De manhã trabalhei mais um pouco no texto pra SBS. Até que tá ficando bom.
Depois fui até a UCL encontrar Thaís. No caminho, vi que em Broomswick, um shoppingzinho em céu aberto por onde sempre passo, tinha uma feira de alimentação étnica - coisa muito comum em Londres -, com uma barraquinha brasileira. Parei para assuntar com o Carlos, dono da barraquinha, sobre o brazilian salmon strogonoff que ele servia. Falei que nunca tinha provado esse prato no Brasil. Ele respondeu: "tem que ser criativo". Brasileiros: saibam que temos um novo prato típico!
| Lida, Cósimo e Susanna |
Foi uma experiência diferente naquela região. Primeiro, chegamos na catedral e tentamos entrar - 14 pounds. Nem pensar! Vimos um cartazinho chamando para o serviço das 5h, com coral e tudo. Perguntamos se seria necessário pagar para entrar. Não! Ótimo. Faríamos um tempinho e voltaríamos para assistir.
| A caminho da ponte, uma noiva e um noivo orientais faziam pose para foto...cadê os convidados e a família? Pareceu que eles estavam curtindo só os dois e a fotógrafa o seu casamento. |
Saímos dali e, perambulando, encontramos uma placa que convidava para conhecer o Rose, teatro de 1500 e alguma coisa, for free. Lá fomos nós. Muito legal! são as ruínas do que antes era um teatro, que foram encontradas quando da construção de um prédio moderno, na década de 1980. Assistimos um video que contava a história do teatro, levantada através de mapas de diferentes épocas e de documentos que estão espalhados pela Inglaterra. O bacana de assistir esse vídeo não foi só saber a história do Rose, mas também mais um pouco da história de Londres, com a superposição de mapas que eles fizeram. O bank side, por exemplo, onde o Rose foi construído, era um lugar de baixo meretrício, bêbados e etc. Assim, para os moradores do outro lado do rio, ir para lá era atraente.
| Outro casamento, esse tradicional. Pose para a foto com família e convidados na escadaria do Globe. |
Caminhamos mais, no estilo: "olha aquela rua, vamos ver?" e lá íamos nós caminhando meio em zigue-zague e olhando coisas bonitas e diferentes até voltarmos para a beira do rio. Entramos num pier flutuante que tinha um barco-bar com precinhos acessíveis. Sentamos para comer um choripan e tomar uma cerveja (eu) e uma cidra (Thaís).
Foi então que começou a festa de aniversário do Scooby Doo - conclusão a que chegamos, já que foi o primeiro a chegar e ficou na porta do barco marcando na lista os convidados conforme se apresentavam. Nos divertimos observando as fantasias e fotografando o que desse para fotografar até que o barco partisse, levando seus bizarros convidados...
Esfriou. Pegamos o metrô de volta para casa.
Passear com Thaís é bom pq ela é historiadora. Vai completando as lacunas nos meus parcos conhecimentos de história da Inglaterra e torna os lugares vistos muito mais interessantes.
Tem escurecido cada vez mais tarde e clareado cada vez mais cedo. Os dias são longos na primavera inglesa. 10 da noite e ainda é crepúsculo. 4 da manhã e já está claro...menos sono pra mim. O que é bom. Aproveito os dias em quase toda a sua extensão.

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