem acreditamos. Chegou a incomodar o Juliano que "só queria olhar o mapa em paz".

Aqui a descoberta do DNA foi ensaiada, discutida e anunciada.
Não resistimos e tiramos fotos das frases num salão de cabeleireiros especial para homens, um exemplo:


Visitamos uns colleges, uma igreja que é o prédio mais antigo da cidade (12e alguma coisa), andamos até a beira do Rio e partimos para a palestra, planejando passear mais um pouco depois que acabasse...


De uma água para outra

A palestra da Marilyn Strathern, Gifts money cannot buy, tratava, de modo geral, da questão da dádiva entre doadores e receptores de órgãos humanos e a impossibilidade da reciprocidade. Entre os diversos temas qeu esse tema sugere, ela passou pela questão ética - até que ponto se pode pagar por orgãos?, passou pela questão de parentesco e geracional, até que ponto uma mãe pode esperar que seus filhos sejam doadores? Da transformação do corpo e do material corporeo em commodity, do altruísmo, que seria a negação da reciprocidade...Adorei a frase: "A tirania da dádiva não tem a ver com coersão, mas com expectativas". Mas meu inglês nem tão bom, não permitiu que eu compreendesse as entrelinhas da palestra. Mesmo assim, foi uma boa experiência que me colocou a pensar.

Para saber mais sobre Dame Marilyn Strathern, entre 99 mil resultados do google: http://www.srcf.ucam.org/~srw38/walks/tour/atoz/scientistdatabase.php?ppleid=113

Thaís é uma grande admiradora de seu trabalho, tendo lido e relido diversas vezes a versão brasileira de "O Gênero da Dádiva". Assim que estava emocionadíssima durante a palestra. Levou o livro em português para que a autora autografasse e conseguiu seu objetivo.

Ao lado de Juliano sentou-se um senhorzinho. puxou assunto com ele e os dois engrenaram numa super conversa...era o Dr. Ray Abraham: http://www.chu.cam.ac.uk/~RGA1000/, já aposentado, que, bem humorado, respondeu à Thais, depois que esta manifestou sua admiração pelo trabalho da Strathern: "é meio complicado". Risos gerais.

A palestra era a primeira de uma série que leva o nome da palestrante. Depois teve um coquetelzinho, bem de universidade: vi de longe que havia uns canapés, mas qdo me aproximei já tinham sido consumidos, e umas batatinhas de pacote, essas sim, em boa quantidade, além de vinho branco e tinto.

Sete horas, vamos passear? Qual nada! A cidade estava já fechada, a luz era pouca. Voltamos para a estação para voltar pra Londres.

O meu trabalhinho está evoluindo e ganhando cara de tese...por isso, fico fora do ar e em crise!

Um comentário:

  1. Amei o nome, nunca tinha sacado, as bridges de Cam, ótimo. Pois acabei de ver seu comentário n'ospsis e escrevi mais um pouco e falei de pontes, venho aqui e pontes. Sintonia é bom. A Universidade é poderosa, não imaginei uma cidade tão pequenina! E salve a tese em construção!

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