Sábado trabalhei pela manhã e à tarde fui fazer umas comprinhas na Oxford Street, já no processo de organização do fim do período em Londres. O tempo passa muito rápido. Tanta coisa nessa cidade vai ficar por ver, tantos livros da biblioteca ficarão por ler...
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| Little Venice |
Por isso, ontem, domingo, fui visitar
Little Venice, uma região de canais em
Central London pouco explorada por turistas. Desde que saí da
Warwick Station percebi um ar diferente em Maida Vale, onde fica Little Venice. É um lugar calmo, amplo, as pessoas caminham mais devagar do que nos outros lugares da cidade por onde andei.
Água dá tranquilidade (pelo menos em dia sem temporal). Andando pela beira do canal, me deu vontade de alugar uma casa barco e experimentar esse tipo de residência. Uma semana seria o tempo ideal para essa experiência. Segundo me informou Marcus, depois, o sistema de canais de Londres segue até perto de Bath, passando por Oxford. Muitos estudantes, nas férias mais curtas, alugam um barco e passam a semana de
Pub em
Pub na beira dos canais.
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| Jardim bem cuidado no pequeno espaço |
Enquanto passava pelos barcos, ficava tentando adivinhar seus conteúdos. Alguns deixavam uma janela (escotilha) aberta e dava para ver o movimento lá dentro: cozinha, carrinho de bebê, oficina completa...outros, eu observava só por fora, pela decoração do convés, também tentando adivinhar o perfil de seus moradores.
Peguei o barco-ônibus em direção a Camden Lock (Camden Town), 50 minutos de passeio pelo canal. Dentro do barco, a gente fica quase na altura da linha da água, uma delícia (apesar da água suja na aparência, não era fedorenta). Lá fui eu, na maior turistagem - só o que tenho feito aqui quando passeio - tirando fotos em mais fotos de tudo que eu via. O tempo não estava muito bom para fotos, o dia nublado e escuro, mas deu algumas legais pra contar a história.
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Alugar um barco para uma festa, ficar subindo e descendo o canal o dia todo.
Deve ser legal. |
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| Esse barco não sai do lugar! :) |
Em Camden, comi um
fish and chips. Estou com saudades de bife, até tem uma barraca de argentinos que serve bife, mas pensei: meu tempo aqui está terminando, preciso comer as coisas daqui, e aprendi a apreciar o prato mais típico da inglaterra. Dei uma volta pelo outro lado do mercado, onde nunca tinha ido.
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Coisas estranhas: 18 pounds pra ficar com os pés no aquários por 10 minutos
enquanto os peixinhos comem as pelinhas e sujeririnhas dos pés. |
De lá, voltei para o canal e fui até o Regent's Park, por onde caminhei um monte, observando flora e fauna (aí considerados também os frequentadores do parque e seus picnics - famílias inteiras reunidas no parque).
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| Gordo, mal consegue caminhar. |
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| É uma boa ideia fazer uma festa no parque! |
Caminhei até a Baker Street onde peguei o metrô para casa. Antes passei pela loja dos Beatles, comprei umas bobaginhas, olhei por fora o museu do Sherlock Holmes e outras lojinhas da famosa rua, que além de endereço do Sherlock e estar também no título do livro do Jô Soares (essas são as minhas principais referências), foi onde nasceu o Danny Miller que fala com orgulho de ser o único que ele conhece a ter nascido ali, o que lhe dá o privilégio de ser legitimamente londrino,
"born in central London".
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| Lembrei de tanta gente nessa loja...mas é tudo meio caro. |
Assim terminou meu domingo: cheguei em casa por volta de seis e meia, deitei e dormi até quase onze. O que me fez perder o sono depois. Fiquei lendo um livro da Jane Austin, que baixei no Kindle. Aliás, desde que comprei o Kindle do Daniel (meu filho), que sonhava em andar de metrô lendo, como fazem muitos por aqui. Ontem, finalmente, experimentei a sensação. E sabe que é boa. Vou sofrer para me separar do brinquedinho quando chegar ao Brasil.
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